Obrigada Pelo Divórcio, Meu Ex
O avô Don Moreira deixou seu testamento antes de morrer.
Nós, as cinco filhas dos Moreira, fomos proibidas de usar nosso sobrenome.
Teríamos que viver como pessoas comuns até que uma de nós desse à luz o primeiro herdeiro.
Ela receberia tudo.
Durante três anos inteiros, escondi minha verdadeira identidade.
Eu vivi com meu marido, Pedro Almeida, em um pequeno apartamento na zona sul da Cidade de Fairmont.
Todas as manhãs, nós pegávamos o metrô lotado para ir trabalhar.
Quando o dinheiro apertava, passávamos noites em claro planejando como manter a pequena empresa dele funcionando.
Eu nunca achei difícil, porque eu o amava.
Até o dia em que o médico me entregou o resultado dos exames.
Eu era a primeira a engravidar.
Naquele momento, meu corpo inteiro tremia de emoção.
A vida pela qual Pedro e eu havíamos lutado durante tantos anos finalmente parecia estar ao nosso alcance.
Voltei para casa dirigindo, sorrindo, imaginando qual seria a reação dele.
Mas, assim que abri a porta, vi uma mulher usando a minha camisola favorita, dividindo com meu marido as maçãs que eu havia colocado na geladeira.
Pedro mordeu uma maçã da mão dela e apenas lançou um olhar indiferente para mim.
— Minha primeira paixão, Bianca Martins, voltou. Vamos nos divorciar.
Meus dedos apertaram o relatório de gravidez escondido no bolso do casaco.
Então, eu sorri. — Tudo bem.
Ele nunca soube que a esposa que ele considerava sem dinheiro, submissa e sempre tolerante...
Na verdade, carregava um sobrenome capaz de abrir todas as portas e permitir que ela andasse livremente pela Cidade de Fairmont.
Eu daria à luz o herdeiro.
Os negócios da minha família ainda seriam meus.
Quanto ao meu marido?
Eu estava pronta para deixá-lo partir.