FAZER LOGINSarah
Aquela manhã estava linda e eu não sabia que ela poderia ficar melhor. Atravessei o jardim em busca do que fazer, literalmente. Nicole havia me dado folga para que eu pudesse fazer o que quisesse, então decidi que iria passar o dia no meu quarto e quem sabe, depois dar uma passada na praia, já que era verão em Catania. Mas ao adentrar à sala, lá de baixo eu avistei a visão do paraíso, embora eu o tenha visto de longe. Olhei para o alto e avistei o senhor Baroni, escorado na mureta da escada e olhando diretamente para mim. Meu coração pareceu entrar num estado de congelamento instantâneo. Minha nossa. Por que será que ele está me olhando desse jeito? Um homem desses a gente só vê em filmes e séries de TV, mas aqui está um e na vida real. Minha patroa pode se considerar uma mulher de sorte. Será? Isso é, para a sociedade, Sebastian Baroni é um rico empresário, mas para nós, que estamos por dentro do negócio, sabemos que ele é herdeiro de um clã de máfia, quem sabe o maior de Catania. Sem querer eu olhei para o alto, afim de observar melhor aquela beleza toda, que minha patroa nem sonhe com esses meus pensamentos, mas sou humana e não tem como não olhar para essa maravilha, sem ficar admirada. Então ele seguiu me olhando, só que subitamente, ele vida de costas e retorna para o interior, quem sabe de seu quarto, ou, escritório secreto. Mas assim que ele desparece da minha visão, Margot chega por trás, dando-me um baita susto. — O que você faz parada a í feito uma estátua? — Ah, Margot! – eu digo, com a mão no peito. — Precisava me assustar desse jeito? — Você está aí feito uma estátua grega. E com uma cara de boba. O que você viu de tão lindo, para ficar assim? – ela pergunta, eu tento disfarçar. — Nada que venha a ser da sua conta, Margot, vai me desculpar. – respondo. — Mas para matar a sua curiosidade, eu estou pensando no que fazer para passar o dia. A dona Nicole me deu folga hoje e eu acho que vou dormir um pouco e depois vou até a praia. — Hm, folga é? — Sim. Algum problema? — Problema nenhum! – disse Margot. — Se eu tivesse de folga hoje, faria questão de te acompanhar, mas não posso. — Pena mesmo. Vou para o meu quarto! Peguei o caminho e fui para o quarto aonde eu ficaria enquanto estivesse ali. Por pouco a Margot não me flagra observando e babando pelo senhor Baroni. Mas eu devo enfiar uma coisa na minha cabeça, esse nunca foi e nunca será para mim, nada mais do que uma sombra e um pensamento. Só que outra coisa me passa pela cabeça: como será ser a noiva e futura esposa de um mafioso? Sinceramente, essa é uma coisa na qual eu nem quero pensar e nem muito menos, fazer. Que é me casar com um homem como Sebastian Baroni. *** Sebastian Depois que eu tomei o meu café da manhã, retornei para dentro de casa. Subo as escadas, mas sinto vontade de olhar um pouco mais para o império que o desgraçado do meu pai me deixou, e novamente eu avisto a bela que vi no jardim, a mesma a quem pedi ao P**e que me arranjasse um encontro. Eu a vejo parada e de pé bem no meio da sala, com seus cabelos Chanel liso e olhos arregalados. Simplesmente a mulher mais interessante que vejo em muito tempo. De repente ela olha para cima e ao me avistar, tenta desviar o olhar, mas percebo que ela também olha para mim de maneira especial. Dou um riso de canto de boca e dou meia volta, indo direto para o meu escritório. Será que ela me acha bonitão, como todas as outras pessoas dizem que são? Não sei, mas eu a quero para mim, custe o que custar. Passo pela porta e logo o P**e se junta a mim. Aproveito para fazer uma indagação. — P**e. E gostaria de saber quando é que você vai marcar o encontro entre mim e a senhorita Milani. — Ah, eu estou esperando o momento oportuno, senhor. O que seria hoje, se sua noiva não tivesse me pedido um favor. — respondeu-me o homem mais velho. — Favor? E que raio de favor seria esse, que implicaria em atrapalhar a minha diversão, P**e? – agora eu fiquei curioso. — Sua noiva me pediu discrição, senhor, mas acredito que logo mais à noite o senhor saberá! Ai, minha nossa. Certamente será mais uma noite de sexo selvagem com algum fetiche esquisito. Como que a Nicole consegue ser tão tarada? Se bem que eu aprecio muito esse lado fogoso da minha noiva, mas às vezes eu gosto de variar no cardápio. Fizemos amor à noite toda e a maluca ainda inventa mais uma dessas. Pobre do meu amiguinho, que só de pensar no que certamente a minha noiva vai inventar, ele já fica durinho feito uma pedra. — Tudo bem. Mas quero que você fique de olho na senhorita Milani. Eu quero aquela mulher, P**e, não importa que dia for, mas eu a quero! – digo a ele, com convicção. — Pode deixar, senhor. Vou providenciar esse encontro, o mais rápido possível. *** Sarah Como é entediante estar em uma cidade praiana e não poder usufruir de tudo o que ela oferece. Bem que eu gostaria de ir até a praia, mas sozinha, definitivamente não vai rolar. Melhor eu ir procurar o que fazer. Saio do meu quarto e vou atrás da Margot, mas quem encontro é a Marta, a mulher que é a responsável por manter a mansão Baroni em ordem. — Procura alguma coisa, senhorita? — ela pergunta. — Só algo para fazer, dona Marta. — respondo-a. — Minha patroa me deu folga hoje, mas como eu não companhia para sair, achei melhor trabalhar em algo. — Ah, sim. Você é uma das companheiras que veio com a senhorita Satine. Venha, que eu vou arranjar algo para você fazer. Segui acompanhando Marta, mas sem saber para onde ela me levaria, até que no corredor onde ficavam os quartos principais da casa, acabamos por nos deparar com... adivinhem quem? Ele mesmo! — Precisa de alguma coisa, senhor Baroni? – ela perguntou. Caramba, o homem bateu novamente os olhos em mim e mais uma vez eu congelei. Que homem lindo, meu Deus! — Poderia me providenciar um chá gelado, por favor, Marta. – ele respondeu. — E também aqueles biscoitos que só você sabe preparar. Vou receber visitas hoje e quero oferecer essa iguaria a ela. — Sim, senhor. – disse Marta. — Vamos Sarah, já tem no que me ajudar! Saio acompanhando Sarah, mas dou uma olhada rápida para trás. Minha nossa, o deus grego está olhando para mim. Ou será para a Marta? Vai saber. Só sei que eu devo ficar o mais longe possível desse homem, ou poderei me meter em encrenca sem nem precisar encostar nele. Fomos para a cozinha, onde eu ajudei Marta a preparar o pedido do chefe. Ela é muito caprichosa e prefere que tudo seja feito o mais organizado possível. — Desde quando você trabalha aqui, Marta? – pergunto-a. — Eu? Ah, desde que o senhor Baroni, pai do Sebastian, se casou. Por que? — Ah, nada. É que você parece gostar muito dele. — Em que sentido, a senhorita diz isso? Acho que ela não entendeu bem a pergunta. — Me desculpa, eu acho que me expressei mal. Eu só quis dizer que a senhora parece tê-lo como um filho. – uau, que gafe. — Bem, ele é sim. – ela agora abre um sorriso, deixando o ambiente mais leve. — O senhor Sebastian, quando chegou aqui, era um menino assustado, mas com o tempo ele se tornou um grande homem. — E você. É casada? Ela novamente olha para mim. Acredito estar sendo um pouco invasiva. — Desculpe mais uma vez. — Não me leve a mal, Sarah! – ela olha para mim, com um olhar sereno. — Eu entendo que você esteja querendo se enturmar, mas existem assuntos dos quais eu prefiro não falar, se é que você me entende! — Entendo perfeitamente, dona Marta. E mais uma vez... me desculpe! — Não foi nada. Com o tempo a gente vai se conhecendo melhor! *** Sebastian Estou à espera dos meus biscoitinhos, também espero que a secretária da minha noiva seja quem venha me servir. Estou muito afim de olhar naqueles olhos novamente e quando eu fico obcecado com algo... sai da frente, pois ninguém consegue me fazer mudar de ideia. Só que quem entra na minha presença é um dos meus ajudantes, como gosto de chamar os meus capangas. — Giovanni. Posso saber o porquê dessa cara? — o pergunto, sem levantar minha vista, pois estou a assinar alguns papéis. — Acho melhor o senhor comparecer à boate da praia, senhor Baroni. Júlio parece estar agindo de forma errada para com seus negócios. – disse ele. — Como assim? — Parece que o carregamento chegou da América do Sul, mas o Júlio está alegando que não veio a quantidade que o senhor pediu e nem nos deixar averiguar! – ele responde. Já sei bem aonde isso vai terminar. — Não diga nada a ele. Eu irei até lá sem que o desgraçado não saiba. Caso ele esteja mesmo querendo me passar as pernas, vou fazer com que se arrependa d dia em nasceu. Giovanni confirma com o olhar e me deixa sozinho novamente. Infelizmente essa é uma questão que sempre estou tendo que lidar, alguns dos maus homens acabam pensando que por eu ser jovem, acha que podem me assar para trás, mas como eu já disse, minha intenção é me tornar ainda mais poderoso do que o meu pai foi, nem que para isso eu tenha que derramar muito sangue, mas eu vou conseguir. Enquanto estou aqui pensando no tipo de punição que irei aplicar ao Júlio, caso ele seja mesmo culpado, a maçaneta da porta se move e para a minha surpresa, é ela. A minha musa divina, Sarah! — Os biscoitos que o senhor pediu, senhor Baroni. – ela diz, de maneira tímida, o que me deixa ainda mais afoito. — Onde está a Marta? – eu pergunto, meio seco, mas faço de propósito. — Ela está vindo com um chá gelado. – responde, colocando a bandeja sobre a mesa. — Com licença. – e vira-se de costas, fazendo menção em sair. — Volte! — Senhor! – ela diz, aparentemente com medo de mim. — Ponha alguns biscoitos numa travessa e me sirva! — Sim senhor! Acompanho os seus movimentos, todos muito simples. Incrível como ela não possui nenhuma sensualidade, mas é justamente isso que me atrai nela. Por que será que minha mente doente pretende com uma mulher que, apesar de ser muito bela, não possui nenhum jogo sedutor com as outras com as quais eu estou acostumado? Bom, isso eu não sei, só sei que eu estou cada dia que passa mais envolvido or essa mulher e a quero em meus braços. — Muito obrigado, agora pode se retirar! – falo, assim que ela me serve os biscoitos. — De nada. – ela diz, quase sem voz. — O que? – pergunto, só por zoeira. — De nada! – Agora ela fala mais alto. Notavelmente está muito nervosa. Sarah sai da sala e eu nem ao menos pergunto o seu nome. Gosto de fazer jogo de gato e rato com as minhas presas. Só espero não estar entrando numa roubada, pois são dessas que o meu pai falou em um de seus diários. “As mulheres menos notáveis, são as que mais possuem o poder de dilacerar corações!” Será que ele estava certo? Bom, isso eu só vou saber, depois de averiguar pessoalmente!arah Hoje é um dia de domingo e a família toda foi fazer piquenique no gramado do parquinho em frente ao lago, os gêmeos que herdaram do pai e do irmão mais velho o amor por bolo de chocolate, quando de repente o Bemjamim começa a pronunciar. — papo — Papai, ele tá dizendo papai- Sebastian diz eufórico. — É sim amor! Seu irmãozinho tá chamando o seu nome! - eu digo todo feliz. — filha e você? - ele pergunta para a pequenina. — papo! - A Hima diz abrindo um sorriso e mostrando os dois dentinhos, e deixa todo mundo bobo por ela. — A próxima palavra vai ser vovô! - meu pai diz. — Não! Vai ser vovó! - E passamos o resto da tarde competindo pra ver quem seria o dono da próxima palavrinha deles. Mas acontece que logo depois disso os dois desabaram a falar, e era cada palavrinha errada e trocada que fazia todo mundo sorrir com tanta fofura, e como eu desejava e imaginava, eles seguiram o e me chamam de "mama deza" , o que não poderia ter me deixado mais feliz. Eles também j
Nicole Presa! Eu estou presa! Esperando pela a morte, E o pior é que uma dos homens do Sebastian me contou que a ninfeta barata ainda está viva! Eu não consigo mais controlar meu ódio, minha raiva, porque eu consegui matar a droga de um garoto e ela não? Putinha de sorte.Cadê essa droga de voz? Anda você tem que me dizer o que eu preciso fazer pra sair daqui! MeDiz! Eu preciso sair logo daqui e matar a ninfeta gorda. Giacomo vem falar comigo. Sério? Se eu fizer mesmo isso eu terei como sair daqui? Eu.. eu não consigo entender como... mas.... mas...Eu quero sair daqui! Se o único jeito que eu tenho pra sair daqui for esse então não me resta escolha! Faço o que a voz diz e pego meus lençóis de cama, dou um nó e passo pela grade da janela no alto da cela, subo na cama e enrosco o pano no meu pescoço.— Você tem certeza de que fazendo isso eu realmente vou sair daqui Giacomo? pergunto para a voz.— Siiiiiiiiiim! Faço o que a voz diz e dou um pulo, e enquanto o pano prende e sufoc
SebastianEu não aguento mais essa espera infernal, eu preciso da minha mulher comigo.— Eu estou indo pra capela pedir pela recuperação da Sarah! - uma das amigas da Sarah nos avisa. — Vou com você! - outra amiga diz se levantando da cadeira. — Eu também! - a mãe dela também se levanta. — Assim que puder me juntarei a vocês! - a doutora diz para as amigas e as mesmas saem e eu fico ali, ambos estamos consolando um ao outro. — Sebastian você quer ver seus filhos?— Já posso? - pergunto.— Só pelo vídro do lado de fora! - A doutora me leva até uma sala que tem uma enorme janela de vidro, dentro da sala tem várias incubadoras com vários bebês, no canto a esquerda vejo uma incubadora dupla, com dois bebês bem pequeninos, os menores da sala, tenho certeza que eles caberiam na palma da minha mão. Mesmo tão pequenos eu reconheço alguns traços, tipo as covinhas em suas bochechas, eu sei que eles são meus filhos! Fruto do meu amor com a minha deusa. E eu já amo eles mais que tudo!— Se
Sebastian Essa reunião está se prolongando mais do que o esperado, a chegada de duas clientes surpresas foi o fator responsável por isso, enquanto observava o apresentação do funcionário mandei uma mensagem rápida para Sarah avisando que não poderia ir buscar ela no trabalho.Como sempre minha deusa, compreendeu, disse para eu trabalhar tranquilo que ela ia fazer umas compras e juntos iriam fazer bolo de chocolate pra quando eu chegar em casa comer com ela.Minha deusa é maravilhosa! A reunião se transcorreu por mais ou menos uma hora ainda depois do momento em que falei com a Sarah pela ultima vez, ainda faltava mais algumas horas pela frente quando de repente percebo um movimento entre os seguranças na porta da sala do julgamento, e um dos seguranças me chama.— Senhor Baroni o senhor pode nos acompanhar? - Acho isso muito estranho, pois para uma interrupção brusca no meio de uma reunião desse tamanho só ocorre quando é para tratar de assuntos de força maior, começo a ficar preocu
Nicole Foi fácil sair da Catania com o Agnelo, eu apenas disse que queria fazer algumas compras que aquela cidadela pequena não estava me proporcionando e o Sebastian apenas deu de ombros e concordou com a cabeça, ele não está nem aí para mim e é por isso que eu tenho que agir rápido. Eu pego o avião com o Agnelo e é claro que a gente faz um sexo bem gostoso dentro do mesmo, em seguida assim que dominei alugo um flet para nós se alojarmos e novamente fazemos amor, tudo foi no nome do Agnelo pois, eu não irei me envolver em nada, nem cheguei perto do meu apartamento luxuoso em Paris, para todos os efeitos eu não estou aqui nesse lugar, mas sim na Suíça passeando pelos shoppings de lá. Eu tenho que agir com rapidez e cautela, por isso eu dou a grana pra o Agnelo alugar um carro e nós vamos seguir a tal de Sarah, e para o meu ódio, a garota está com uma barriga saliente, essa cachorra está grávida, por isso o Sebastian quer pedir o divórcio, a safada está dando o golpe da barriga. Poi
Nicole— Ohhhh nick! Issooooo! Aaaaaah! - Estamos na estrada a caminho da casa da minha, Agnelo está para bater com o carro, motivo? Eu tô com a boca colada em seu pau. — Ahhh amor! Assim! Engole todo! Estamos aproveitando que o Sebastian foi resolver um assunto de imediato na França, do nada o cara desapareceu, ele parece que está espandindo os seus negócios, motivo pelo o qual eu não entendi que o meu pai não ficou nenhum pouco satisfeito em saber. Pra mim eu acho que ele está com uma amante, mas eu não vou pegar no pé dele por enquanto, até essa poeira sobe da morte do pepe passar, e bom que ele fique mesmo com a cabeça ocupada com alguma vadia, eu só não aceito que essa vadia seja a Sarah, essa eu irei matar se souber que andou ciscando novamente pra o lado do meu marido. Ele agora está falando em separação e eu irei fazer o que minha mãe me orientou, eu vou acabar com a raça daquela sem sal, e será o Agnelo que irá me ajudar. Mas isso tudo é assunto pra outro dia, eu tenho cois







