author-banner
A.P Silva
A.P Silva
Author

Novels by A.P Silva

A Escritora e o Estranho: Ecos de uma Noite de Paixão

A Escritora e o Estranho: Ecos de uma Noite de Paixão

Após uma noite de paixão arrebatadora com um enigmático estranho, Rosalie Millar decide que nunca mais se deixará levar por impulsos. No entanto, a verdade é que ela simplesmente não consegue esquecê-lo. Para sua surpresa, o "estranho" é, na verdade, Daniel Rossi, sócio proprietário da editora onde ela acaba de iniciar sua carreira. Inicialmente, Rosalie se pergunta se Daniel se lembra daquela noite intensa, mas ele parece não a reconhecer. Quando o manuscrito dela finalmente chega às suas mãos, ele se vê encantado não apenas pela escrita dela, mas também pela mulher por trás das palavras. Eles então embarcam em uma jornada de autodescoberta e amor, desafiando as normas do mundo editorial e suas próprias expectativas.
Read
Chapter: Capítulo 20 — Linhas Que Se Cruzam
Rose A sala da psicóloga não era silenciosa. Tinha um relógio discreto marcando os segundos e o som distante da rua entrando pela janela entreaberta. — Quer água? — ela perguntou. Assenti. Ela me entregou o copo e se sentou de frente, sem pressa. — Você disse no telefone que algo te incomodou hoje. — Um nome — respondi. — Ou talvez… a forma como ele foi dito. Ela esperou. — Sr. Mendonça. — Continuei. — Quando ouvi, meu corpo travou. Eu não pensei em nada. Só… senti. — O que você sentiu? — Medo. — respondi sem rodeios. — Um medo diferente. Ela anotou algo. — Diferente como? — Não era pânico. Era alerta. A psicóloga encostou a caneta. — Seu corpo aprendeu algo naquele dia. Mesmo que sua memória ainda não tenha organizado isso em palavras. — Então pode ser real. — Pode. — disse. — Ou pode ser uma associação que sua mente criou para se proteger. Não temos como saber agora. Suspirei. — Odeio não saber. — Todo mundo odeia. — ela respondeu, simples
Last Updated: 2026-02-01
Chapter: Capítulo 19. Fissuras.
Rose A primeira coisa que voltou foi o som. Um bip insistente, ritmado, como se alguém estivesse marcando o tempo por mim. Depois, o cheiro — limpo demais. Álcool, plástico, algo estéril. Não havia fumaça. Não havia calor. Abri os olhos com dificuldade. A luz branca do teto me fez piscar várias vezes, até que as formas começaram a se ajustar. Hospital. A palavra se formou lenta, mas sólida. Minha garganta queimava. Cada inspiração vinha curta, arranhando por dentro, como se o ar ainda tivesse farpas. Tentei me mexer, e um peso suave sobre a minha mão me impediu. — Ei… — a voz veio rouca, quase inexistente. Os dedos apertaram os meus no mesmo instante. — Estou aqui. Virei o rosto um centímetro. Foi o suficiente para vê-lo sentado ao lado da cama, o corpo inclinado para frente, como se tivesse passado horas exatamente naquela posição. A barba por fazer marcava o cansaço. Os olhos… os olhos estavam vivos demais. Vigilantes. Como se ainda estivesse em combate. — Você
Last Updated: 2026-01-28
Chapter: Capítulo 18 - No Limite
Daniel 10h03 O rádio da polícia ainda chiava, mas nada do que vinham dizendo ajudava a encurtar a distância entre mim e Rose. O carro suspeito foi visto entrando em uma rua estreita na zona norte… mas a câmera seguinte estava desligada. Pista morta. Eu apertei o volante até sentir os dedos formigarem. — Droga… — O palavrão saiu baixo, mas queimou na garganta. Jhon, ao meu lado, analisava o monitor portátil que a equipe dele tinha trazido. — Daniel… sem a placa completa, vamos depender de reconhecimento visual. E o último registro é de duas horas atrás. A informação caiu como pedra no estômago. Duas horas. Duas horas de vantagem para quem quer desaparecer. 10h26 Fomos até o endereço de uma suposta “garagem de fachada” que poderia abrigar o carro. Nada. Portão fechado, correntes novas, silêncio absoluto. Um cachorro magro latiu até a garganta secar, mas não havia ninguém ali. Eu caminhei em círculos na calçada, sentindo a respiração rasgar o peito. A imagem de Rose,
Last Updated: 2025-08-14
Chapter: capítulo 17 cada minuto conta
Rose O silêncio era pior do que qualquer ameaça. Não sabia se era madrugada ou manhã — não havia janelas visíveis, apenas as cortinas pesadas bloqueando qualquer luz natural. O ar estava carregado, denso, como se cada respiração me custasse um esforço extra. As cordas ainda marcavam meus pulsos, o formigamento já se transformando em dormência. Tentei mexer as pernas, mas elas também estavam presas. A cada movimento, o colchão velho rangia, denunciando minha tentativa de buscar uma posição menos dolorosa. O som de passos ecoou no corredor. Rítmicos. Lentos. Deliberados. Meu corpo inteiro ficou rígido. A maçaneta girou e Nathan entrou. Ainda trazia marcas roxas no rosto — provavelmente resultado da surra que levou de quem quer que estivesse atrás dele. Uma fina linha de sangue seco cortava o canto da boca, mas isso não apagava o brilho de satisfação em seus olhos. — Dormiu bem? — perguntou, fechando a porta atrás de si. Eu não respondi. Mantive o olhar fixo, tentando ler
Last Updated: 2025-08-14
Chapter: capítulo 16 - Corrida contra o tempo .
Daniel 7h58. Eu já estava na sala da Suzy, encostado na mesa de reuniões, olhando a tela do celular como se ela pudesse adiantar os ponteiros. O vidro do prédio refletia um céu nublado, e a editora tinha aquele cheiro de papel, café e ansiedade que normalmente me acalma. Hoje, não. — Ele confirmou ontem — disse Suzy, ajeitando uma pilha de dossiês. — Oito em ponto, lembra? Assenti sem tirar os olhos da porta. 8h03. Nenhum “bom dia”, nenhum passo no corredor. Só o ar-condicionado insistindo. A cadeira à minha frente continuava vazia, impecável. A cadeira que eu tinha reservado para o “Jorge”. Para o Nathan. — Manda a Michele tentar de novo — falei. Suzy já estava com o ramal no ouvido. — Caixa postal. — Ela mordeu o lábio. — De novo. Respirei fundo, abrindo minha agenda. Uma linha seca me encarava: Reunião: 8h — Nathan / Suzy / Rose. — E a Rose? — perguntei, automático. — Pedi para ela vir para a reunião. — Deve estar chegando. — Suzy forçou um sorriso que não en
Last Updated: 2025-08-14
Chapter: capítulo 15 Na Teia do Inimigo.
A noite já tinha engolido a cidade quando Daniel me deixou na porta do meu prédio. Eu sentia o corpo pesado, mas a mente estava desperta, como se cada pensamento fosse um fio puxando outro, formando um emaranhado impossível de desfazer. — Tenta descansar, pequena — disse ele, segurando minha mão por alguns segundos. Seus olhos tinham aquele brilho grave, como se carregassem segredos que não podiam ser compartilhados. Assenti, mesmo sabendo que o descanso era a última coisa que conseguiria encontrar. Vi-o entrar no carro e desaparecer na esquina, enquanto a brisa fria da noite arrepiava minha pele. Lá dentro, o apartamento parecia silencioso demais. Maxine não estava — provavelmente ainda na rua com alguma amiga. Liguei a chaleira e me sentei no sofá, olhando para a porta como se esperasse que alguém entrasse a qualquer momento. Era estranho... uma sensação persistente de que eu estava sendo observada, mesmo dentro de casa. Do outro lado da cidade, Daniel estacionava diante do
Last Updated: 2025-08-13
Explore and read good novels for free
Free access to a vast number of good novels on GoodNovel app. Download the books you like and read anywhere & anytime.
Read books for free on the app
SCAN CODE TO READ ON APP
DMCA.com Protection Status