Verônica mesmo depois de dias morando ali não reencontrou Carlos, talvez por ele não ter motivos para frequentar a ala dos empregados, o que a deixava triste por saber que ele sequer perguntava por ela, ou como estava a gravidez, acabando com a ilusão que ela tinha de um dia ele passar a ter sentimentos por ela, principalmente por ela estar carregando um filho dele no ventre. Suas consultas médicas eram isoladas, marcadas por ela mesma, com a preocupação de sua bebê nascer saudável. Moisés, o motorista, era quem a levava, e geralmente fazia toda a viagem em silêncio. As empregadas geralmente não lhes dirigiam a palavra, mas nunca a trataram com desprezo ou desrespeito, talvez conscientes de que aquela jovem sem qualquer vaidade era, no papel, a esposa do patrão. Maria era aquela que a tratava bem, que geralmente perdia algumas horas do seu dia para conversar com ela. Perguntando sobre os chutes na barriga, o avanço da gravidez e se certificando de que nada faltasse à jovem mãe.
Última actualización : 2026-10-24 Leer más