Nunca me deparei com um protagonista literalmente chamado 'Dorminhoco', mas a temática do sono e personagens sonolentos aparece em várias obras. Em 'O Pequeno Príncipe', há a rosa que dorme sob sua redoma, simbolizando fragilidade e dependência. Já no mangá 'Hyouka', o protagonista Oreki Houtarou é um adolescente que adora economizar energia e evita esforços desnecessários, quase como um dorminhoco filosófico.
A literatura brasileira também brinca com isso: Macunaíma, o 'herói sem nenhum caráter', tem momentos de preguiça lendários. E quem não lembra do Coelho Branco de 'Alice no País das Maravilhas', sempre atrasado e meio adormecido em sua própria correria? Talvez o nome exato não exista, mas a essência do dorminhoco está em todo lugar.
Certa vez, reparei como a ideia de dormir por séculos em filmes de ficção científica mexe com a cabeça. Em 'Passageiros', o Chris Pratt acaba acordando décadas antes do previsto, e aquela solidão no meio do espaço é de arrepiar. A narrativa brinca com o medo de ficar preso no tempo enquanto o mundo segue sem você.
Outro exemplo é 'O Quinto Elemento', onde Leeloo é reconstruída após um sono de milênios. A forma como ela lida com um futuro completamente alienígena é fascinante. A trama usa o conceito para explorar choques culturais e a fragilidade humana diante do desconhecido.