O fogo na grande lareira de pedra da propriedade privada de Federico Falcone crepitava, afastando o frio intenso da noite. Eu estava sentada, envolta em um robe grosso, com o cabelo ainda úmido do banho que havia levado embora a sujeira e o frio da rua. No meu pulso, a pulseira de esmeralda e diamantes da minha avó estava de volta ao lugar a que pertencia.O médico da família havia acabado de cuidar dos ferimentos nos meus joelhos e saiu em silêncio.Federico se aproximou, com uma caneca fumegante nas mãos, e a colocou entre as minhas. Chocolate quente, sem leite. Sentou-se ao meu lado no grande sofá de couro, puxando-me junto com o cobertor de cashmere para o calor do seu corpo.— A equipe jurídica está pronta — disse ele, com a voz baixa, próxima ao meu ouvido. — Os gestores financeiros também.Tomei um gole, o calor doce me trazendo de volta ao controle. Minha mente, clara e fria, se organizou.— Coloque todos na tela.Federico fez um gesto. Um grande monitor na parede se acen
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