Maya O ar gélido da antissala parecia cortar os meus pulmões a cada respiração curta e trêmula. A humilhação ainda queimava na minha pele, viva e pulsante, misturada ao calor do sêmen de Dominic que ameaçava escorrer pelas minhas coxas debaixo do vestido amassado. Eu me recompunha como podia, com os dedos vacilantes tentando ajeitar o tecido azul-escuro sobre o meu corpo violado emocionalmente, quando a voz dele voltou a ecoar pelo recinto, cortante como o rosnado de uma fera impiedosa. — Acabou a palhaçada — declarou Dominic, dando-me as costas com uma postura ereta e inacessível, abotoando os punhos da camisa como se nada tivesse acontecido. — O fingimento, as máscaras de virtude, os joguinhos do Sul... todos vocês foram desmascarados. A partir de hoje, nesta casa e neste reino, quem dá as cartas sou eu. Engoli o nó de dor que travava a minha garganta. Limpei o canto da boca com o dorso da mão e reuni as últimas forças que restavam na minha alma pisoteada para encará-lo. —
Última actualización : 2026-08-24 Leer más