A FILHA DO ERRO. Quando a vida cobra o que a noite escondeu
A visão de bebês tão pequenos, tão vulneráveis, sempre fazia alguma coisa dentro dela, como se a profissão fosse um lugar de amor concentrado.
Uma enfermeira se aproximou, luvas já calçadas, o rosto jovem e sério.
— Doutora Serena, eu sou a Laila, coordenadora da UTI neonatal. A equipe está muito feliz com a sua chegada.
Serena apertou a mão dela com cuidado, como se respeitasse a regra invisível daquele espaço.
— Obrigada, Laila. Eu também estou. Eu quero aprender a rotina de vocês e somar, de verdade.