Eliz, Os guerreiros já estavam acomodados em mantas espalhadas pela sala e pelo pequeno alpendre. Alguns dormiam profundamente, exaustos pela viagem; outros conversavam em murmúrios baixos, as vozes quase se confundindo com o som do vento contra as janelas. Theo, por fim, também se recolheu, ajeitando-se num canto próximo à porta, deixando-me sozinha de novo ao lado de Kael. Coloquei o balde próximo à cozinha, os movimentos lentos, quase automáticos, e voltei para a cadeira onde tinha passado boa parte daquela noite interminável. Sentei-me devagar, o corpo cansado, mas a mente longe de qualquer descanso possível. Kael continuava deitado no pequeno sofá, coberto até a altura do peito, a luz fraca de uma vela próxima desenhando sombras suaves sobre seu rosto. A palidez ainda marcava sua pele, mas a respiração parecia mais estável do que horas antes — mais profunda, mais regular, um sinal de que talvez o pior já tivesse passado. Observei-o em silêncio por um longo tempo, incapaz de d
Última atualização : 2026-08-29 Ler mais