LOGIN— O Matteo é esperto, ele vai cuidar da segurança — Giulia me tranquilizou, embora a expressão dela também mostrasse preocupação. — E a gente vai ter que ser impecável. Nenhuma troca de olhares suspeita no café da manhã. Nenhum toque em público. Quando estivermos perto do seu irmão ou dos guardas, somos apenas amigas, você continua sendo a irmã do Massimo Capone e eu a melhor amiga da noiva dele. — É uma loucura — murmurei, soltando um riso fraco. — A gente estar vivendo isso bem debaixo do nariz de todo mundo. — É uma loucura maravilhosa — Giulia corrigiu, dando uma piscadela. — E vale cada segundo do risco. De repente, ouvimos um barulho suave vindo da fechadura. Ficamos em alerta no mesmo segundo, puxando o cobertor para cobrir nossos corpos até o pescoço. A porta se abriu devagar e Matteo passou por ela, trancando-a novamente por dentro assim que pisou no quarto. Ele parecia impecável. A camisa de linho escura estava perfeitamente ajustada, os cabelos escuros ainda levemente ú
POV: SOFIA CAPONE O som da tranca pesada estalando do lado de fora do quarto fez o silêncio voltar a tomar conta do espaço. Matteo tinha acabado de sair, nos deixando sozinhas no meio daquele quarto gigante iluminado pela luz fraca da manhã que atravessava a fresta da cortina. Puxei o edredom um pouco mais para cima, cobrindo meus seios nus. Meu corpo inteiro ainda pesava de um jeito gostoso, um cansaço que fazia cada músculo relaxar no colchão macio. O cheiro dele estava por toda parte — nos travesseiros, no lençol, na minha própria pele misturado ao perfume suave da Giulia e ao meu. Olhei para o lado e vi Giulia encostada na cabeceira de madeira escura. Os cabelos cor de lavanda dela estavam uma bagunça linda, caindo por cima dos ombros nus. Ela tinha os olhos fixos na porta por onde o Pakhan tinha acabado de sumir, um sorrisinho brincalhão de canto de boca que ela não fazia a menor questão de esconder. — Ele é inacreditável, não é? — Giulia quebrou o silêncio, a voz ainda um po
POV: MATTEO VOLKOV A luz suave da manhã começava a cortar as frestas da cortina pesada, desenhando linhas douradas sobre a cama. Abri os olhos devagar, sentindo o peso morno de Sofia ainda adormecida com a cabeça apoiada no meu braço direito, enquanto Giulia repousava a mão espalmada sobre o meu peito, a respiração calma batendo na minha pele. Por alguns segundos, deixei-me ficar imóvel. O contraste entre a paz daquele momento e a tempestade de sexo, gemidos e entrega da noite anterior era quase surreal. Mas a realidade da minha posição como Pakhan e líder da Tríade Negra não demorava a bater à porta. O sol já estava alto o suficiente para alertar que a mansão logo começaria a movimentar a segurança. Movi-me com extremo cuidado, retirando meus braços de sob o corpo delas. Sofia murmurou algo inaudível, ajeitando-se no travesseiro, enquanto Giulia abriu os olhos lentamente, piscando contra a claridade antes de fixar o olhar em mim.
POV: MATTEO VOLKOV Minha respiração ainda saía rasgada, um chiado pesado no peito enquanto o calor do meu próprio esperma e o calor das duas queimavam na minha pele. Deslizei para fora de Giulia devagar, ouvindo um murmúrio fraco e satisfeito escapando da sua garganta. Ela desabou de lado no colchão, completamente entregue, os cabelos cor de lavanda e úmidos espalhados feito uma teia sobre o lençol desarrumado. Ao lado dela, Sofia mantinha os olhos fechados, o peito subindo e descendo em arfadas curtas, as coxas ligeiramente entreabertas e a pele ruborizada pelo excesso de prazer. Puxei o ar com força, jogando a cabeça para trás por um instante. Minha cabeça ainda girava. O controle que passei anos lapidando como Pakhan, a frieza brutal que me mantinha vivo no topo da máfia... tudo tinha sido reduzido a cinzas naquele quarto por duas mulheres que sabiam exatamente como brincar com o fogo. Deitei-me de costas entre elas no e
Sofia se aproximou, ficando de frente para mim. Ajeitou meus cabelos molhados para o lado e colou o corpo dela ao meu, beijando meu pescoço e minha boca enquanto Matteo guiava a ponta do pau para a minha entrada por trás. Com um impulso firme e sem rodeios, Matteo se afundou completamente dentro de mim de uma só vez. — Ah! Matteo! — gritei contra a boca de Sofia, cravando as unhas nas costas dela enquanto meu corpo se contraía ao redor dele. Ele não perdeu tempo. Começou a estocar fundo e ritmado, o som do impacto de seus quadris contra a minha bunda molhada ecoando alto. A cada investida dele, eu tremia inteira nos braços de Sofia, gemendo descontrolada. Sofia segurava a minha cintura, mantendo-me firme enquanto retribuía os beijos, sentindo a vibração dos meus gemidos passar para a sua própria pele. A mão livre de Matteo subiu pela minha lateral e alcançou o meu seio, apertando o bico rijo entre os dedos com força justa, aumentando aind
POV: GIULIA BIANCHI O ar do banheiro estava saturado de vapor, mas a temperatura do nosso espaço no box parecia ter ultrapassado qualquer limite razoável. A água escaldante batia nos ombros largos de Matteo e se espalhava pelos nossos corpos colados, fazendo as gotas escorrerem pele abaixo. O eco dos beijos estalados e das respirações descontroladas disputava espaço com o som contínuo do chuveiro. Matteo mantinha Sofia presa pela nuca em um beijo devastador, dominando a boca dela com uma sede que implodia meses de contenção. A mão direita dele desceu devagar pelas costas moles e encharcadas de Sofia, apertando a curva da sua cintura e descendo até a bunda, puxando-a contra a virilha de um jeito que a fez gemer alto contra os lábios dele. Ao mesmo tempo, o braço esquerdo dele me rodeava com firmeza, mantendo-me prensada à sua lateral direita, com o peito colado ao meu e a perna firme entre as minhas coxas. A camisola vermelha de tule que e







