Adrian ligou para Elena como um louco.Uma vez, duas vezes, dez vezes. Apenas a voz fria e automática atendia.O celular dela estava desligado.No dia em que ele finalmente estava pronto para buscá-la, ela desligou o telefone.Adrian pegou o paletó e correu para o andar de baixo sem nem dar o nó na gravata. Seus amigos estavam parados ao lado dos carros, confusos e pálidos.— O convite. — Ele exigiu.Depois de um momento, um dos amigos tirou um cartão preto e dourado, amassado, de entre os bancos.— Ela mandou alguém colocar no meu carro. Você disse que não ia, então eu nem olhei.Adrian arrancou o convite da mão dele.Na capa, duas letras estavam gravadas em dourado.M.V.Moretti. Vale.O coração dele se apertou, então relaxou. Ela ainda tinha o escolhido.Vendeu o apartamento, desligou o celular e tornou públicas as fotos do casamento para assustá-lo e fazê-lo aparecer.Era demais, mas, se ele era o noivo, eles poderiam brigar depois. Ele poderia repreendê-la e, em segui
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