Capítulo 81 - O brilho que nasceu das minhas mãos Seu Antônio: "Está pronta para ver seu abraço virar ouro real?" A frase caiu 9h10 na oficina do subsolo, quando eu ainda tava com a caixinha de veludo azul na bolsa com a safira com inclusão de 50 milhões de anos e com a minha primeira peça de cera azul torta, com ponto de ouro torto torto que o Caio mandou guardar como primeiro erro, suada na mão. Entrei na oficina dos ourives com coração acelerado a 300, de avental de couro que agora já tinha meu nome bordado "ELISA". Seu Antônio já me esperava, com lupa na testa. Ao lado dele, Helena de preto, observando tudo em silêncio, com pasta preta na mão, com olheira de 42 dias pra Dubai virando 15. Sobre a bancada de inox, não tinha mais cera azul de 2 reais. Havia uma pequena caixa de madeira escura, de jacarandá, fechada. Não era grande. Mas por algum motivo, com cheiro de metal novo, parecia carregar o peso de todos os meus últimos meses - 37 folhas amassadas, bota suja de barro de 12
Last Updated : 2026-08-05 Read more