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XVI

last update Tanggal publikasi: 2021-09-15 07:34:50

ESQUADRINHANDO DANIEL 7

    Por volta do ano 560 a.C., ainda dentro do império babilônico, foi revelado ao profeta as visões do capitulo 7: Os estudiosos das profecias de Daniel, costumam fazer mais confusões a respeito dos capítulos 8 e 7, quando envolvem em suas interpretações os chifres pequenos, basta uma atenção mais acurada para notar que esses dois personagens encontram-se separados em tempo e espaço diferentes no cumprimento profético; o chifre pequeno do capitulo 8, começou sua obra muito antes de haver algum contato político dos romanos com os judeus, contato esse que se realizou por parte dos judeus, sendo enviada uma embaixada israelense ao senado romano por volta do ano 157 a.C., ocasião em que pediram auxilio a Roma contra Demétrio I Sóter, que os oprimia. Esse chifre pequeno surgiu de uma divisão do império Grego (3º império - leopardo). O chifre pequeno de Daniel 7, está relacionado à uma besta que representou o 4º império (animal espantoso). Os chifres de um modo geral, dentro do contexto profético bíblico, inclusive os pequenos, representaram reis e não reinos ou impérios. O método historicista de interpretação, mesmo sendo o melhor, está longe de ser irrepreensível, aliás ainda arrasta consigo falhas rudimentares e gritantes no que tange a interpretação dos 10 chifres do animal espantoso de Daniel 7; alegam que os 10 chifres, correspondem aos 10 reinos monárquicos que surgiram à mais de 1 século antes da desintegração do império romano em 476 d.C., afirmam ainda que a besta com 7 cabeças e 10 chifres do apocalipse 13 - é a mesma besta de Daniel 7, com 1 cabeça e 10 chifres, nada há mais longe da verdade do que essas afirmações; em primeiro lugar, tratam os chifres como se fossem nações ou reinos: Há evidências e provas bíblicas contextualizadas quanto à correta interpretação profética do símbolo em questão (chifres) extraído do próprio cânon sagrado, que ao meu ver é o ponto chave do equivoco historicista: "Chifres" significam; reis - imperadores - lideres políticos; e não reinos ou nações como o historicismo tem conjecturado...  Reinos ou nações foram simbolizados por bestas ou animais: Simbolismos encontrados nos brasões -  escudos - bandeiras das antigas civilizações; leões - águias - serpentes - leopardos - ursos - dragões - etc... Assim compreende-se que reinos, nações e povos, são representados simbolicamente por animais ou bestas diversas nas visões proféticas:

1º Em Daniel 7:23 e 24 é dito pelo anjo; "O quarto ANIMAL será um quarto REINO na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços. Os DEZ CHIFRES correspondem a DEZ REIS que se levantarão DAQUELE MESMO REINO (império politico romano - animal espantoso) e depois deles, se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros (10) e abaterá a três reis (três chifres - três reis e não reinos). Em Daniel 8:21 é dito: "O grande CHIFRE entre os olhos é o primeiro REI.

2º A besta do apocalipse 13, possui 10 chifres e 7 cabeças - é a mesma besta do apocalipse 17, que carrega a mulher, e nesse mesmo capitulo 17:12 é dito: "Os DEZ CHIFRES que viste são DEZ REIS... Enfim, existem mais que suficientes evidências e provas para rejeitar incisivamente não o método historicista de interpretação, que por sinal é o melhor! Mas sim rejeitar essa falha de interpretação simbólica e completamente fora do contexto bíblico de que "chifres" são reinos ou nações, deixando com isso a bússola da interpretação profética, completamente desorientada no tempo e no espaço físico do seu verdadeiro cumprimento.

 Em terceiro lugar; uma das bestas tem sete cabeças - e a outra besta apenas uma cabeça. Além disso, as nações que se formaram antes mesmo da desintegração do império romano, foram monarquias livres, politicamente independentes, do modo como as conhecemos hoje. Os reinos e os impérios sim foram simbolizados nas figuras de animais e bestas. Os chifres simbolizam dentro do contexto profético bíblico; lideres políticos - reis - imperadores. Os 10 chifres (reis) do animal espantoso de Daniel 7 com uma 1 cabeça,  conforme o que a profecia expressamente relata; levantaram-se daquele mesmo reino (animal espantoso) em pleno domínio e vigor politico (besta com 10 chifres) império romano.

A profecia de Daniel 2 declara; que os pés da estátua seria "um (1) Reino dividido", mas dividido em que sentido? Apocalipse 17:12 e 16, responde: Será "dividido" porque dez reis reinarão juntos simultaneamente sobre 7 (reinos) blocos de super nações socialistas e capitalistas. Logo, politicamente estarão unidos em "um (1) Reino" mundial, repartido ou "dividido" ideologicamente e geograficamente com 10 soberanos em 7 blocos de nações, e posteriormente com o último anticristo e seu auxiliar, cumprindo-se apocalipse 13 e 17, juntamente com Daniel 2, sobre os pés e os dedos da estátua, nos eventos finais, poucos anos antes do retorno do SENHOR. A propósito; o profeta Daniel, jamais profetizou sobre 10 reinos, mas profetizou sobre 10 reis, simbolizados nos chifres da besta espantosa em 7:24: "Os dez chifres correspondem a dez reis, que se levantarão daquele mesmo reino" (império romano). João no apocalipse 17:12, seguiu o mesmo padrão: "Os dez chifres que viste são dez reis". O cumprimento dessa etapa da profecia dos pés da estátua, onde se formará UM REINO, ainda não se cumpriu politicamente e plenamente, porém já mostrou seu inicio com a revolução liberal iluminista ateia francesa, sabotando as monarquias absolutas e destruindo a influência da igreja romana - bem como na revolução e guerras civis Inglesa e norte americana - na revolução russa - na subversão dos grandes impérios; alemão - otomano - Austro, Húngaro e Japonês nas duas guerras mundiais e se cumprirá plenamente poucos anos antes da vinda do SENHOR, uma vez que no presente momento uma nova e última geopolítica humana, encontra-se em franca transformação diante de todos os olhos, com pelo menos 1 bloco (cabeça) já formado. Os pés da estátua corresponde à mesma profecia do apocalipse 13 da besta com 7 cabeças e dez chifres; UM REINO prestes a se unificar no mundo logo após a terceira grande mundial, onde o domínio que se seguirá, dividirá a terra em 7 regiões ou blocos (cabeças) e 10 reis (chifres) juntamente com o último anticristo e seu braço direito o falso profeta, formando um total de 12 chifres - 10 dedos ou 10 chifres da besta do mar e dois chifres da besta da terra. Número interessante comparado com a palavra profética do SENHOR, quando ELE afirmou que "seus discípulos se assentariam em 12 tronos"...

O chifre pequeno do capitulo 7, surge diretamente da única cabeça do animal espantoso (besta - Roma imperial - 10º rei, do 4º império) 7:24: "Os dez chifres correspondem a dez reis que se levantarão DAQUELE MESMO reino (Roma imperial) e depois deles se levantará outro (pequeno) o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis. O ano 69 desta era cristã, foi marcado pela disputa do  reino, por 4 imperadores romanos guerreando pelo poder, Vespasiano (o pai do general e futuro imperador Tito 11º, que trouxe a destruição de Jerusalém e do 2º templo ) derrubou três: Galba, Otão e Vitélio e reinou sobre a terra. O chifre pequeno do capitulo 7, nasceu da cabeça do animal espantoso - besta - império romano. Esse arranca três chifres durante seu surgimento. "É mais robusto do que seus companheiros... Um imperador mais forte que os outros 9 anteriores... Em especial mais forte do que os 3 usurpadores, os quais caíram com sua ascensão. Apenas com Vespasiano no poder e Tito seu filho ainda como general, foi possível a derrubada completa de Jerusalém e do 2º Templo em Israel no ano 70 d.C., esmagando a revolta dos judeus, prevalecente há 3 anos e 6 meses, à qual muito incomodara o império (1260 dias literais). "Se levanta contra o ALTISSIMO e os santos do ALTISSIMO". Para se reafirmar no trono, Vespasiano criou a religião imperial; o culto aos imperadores falecidos, e a si mesmo atribuiu títulos divinos, iniciou a construção do anfiteatro coliseu, onde o entretenimento para as massas e líderes sanguinários, foram os jogos de hecatombe; os jogos de morte!

O chifre pequeno do capitulo 8, surge de um chifre já existente, não nasce da cabeça do bode, porém descende de Seleuco I Nikator, um dos 4 generais que dividiram o reino Grego, o chifre pequeno do capitulo 8, molda-se perfeitamente à Antioco Epifânio IV, o rei que iniciou a primeira profanação do 2º Templo em Israel, no ano 166 a.C. Em 8:9, "De um dos chifres (Seleuco I Nikator 312 à 280 a.C.) saiu um chifre pequeno e se tornou muito forte para o sul (Egito) para o oriente (Pérsia) e para a terra gloriosa" (Jerusalém). O chifre pequeno do capitulo 8, descende de outro chifre do mesmo império (bode). Esse não arranca qualquer outro chifre durante seu surgimento. É um chifre de pequeno tamanho, em comparação aos 4 chifres notáveis do império Grego ou o primeiro chifre notável (Alexandre Magno). De igual modo esse chifre de tamanho pequeno, focou sua maldade contra o povo judeu, o sumo sacerdote, os sacrifícios e o Santuário do ALTISSIMO, profanando-o em 166 a.C.. Fica claramente constatado as inúmeras diferenças entre o chifre pequeno de Daniel 7, e o pequeno chifre de Daniel 8 - bem como em relação a primeira besta do Apocalipse 13, que possui 7 cabeças e 10 chifres - com o animal espantoso de Daniel 7, que possui apenas 1 cabeça e 10 chifres - aumentando escandalosamente as diferenças entre as duas bestas - bem como as diferenças entre o chifre pequeno de Daniel 7, em comparação ao chifre pequeno de Daniel 8. Entretanto os dois distintos chifres simbólicos tiveram uma coisa em comum; ambos se levantaram em tempos diferentes contra o santuário do Deus Vivo em Israel, profanando-o e massacrando o povo da aliança Eterna.

    Essa avaliação histórica da politica romana ocidental; "de que a partir de 168 a.C., Roma se tornara a senhora "dominadora" do mundo, não é verdadeira, não procede com a realidade política e seus eventos históricos; uma vez que o império grego dividido, manteve sua resistência aos romanos até a batalha de Alexandria no ano 30 a.C., cumprindo-se uma importante profecia de Daniel 11:40-45, momento em que Otaviano consagrando-se futuro imperador de Roma, dentro ainda de uma duradoura guerra civil, derrubou a última resistência grega (Cleópatra - Marco Antonio) elevando Roma (império no ano 27 a.C.) de fato ao domínio mundial, transformando o último reduto grego (ptolomeus) numa província, isso sem levar em conta a grande dificuldade dos romanos ao longo da história pré-cristã e pós-cristã de vencer e anexar diversas tribos bárbaras dentro da própria Europa (como Bretanha ou Germânia) que se tornaram poucos séculos depois o calcanhar de Aquiles do baixo império, pelas quais (tribos) venho a ser destruído o império de ferro. A vitória de Roma na terceira guerra em 168 a.C., contra a Macedônia grega, na batalha de Pidna, não lhe deu o domínio incontestável do mundo, posto que o império grego dividido lhe daria desafios de conquistas como à do reino do norte (Síria). Os selêucidas foram muito mais poderosos do que os macedônios, posto que controlavam a maior parte do que havia sido o poderoso Império Aquemênida ("Pérsia"). Tanto é que foi anexada à república romana como província, somente no ano 64 a.C. (passando Roma à ser; o reino do norte Dn. 11:40-45) trinta e quatro anos antes da última resistência grega - egípcia (reino do sul). A Macedônia foi dividida em duas províncias somente ao término da quarta batalha (pidna) iniciada em 148 a.C., a república romana, sequer era senhora absoluta do próprio Mediterrâneo, posto que Cartago lhe ofereceu grandes dificuldades políticas  nas três guerras púnicas até 146 a.C., quando finalmente Roma prevaleceu definitivamente sobre o Mediterrâneo. Essa interpretação tipicamente historicista tradicional, sucumbe ao erro de associar o pequeno chifre de Daniel 8, com tal pretensão de ascensão romana ao "domínio" mundial em 168 a.C., mesmo com tantos desafios de mais conquistas que vieram, para se tornar de fato a dominadora incontestável do mundo em 64 e 30 a.C., na terceira guerra Mitridática e na batalha de Alexandria.

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