POV: MATTEO VOLKOV O quarto de hospital naquele vilarejo esquecido por Deus era pequeno e abafado, mas finalmente exalava algo parecido com vida. O sol forte da manhã entrava pelas frestas da persiana de metal, cortando a penumbra. Minha mão ainda envolvia a de Adrian, sentindo o pulsar fraco, mas constante e teimoso, do seu sangue. Éramos irmãos de alma, forjados no fogo, no sangue e no dever. Ver o Adrian jogado naquela cama, cheio de tubos, era como ver uma parte da minha própria estrutura prestes a ruir. — Vamos, Adrian... abre os olhos, garoto — Massimo murmurou ao meu lado. A voz dele era um comando firme, mas carregava aquela vulnerabilidade rara que ele só se permitia sentir e demonstrar diante de mim e do Adrian. As pálpebras dele tremeram novamente, lutando com visível esforço contra o peso residual da sedação profunda. Foram segundos angustiantes que pareceram horas inteiras até que ele finalmente revelasse o az
Última actualización : 2026-08-18 Leer más