ThomasEu paro no fim do corredor sabendo exatamente o que me trouxe até aqui. Não venho por impulso cego, nem por acaso. Venho porque preciso vê-la. Preciso confirmar com os próprios olhos que Maya está viva, que ainda respira, que ainda existe num mundo que, por alguns minutos, ameaça se fechar sobre a ideia insuportável de perdê-la.Então eu a encontro.A porta do quarto está aberta.E eu vejo tudo de longe.Maya está deitada na cama, pálida, abatida, frágil de um jeito que me atinge com uma violência quase física. Há curativos, fios, lençóis brancos demais ao redor dela. E, ao lado da cama, está Vinícius, segurando a mão dela como se aquele lugar lhe pertencesse.Eu travo.Meu corpo inteiro trava.Fico parado ali, a alguns metros da porta, olhando para a cena como se ela fosse ao mesmo tempo um alívio e uma punição. Porque ela está viva. Viva. E isso deveria bastar.Mas não basta.Porque ele está com ela.Porque a mão dele está sobre a dela.Porque há entre os dois uma intimidade
Última actualización : 2026-07-28 Leer más