Quem tá acostumado com voos rápidos pode achar 4 horas de estrada um sacrifício, mas eu adoro. É tempo suficiente pra ouvir um audiolivro inteiro – 'O Pequeno Príncipe' na voz do Paulo Autran é perfeito – e ainda sobra um tempinho pra planejar o que fazer em Campina. Dá pra conhecer o Açude Velho, provar a galinha à cabidela e até dar uma volta no Parque do Povo. Só não recomendo ir com fome: a lanchonete mais próxima fica a 50 km de Recife!
Pegar a estrada de Recife até Campina Grande é uma daquelas viagens que mistura paisagens incríveis com um pouquinho de paciência. De carro, o trajeto costuma levar em torno de 3 horas e meia a 4 horas, dependendo do trânsito e das paradas que você fizer. A BR-232 é o caminho mais direto, e a vista dos canaviais e das serras pelo caminho é bem bonita, especialmente no final da tarde.
Se você optar pelo ônibus, a duração pode ser um pouco maior, chegando a 4 horas e meia, já que algumas empresas fazem paradas intermediárias. A dica é levar um bom livro ou playlist – 'O Hobbit' ou 'Cem Anos de Solidão' são ótimas companhias para a estrada. E não esquece de provar um bolo de rolo na parada!
Já fiz esse percurso tantas vezes que até decorei os pontos de referência. De moto, com vento a favor e poucas paradas, dá pra cortar para umas 3 horas e 15 minutos, mas tem que ficar de olho nos radares. A estrada é tranquila, mas tem uns trechos com buracos que parecem mini-crateras lunares – melhor evitar de noite.
De carona em apps de viagem compartilhada, já levei até 5 horas por causa de desvios e chuva. Mas o bom é que sempre rola um papo interessante com os outros passageiros. Uma vez um senhor me contou a história inteira de 'O Auto da Compadecida' antes mesmo de chegarmos à Paraíba. Vale cada minuto a mais!
2026-07-16 09:22:18
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Após sete anos de casada com Euzébio Mendes, o mundo de Clarice Campos desaba com um diagnóstico devastador: um tumor cerebral.
Disposta a lutar por sua família, ela decide arriscar tudo em uma mesa de cirurgia, mesmo com apenas 50% de chance de sobrevivência.
No entanto, o destino lhe reserva um golpe mais cruel que a doença. Com o retorno de Florinda Rosa ao país, a antiga paixão de seu marido, Clarice descobre que seu casamento não passou de uma farsa.
Euzébio não apenas transformou Florinda em sua secretária particular, como também todos os seus amigos sabiam do relacionamento secreto entre os dois.
O golpe final vem de onde ela menos esperava: seu próprio filho de seis anos confessa que adoraria ter Florinda como mãe.
Com o coração dilacerado e a alma vazia, Clarice entende que nunca teve uma família de verdade. Sem dizer uma palavra, ela corta os laços, apaga seus rastros e desaparece do mapa.
Apenas quando encontram o diagnóstico esquecido e a verdade sobre o seu sacrifício, o arrependimento atinge pai e filho como um raio.
Eles cruzam fronteiras e viajam para o exterior, caindo de joelhos em busca de uma redenção que parece impossível. Eles imploram por um único olhar, um sinal de perdão.
Mas Clarice sequer pisca. Para ela, um ex-marido cruel e um filho ingrato são fardos que ela não pretende mais carregar.
— N-Não! Qu-Quatro é demais para mim! Eu não vou aguentar!
Em uma viagem de ônibus à meia-noite, quatro colegas de trabalho do meu marido me encurralam em um banco. Logo em seguida, sinto minhas pernas sendo afastadas à força.
O homem parado bem na minha frente tira o cinto antes de desferi-lo com força contra a minha bunda empinada.
— Abra as pernas! Mulheres como você servem para nos dar prazer!
Depois disso, ele rasga a minha calcinha encharcada do meu corpo.
Na sétima vez em que combinei com Breno Lima de ir ao cartório buscar nossa certidão de casamento e fui deixada esperando, tomei a iniciativa de cortar todos os laços que ainda nos uniam.
Se havia um encontro de amigos em que ele estava presente, eu simplesmente deixava de ir.
Se ele era convidado para se apresentar na comemoração da escola, eu me retirava antes do início.
Se a empresa decidia fechar parceria com ele, eu pedia demissão imediatamente.
Até mesmo no Natal, quando ele veio me visitar em casa, inventei uma desculpa para sair e visitar outros amigos.
Bloqueei seu número, apaguei-o da lista de contatos, cortei tudo sem deixar rastros.
Não o procurei mais, e ele também não conseguiu me ver.
Durante os trinta anos anteriores, passei a maior parte da vida apaixonada por ele, cuidando dele com todo o meu empenho.
Só depois de ser deixada esperando pela sétima vez no cartório é que despertei.
Não queria mais viver assim.
Mesmo que fosse para ficar sozinha, não queria passar mais um dia e uma noite guardando uma casa vazia!
No oitavo ano de seus estudos no exterior, meu ex-namorado, cujo coração eu havia partido de forma implacável, finalmente voltou a fim de apresentar a nova namorada à família.
Foi no exato momento em que os médicos declararam a minha sentença final. Após oito anos de tratamentos fracassados contra o câncer, eu havia perdido a batalha e só me restava voltar para casa para esperar a morte.
Ao me ver sentada em uma cadeira de rodas, amparada pelos braços da minha mãe, os lábios de Samuel Silva se curvaram em um sorriso zombeteiro.
— Oito anos sem nos vermos e olha só o seu estado... Não consegue nem andar mais? — Provocou ele, com a voz carregada de repulsa.
Puxei a manga do meu casaco com calma, cobrindo as incontáveis marcas de agulha que pontilhavam as costas da minha mão.
— Não foi nada, apenas levei um tombo e fraturei um osso. — Respondi, sem alterar a expressão.
Samuel soltou mais uma risada sarcástica.
— Já que é assim, vou me casar em breve. Você bem que poderia ser a madrinha da minha noiva.
Mantive o sorriso sereno no rosto e neguei com um aceno leve.
— Agradeço, mas não vai dar. Estou prestes a fazer uma viagem para um lugar muito distante.
Dito isso, dei dois tapinhas suaves na mão da minha mãe, indicando que ela deveria me levar de volta para dentro.
Eu concordei em me transferir de escola com Renan Braga, que sofria bullying, mas ele desistiu um dia antes de oficializarmos a matrícula.
Seu amigo zombou dele.
— Você é inacreditável, fingindo ser intimidado por tanto tempo só para se livrar da Clarinda. Mas vocês cresceram juntos, tem certeza de que quer deixá-la sozinha em uma escola estranha?
— É apenas outra escola na mesma cidade, quão longe pode ser? — A voz de Renan era indiferente. — Estar com ela o tempo todo já estava me cansando. Um pouco de distância vai nos fazer bem.
Naquele dia, fiquei parada do lado de fora da porta por um longo tempo e, no final, decidi ir embora.
Só que no meu pedido de transferência, mudei a escola para aquela no exterior que meus pais queriam que eu frequentasse.
Todos se esqueceram da diferença abismal entre a minha posição e a dele.
— Professor… Por favor. Eu vim pra aprender a dirigir. Não pra isso.
Ela era casada.
Ele era instrutor de direção e, para piorar, amigo do marido.
Durante as aulas, cada erro no pedal virava um pretexto para se aproximar. Cada correção vinha acompanhada de um toque que ultrapassava o necessário. Presa dentro do carro da autoescola, sem ter para onde ir, ela sentia a linha entre o certo e o proibido se desfazer minuto a minuto.
Naquele dia, uma escolha errada, de roupa, de silêncio, de confiança, fez tudo escapar do controle. O espaço apertado, a respiração próxima demais, a tensão que já não dava mais para disfarçar.
O trem da Serra Verde Express é uma experiência que vale a pena considerar se você tem tempo e quer apreciar paisagens incríveis. A viagem dura cerca de 12 horas, mas a vista pela Serra do Mar compensa cada minuto. É um passeio mais turístico do que prático, então se você estiver com pressa, talvez não seja a melhor opção.
Para quem busca conforto e rapidez, voar é a escolha mais óbvia. Os voos diretos entre São Paulo e Campo Grande levam pouco mais de uma hora, e várias companhias aéreas operam nessa rota. Fique de olho em promoções, porque os preços podem variar bastante.
Lembro de uma viagem que fiz de ônibus de São Paulo a Campo Grande há alguns anos. A estrada é longa, mas a paisagem do interior paulista e do Mato Grosso do Sul ajuda a passar o tempo. Dependendo do horário e da empresa, a viagem pode levar entre 12 a 15 horas. Se pegar um ônibus noturno, dá para dormir boa parte do percurso e chegar mais descansado. Recomendo levar um travesseiro inflável e algum entretenimento, como um livro ou série baixada no celular.
Uma dica: evite os ônibus muito baratos, porque às vezes fazem várias paradas e o conforto é menor. Os semi-leitos ou leitos são melhores para essa distância. E se possível, escolha um assento perto do meio do ônibus, onde o balanço é menos intenso. A estrada até Campo Grande tem trechos bem tranquilos, mas também alguns buracos, então prepare-se para algumas sacudidas.
Fazer essa viagem de carro é uma aventura e tanto! A BR-267 é o caminho mais direto, mas recomendo parar em Botucatu para um café da manhã reforçado naquela padaria perto da rodoviária – seus pãezinhos de queijo são lendários. Depois, em Ourinhos, dá pra esticar as pernas no Parque Internacional e até dar uma volta de pedalinho se o tempo ajudar.
A estrada é bem sinalizada, mas fique atento aos trechos de serra depois de Agudos. Vale a pena levar snacks e água, porque alguns postos de gasolina são bem espaçados. Chegando perto de Campo Grande, o pôr do sol no cerrado é de tirar o fôlego – uma ótima recompensa depois de horas de viagem!