— Carolina Ferraz. Helena sentiu a fotografia escorregar dos dedos. — Quando? — Ontem, dezessete e quarenta e três. — Minha mãe entrou no carro por vontade própria? — Pelas imagens, sim. — “Pelas imagens” não é suficiente. Valente interveio. — Localizem as duas. *** No carro, Helena tentou ligar novamente. Nada. — Minha mãe sabia quem Alexandre era. — Parece que sim. — E nunca me contou. Valente permaneceu em silêncio. — Talvez minha vida inteira tenha sido uma mentira. — Não. Helena virou-se. — Como sabe? — Porque tudo que você construiu depois também é sua vida. Seus filhos. Lisboa. Quem você se tornou. Ela sentiu o peito apertar. — E nós? A pergunta escapou. Valente diminuiu a velocidade. Helena desviou o rosto. — Esquece. — Não. — Valente. — Nós fomos reais. Ele respirou fundo. — Eu que fui incapaz de proteger aquilo. Helena permaneceu olhando pela janela. Seria muito mais fácil se ele continuasse arrogante. *** Encontraram o carro de Carolina num
Última actualización : 2026-08-23 Leer más