O brilho suave do amanhecer começava a desenhar contornos nas paredes de pedra da Villa, mas dentro do quarto, o tempo parecia ter parado. Vincenzo e Luna estavam entrelaçados sob os lençóis de seda, a pele ainda quente pelo encontro da noite anterior. O Don, que o mundo conhecia como um homem implacável de gelo e aço, agora usava as mãos — as mesmas que comandavam impérios — para fazer um carinho quase devocional nos cabelos de Luna. Luna sorria com os olhos fechados, sentindo cada toque. O carinho dele era lento, calmo, uma suavidade que ela nunca imaginou que um homem como ele pudesse possuir. Ela se sentia segura, não apenas pelas paredes da Villa ou pelos guardas na estrada, mas pelo modo como o braço de Vincenzo a envolvia, como se ela fosse o seu tesouro mais valioso. De repente, Vincenzo se virou um pouco, esticando o braço para alcançar algo na mesa de cabeceira. Ele voltou-se para ela segurando uma pequena caixinha de veludo negro. — Luna — ele chamou, sua voz de
Última atualização : 2026-04-27 Ler mais