Capítulo 81 O brilho que nasceu das minhas mãos Entrei na oficina dos ourives com o coração acelerado. Seu Antônio já me esperava. Ao lado dele, Helena observava tudo em silêncio. Sobre a bancada havia uma pequena caixa de madeira escura. Não era grande. Mas, por algum motivo, parecia carregar o peso de todos os meus últimos meses. Seu Antônio sorriu. Seu Antônio: — Está pronta? Respirei fundo. Elisa: — Acho que sim. Ele empurrou a caixa lentamente na minha direção. Minhas mãos tremiam quando levantei a tampa. Por alguns segundos... Esqueci até de respirar. Ali estava ela. Minha joia. O pingente que, durante semanas, existiu apenas em rabiscos, folhas amassadas e noites sem dormir. Agora refletia a luz da oficina. O ouro branco envolvia delicadamente a safira azul. As três linhas entrelaçadas pareciam realmente formar um abraço. Passei a ponta dos dedos sobre a peça. Com cuidado. Quase com medo de estragar aquele momento. Elisa: — Ela... Minha voz falhou. El
Última actualización : 2026-08-05 Leer más