Anonymous
Na festa antes do nosso casamento, encontrei nas redes sociais uma publicação com um desafio para casais:
[Se eu não fosse uma opção, com quem você mais gostaria de se casar?]
Sorri ao fazer a pergunta ao meu noivo, Julian Hayes.
Ele não hesitou nem por um segundo.
— Vivian.
Vivian Bennett era minha irmã caçula.
Minha melhor amiga entrou na conversa:
— Para falar a verdade, Vivian era quem melhor entendia Julian. Toda vez que vocês brigavam, era ela quem passava a madrugada conversando com ele.
Vivian se inclinou e deu um soco de brincadeira no peito dele.
— Era melhor colocar seu noivo na linha, mana. Não dava para deixar que ele ficasse suspirando por mim o tempo todo.
Todos à mesa caíram na gargalhada.
Margaret Bennett, minha mãe, estalou a língua, divertida.
— Foi só uma brincadeira. Além disso, Vivian nunca ficava reclamando como você. Era natural que Julian gostasse dela.
Julian lançou um olhar em minha direção.
— Foi só uma brincadeira. O que foi? De novo você não consegue levar uma piada na esportiva?
Não respondi. Apenas abaixei os olhos para o formulário de confirmação que a assessora de casamento acabara de me enviar.
O vestido, o buquê, a música e o cardápio seguiam todos o gosto de Vivian.
Assim, do início ao fim, aquele casamento só tinha uma coisa que realmente era minha: meu nome ocupando o lugar reservado à noiva.
Se não importava quem ocupava aquele lugar, não havia motivo algum para realizar aquele casamento.