A segunda via da pasta azul existia.Marco levou quase um dia para provar.O ponto de partida foi o recibo encontrado entre os documentos de Antonio.Três dias depois da morte de Beatriz, ele comprara um pequeno cofre doméstico.Até ali, nada novo.O detalhe estava no verso.Havia outro número escrito à mão:214Ao lado:“fora de casa.”Valéria olhou para Marco.— Compartimento?— Foi o que pensei.Lorenzo se aproximou.— Banco?— Não.Marco mostrou o extrato de Antonio daquele mesmo dia.Duas cobranças apareciam com menos de vinte minutos de diferença.A primeira era da loja de cofres.A segunda, de uma empresa chamada Arquivo Central Privado.— O que era isso? — perguntou Valéria.— Um serviço particular de custódia documental. Empresas e pessoas alugavam compartimentos para guardar contratos, escrituras e outros papéis.Lorenzo ficou sério.— Ainda existe?— Com outro nome.Aquilo permitia procurar registros.A empresa fora comprada onze anos antes, mas os contratos antigos haviam
Última atualização : 2026-10-16 Ler mais