Quando Heloísa e Lia terminaram de prestar depoimento e saíram da delegacia, já passava da meia-noite.A garota, mal tendo atingido a maioridade, ainda estava completamente abalada. Até aquele momento, não conseguia se recuperar do susto e permanecia grudada ao lado de Heloísa.— Sra. Heloísa, é o homem que salvou a gente. — Lia ergueu o dedo e apontou para a frente. Sua voz ainda tremia. Heloísa levantou os olhos. Não muito longe dali, Nicolas estava de pé, falando ao telefone.Independentemente do assunto, sua expressão era severa e fria, e sua presença, imponente. Sob a luz amarelada dos postes, sua sombra se estendia longamente pelo chão.Percebendo o olhar dela, ele encerrou a ligação e caminhou em sua direção.À medida que a distância diminuía, Heloísa teve o impulso de ir embora. Mas, ao notar que ele segurava seu celular, acabou parando.— Seu celular. — Nicolas parou a cerca de um metro de distância.— Obrigada. — Heloísa agradeceu em voz baixa e pegou o aparelho.— Nossa, vo
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