FAZER LOGINVerônica ao se casar com Carlos pensou ser capaz de conquistá-lo, principalmente ao descobrir sobre a gravidez. Sabia que suas atitudes a deixava em desvantagem, mas morar em uma mansão sem se preocupar com o amanhã, para ela já era vantajoso. Verônica só não imaginou que, o casamento que antes era apenas uma promessa silenciosa em um momento de desespero, ao tornar-se uma obrigação por causa da gravidez, faria com que Carlos sentisse ódio por ela. Para Carlos tudo não passava de um jogo de interesses por parte de Verônica. No dia em que acordou ao lado dela, pensou ter tido o melhor sexo de sua vida, mas o que veio depois dessa noite, o fez querer odiar a mulher que lhe proporcionou essa noite.
Ver maisAparentemente era uma noite como outra qualquer, Carlos chegando em casa após uma viagem de negócios. Ele abre a porta da frente com o peso do cansaço sobre os seus ombros, depois de uma semana fora, participando de reuniões intensas e jantares de negócios, além de um fuso horário que não lhe permitiu dormir direito. O silêncio do ambiente contrasta com o barulho do aeroporto e das salas de conferências onde passou os últimos dias realizando um dos maiores acordos de sua carreira, a fusão da nova empresa adquirida ao seu grupo empresarial.
Carlos solta o nó da gravata e respira aliviado, estava feliz por estar em casa e principalmente por ter obtido sucesso em sua viagem. Dono de um império no ramo imobiliário, Carlos tinha orgulho de onde chegou. Sendo o dono e CEO da empresa Martins Global Realty, ele fazia valer por cada minuto gastos em viagens de negócios. A negociação foi um sucesso, os documentos foram assinados e agora só lhe restava esperar os lucros de milhões daquela boa negociação. Carlos olha a sua volta e estranha ninguém aparecer para lhe perguntar como havia sido a viagem, esse alguém era ninguém mais que a sua esposa, Verônica, aquela de quem sentia saudades, mas que não tinha coragem de confessar. Carlos estranha encontrar a casa em total silêncio e as luzes todas apagadas, mas ele acredita que logo Verônica irá procurá-lo para saber como foi a viagem e isso apenas para ouvir a mesma resposta de sempre, "Ótima", nada mais que isso. Por pensar que Verônica está no quarto da filha, Carlos se tranca no escritório, com o propósito de ler alguns relatórios, mesmo que não fosse nada urgente, mas o trabalho era o que o mantinha com os pensamentos longe daquele casamento forçado, que o deixava cada dia mais irritado por acreditar ter sido pego em uma armadilha de uma mulher interesseira. Vencido pelo cansaço, e sem nenhum sinal de Verônica, Carlos segue até o próprio quarto. Ao passar em frente ao quarto da esposa, ele para, a luz estava apagada, ele vê sob a porta fechada, com certeza já estava dormindo, ele pensa. Quis entrar para ter certeza, mas optou por seguir em frente pelo corredor escuro e vazio. Era melhor assim, que ela se mantivesse longe, não havia motivos para ela continuar fingindo se importar com ele. Carlos entra no próprio quarto, sem desconfiar que o vazio da casa era real, Verônica havia partido, levando com ela a filha do casal. Carlos aquela noite se entrega ao sono, com a sensação de que algo está errado, mas por acreditar ser apenas o cansaço da viagem, ignora a sensação que está sentindo, tendo uma noite agitada e mal dormida, pois o que ele queria mesmo era ter ido até o quarto da esposa para ter uma noite de muito sexo, mas ele não achava que ela merecia que ele fosse procurá-la depois dela nem sequer ter ido até ele. Antes mesmo que o sol entrasse pela fresta da janela, Carlos sai do quarto e segue em direção ao quarto de Charlotte, a filha do casal. Esse era um hábito que ele mantinha, mas que Verônica desconhecia, e isso a fazia acusá-lo de não gostar da própria filha, por ele não lhe dar atenção quando Charlotte estava aos cuidados dela. Antes mesmo de Carlos se aproximar do berço, ele o vê vazio e isso o faz sentir um aperto no peito. Ele tenta entender o que está acontecendo, mas tudo se torna mais difícil quando ele vê as portas do guarda roupa entreaberta, com alguns cabides vazios. O silêncio não era por Charlotte estar dormindo, o silêncio do quarto era pela ausência dela. O berço estava cuidadosamente arrumado, mas nele não estava aquela que o fazia sorrir ao lhe fazer um carinho em silêncio. Aquela que sorria como se estivesse sonhando, ou como se soubesse ser ele a lhe fazer carinho. Olhando ao redor ele sente falta de alguns brinquedos que a filha gostava e aquilo lhe diz que estava prestes a descobrir algo que o deixaria irado. Deixando o quarto da filha, Carlos segue a passos rápido até o quarto de Verônica, ele abre a porta com um movimento abrupto, entrando sem bater. Ao ver a cama arrumada ele ri, um sorriso nervoso, se negando a acreditar que Verônica havia ido embora, com certeza ela só queria lhe chamar a atenção. Verônica não o abandonaria, não depois de ter o forçado a se casar com ela.Encurralada pelo desespero e com o tempo correndo contra si, Verônica viu apenas uma saída, teria que procurar Carlos. Teria que enfrentar o seu ódio, pois ele era sua única esperança. Desesperada, ela segue até a empresa de Carlos e com astúcia consegue chegar até o andar onde estava localizado o seu escritório, precisava reconhecer que agiu feito uma criminosa, se escondendo aqui e ali, mas ela não iria embora sem falar com ele. Ao invadir o escritório de Carlos, Verônica tinha plena consciência de que ele não tinha a menor obrigação de acreditar em suas palavras, muito menos de assumir a criança que carregava no ventre. Ainda assim, era sua única chance de se ver livre do inferno que o pai insistia em colocá-la. O ultimato em sua mente era claro e definitivo: ou ele aceitava aquele fardo, ou ela preferiria abraçar a morte a se submeter ao toque de um desconhecido e ser forçada a carregar a mentira de que o filho era dele. Pensou ser impossível sair daquela sala vitoriosa, p
A noite para Verônica foi perfeita, as poucas horas que dormiu foi pensando que gostaria que fosse Carlos a ganhá-la em uma mesa de jogo, já que não seria nada ruim tê-lo como marido, mas a sua realidade era outra e só lhe restava guardar aquela noite na memória. Se Verônica pensava que ser entregue a um desconhecido para pagar as dívidas de jogo do próprio pai era o seu pior pesadelo, é porque ela ainda não conhecia a total ausência de escrúpulos do homem que a gerou. Ela não queria muito, queria apenas ser dona de si mesma por uma única noite. Mas ele demonstrou querer que ela se arrependesse de sua coragem de desafiá-lo. Entregar a sua virgindade a Carlos foi seu único ato de rebeldia, em uma tentativa desesperada de guardar uma lembrança boa antes de ser jogada nos braços de um estranho qualquer, que a tomaria por mulher sem nenhum remorso. Verônica aquela noite dormiu como nunca antes em sua vida, nua, nos braços de um homem que ela praticamente não conhecia. Acordada, ten
Verônica respirou fundo, engolindo o medo e com uma coragem que pensou não ter, ela caminhou até o bar. Posicionando-se ao lado de Carlos, pede uma bebida. — Olá! — Ela precisava puxar assunto e foi exatamente isso que ela fez — Não imaginei te encontrar aqui — disse com a voz baixa, mas firme o suficiente para cortar o ruído da música. — Por que não? — A pergunta a deixa sem resposta por alguns instantes, já que ela tinha certeza de que ele estaria presente por ser o irmão dele o dono da boate. — Você é muito sério — Verônica respondeu aquilo que lhe veio a cabeça. A resposta foi curta e ela torceu para que ele dissesse algo. — Ponha tudo o que ela consumir na minha conta — Verônica o olha, mas nada diz, apenas lhe sorri sabendo que estava se saindo bem em sua performance de uma jovem com mais idade.— Não vai me apresentar a sua amiga? Ao ser apresentada a Matheus, Verônica percebe uma personalidade diferente, Matheus a devorou com os olhos a fazendo se sentir nua na fre
Aquele parecia ser o seu pior pesadelo. Verônica pensa em uma história parecida que aconteceu no passado e sente vontade de gritar, dizendo que com ela seria diferente, pois não iria ser levada por um velho viciado em jogo. Quando o pai sai do quarto, ela permite que as lágrimas molhem o seu rosto. Conhecia o pai que tinha. Sabia que tudo aquilo era na verdade o pagamento de uma dívida de jogo que ele jamais conseguiria quitar. O desespero subiu por sua garganta, sufocando como se fosse matá-la. Ela se olha no espelho, o reflexo devolvia a imagem de uma menina jovem demais para o peso do mundo, mas com os olhos cheios de uma determinação dolorosa. Se iam roubar o seu futuro, ela mesma escolheria o que fazer com o seu presente. Determinada a não entregar o que tinha de mais valioso para uma pessoa qualquer, Verônica se deita com uma única certeza, de escolher ela mesma a quem se entregar. Com as mãos trêmulas, ela liga para a única pessoa que dizia ser sua amiga, uma das copeiras


















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