Que se dane o meu pé. Que se dane o mundo lá fora.Tiro a bota ortopédica e, apenas de camisola, entro na banheira. Sento em suas pernas, de frente para ele, sentindo a água quente nos envolver. Pego novamente a bucha e me dedico inteiramente a limpá-lo, a ampará-lo. Meu peito ainda está comprimido pela angústia; quero saber cada detalhe do que aconteceu, mas não vou forçar agora. Neste momento, ele só precisa ser cuidado.Lavo seu peito, rosto, pescoço, braços e mãos com movimentos lentos. Me aproximo mais para lavar suas costas e, para isso, preciso abraçá-lo. Por Deus, estar nos braços dele é tão certo, tão confortável, que quase me perco na missão. Enquanto passo a bucha por seus ombros, Yago me aperta contra si, comprimindo seu peito ao meu como se buscasse fundir nossas respirações.Ele me afasta um pouco e, por um segundo, sinto vontade de protestar contra a distância.— Tira isso, Ailim. Preciso sentir seu corpo no meu — ele murmura, indicando a camisola molhada que nos se
Última atualização : 2026-08-30 Ler mais