Capítulo 71 - Concreto e aço O celular vibrou exatamente às 4h45 da manhã. Ainda tava escuro lá fora. Thiago: "Garagem. 5h. De bota. Não atrasa, Cicatriz." Sorri antes mesmo de responder, com a bota suja da Helena no chão do quarto brilhando no escuro. Elisa: "Bom dia pra você também, chefe mandão." A resposta chegou quase na mesma hora. Thiago: "5h. Se atrasa eu vou sem você e você explica pra Helena por que não viu ouro nascer sujo." Revirei os olhos e levantei correndo. Calça jeans velha que podia rasgar, camiseta preta simples, cabelo preso. E a bota emprestada da Helena, número 35, suja de barro seco de 12 anos de obra. Coube perfeito. Tranquei a gaveta com meu caderno da cicatriz com cadeado, como a Helena mandou ontem: "gente com medo real faz besteira". Pensei na Amanda com notebook fechado com força. Quando desci para o café às 4h55, ainda escuro, Thiago já me esperava na cozinha, em pé. Vestia calça jeans escura, botas de segurança enormes, camisa preta com logotip
Última actualización : 2026-08-04 Leer más