POV Cecília MendesO toque dos dedos de Alexander na minha nuca era firme, uma âncora de possessividade que me impedia de recuar, mas a fúria silenciosa que emanava dele era infinitamente mais aterrorizante do que qualquer grito. Quando ele me puxou de volta para o interior da mansão, caminhando a passos largos pelos corredores escuros da ala oeste, cada batida do meu coração parecia ecoar o tique-taque de uma bomba relógio.Ele me conduziu até o quarto, abriu a porta com um empurrão seco e me fez sentar na borda da cama de casal. O quarto estava envolto na penumbra, mas a luz fria da madrugada que entrava pela sacada cortava o ambiente como uma lâmina. Alexander não acendeu nenhuma luz. Ele permaneceu de pé diante de mim, com o tronco nu e os braços cruzados sobre o peito, a mandíbula travada e os olhos azuis escuros fixos em mim com uma intensidade que parecia despir a minha alma.— Fique aqui — ordenou ele, a voz baixa, aveludada, mas carregada de uma autoridade implacável que não
Última atualização : 2026-07-30 Ler mais