O silêncio na caverna gelou instantaneamente.Adriana e Vitória mexiam nas caixas de suprimentos com as mãos trêmulas, afastando mantas, sacos e sacolas em pânico, mas o estojo térmico onde guardávamos as doses simplesmente não aparecia.— Tem certeza de que procuraram em tudo? — perguntou Renato, com a voz tensa, aproximando-se da entrada para garantir que ninguém saísse.— Nós reviramos todas as caixas, Renato! — respondeu Vitória, segurando o bebê contra o peito. — Estava exatamente aqui.Lara, ainda presa pelo braço metálico de Lex, soltou uma risada curta e cheia de desdém.— Vocês são patéticos — disse ela, olhando para mim com desprezo. — Acham mesmo que vão mudar alguma coisa? O sistema sabe o que faz. Vocês são criminosos.— Cala a boca, Lara — pedi, sentindo a cabeça latejar.Aproximei-me da Dra. Maísa, que observava o espaço vazio onde a vacina deveria estar. A palidez em seu rosto era de puro choque.— Se não está aqui, alguém mexeu — disse a médica, em voz baixa. — Mas ni
Última atualização : 2026-10-08 Ler mais