CAPÍTULO 125Enquanto no andar da presidência se comemoravam vitórias, no subsolo da moral corporativa, Roberto de la Vega buscava desesperadamente uma pá para cavar a cova de sua sobrinha política.— E então, Estrada —disse Roberto, tamborilando os dedos sobre a mesa—. Eu não tenho o dia todo. Diga-me que encontrou alguma coisa. Diga-me que ela está lavando dinheiro, que tem dívidas de jogo, que paga a um amante... Alguma coisa!Estrada abriu sua maleta e tirou uma pasta fina. Fina demais para o gosto de Roberto.— Senhor de la Vega, eu revisei tudo. Contas bancárias pessoais, movimentações da clínica veterinária, cartões de crédito, histórico de crédito dos últimos dez anos.— E? —Roberto inclinou-se para a frente, ansioso.— E não há nada, senhor.Roberto bateu na mesa com o punho.— Impossível! Ninguém é tão limpo assim. Essa mulher apareceu do nada. Tem que haver sujeira debaixo do tapete.— Garanto-lhe, senhor. Está impecável. —Estrada abriu a pasta e apontou para alguns gráfico
Última atualização : 2026-09-02 Ler mais