(Adrián) As peças já não estavam soltas — ao menos não como no início —, porque havia conexões suficientes para deixar de falar em coincidências, detalhes suficientes que, ao se unirem, formavam uma linha clara, perigosa, impossível de ignorar. E, mesmo assim, não era uma imagem completa, porque, entre tudo o que se encaixava, havia algo que não terminava de fechar. A taça, a garçonete, o pagamento e, agora, a morte dela. Apoiei-me contra a escrivaninha, deixando cada elemento voltar ao seu lugar com calma, sem precipitar conclusões, mas também sem permitir que nada se diluísse. O que eu tinha diante de mim já não era uma suspeita vaga; era uma estrutura, uma sequência de fatos que indicavam que alguém havia planejado aquilo com precisão e que, além disso, estava se certificando de não deixar pontas soltas. E, no meio de tudo isso, uma figura continuava aparecendo com frequência demais para ser ignorada. Eduardo. Não por um único motivo, mas por vários que, somados, o colocavam
Última actualización : 2026-08-18 Leer más