Dominic chegou a Boston pouco depois das três da manhã. Dirigiu a noite inteira sem parar e estacionou diante da casa dos pais de Clara enquanto o céu ainda estava escuro. Ficou sentado no carro por um momento antes de sair.Tocou a campainha e esperou. Tocou mais uma vez. A porta se entreabriu, presa pela corrente de segurança, e a mãe de Clara apareceu do outro lado. Ela o observou pela fresta estreita.— Sra. Hayes, sei que é tarde. Peço desculpas, mas preciso ver Clara.Por alguns segundos, ela apenas o encarou, sem abrir mais a porta nem fechá-la.— Ela não está aqui.— Voltou para Boston, não voltou? Está hospedada aqui? Posso esperar do lado de fora...— Ela não voltou — respondeu a Sra. Hayes, com calma. — Não podemos dizer onde está.— Sra. Hayes...— Não adianta insistir.Ela continuava atrás da corrente, com a mão apoiada no batente, sem ceder passagem.— Clara é adulta e toma as próprias decisões. Decidiu ir embora, e nós a apoiamos. Não quer que contemos a ningué
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