Maya Caminhar pelos corredores imponentes e ancestrais do palácio de Valência ao lado da Matriarca Eleonora foi como atravessar uma fronteira invisível entre o inferno da condenação e a salvação. Os mesmos guardas reais, oficiais e criados que, horas antes, me observavam com um desprezo cruel, cochichos maldosos ou uma falsa pena, agora desviavam o olhar apressadamente, curvando a cabeça em total e profunda submissão diante da presença majestosa e intimidante da soberana. Apoiada firmemente em seu braço acolhedor, finalmente alcancei a grande porta dupla que dava acesso aos aposentos da Matriarca. Era uma suíte espaçosa, incrivelmente iluminada e aquecida na ala leste do palácio, situada em um ponto completamente distante da frieza metálica e do luxo opressor que impregnavam o gabinete e a ala privada de Dominic. O aroma de lavanda e rosas nobres preenchia o ambiente, trazendo-me uma sensação imediata de paz que eu não experimentava há semanas. — Sente-se aqui, minha querida — pedi
Última actualización : 2026-08-26 Leer más