Quando a porta bateu, o silêncio que ficou era do tipo que tem peso.Ficamos nos encarando — eu de pé no meio do quarto, Alícia na cama com aquele pânico silencioso de quem está processando rápido demais e não está conseguindo processar nada.— Vou te tirar daqui. — Falei, direta. — Não vai te acontecer nada. Tá ouvindo?Alícia balançou a cabeça negativamente. Como se estivesse ouvindo, mas não estivesse acreditando. Ela estava em estado de choque: os olhos abertos demais, o corpo rígido demais, a respiração curta demais.Fui até ela e dei um tapa de mão aberta no rosto.— Isso doeu! — ela reclamou, piscando, a mão voando para a bochecha.— Céus, eu sempre quis fazer isso... — Ri antes de conseguir segurar. — Mas foi só pra te trazer de vo
Última actualización : 2026-07-14 Leer más