O quarto dia chegou arrastado, pesado, sufocante. Eu estava sentada no colchão, abraçando os joelhos contra o peito, quando ouvi o primeiro disparo. Meu corpo inteiro se enrijeceu. Por um segundo, achei que tivesse imaginado. Mas então vieram outros. Vozes. Passos correndo. Gritos ecoando pelo depósito. Meu coração disparou com tanta força que chegou a doer. Não. Não podia ser. Prendi a respiração, os olhos fixos na porta de ferro. O caos do lado de fora aumentava a cada segundo. Ordens sendo gritadas. Objetos caindo. Mais tiros. Então, de repente… Silêncio. Um silêncio curto, tenso, quase insuportável. Até que ouvi passos firmes se aproximando. Meu coração parecia prestes a sair pela boca. A maçaneta girou. A porta foi aberta com violência. E ele apareceu. Gael. Por um segundo, o mundo inteiro parou. O ar deixou meus pulmões. Lágrimas encheram meus olhos instantaneamente. Ele estava ofegante, vestindo roupas escuras, a camisa parcialmente manchada de poeir
Última atualização : 2026-05-10 Ler mais