Home / Romance / A BABÁ E O CEO POSSESSIVO / CAPÍTULO 72 — AINDA NADA

Share

CAPÍTULO 72 — AINDA NADA

last update publish date: 2026-07-06 23:09:47

O elevador desceu em silêncio.

Sebastian estava ao meu lado, imóvel, o tablet preso sob um dos braços. Com a outra mão, segurava a minha.

Não era um gesto delicado.

Era firme. Seguro. Natural demais para alguém que não tinha pedido permissão antes de me tocar daquele jeito.

E talvez fosse isso que me deixasse mais confusa.

Porque eu poderia soltar.

Ele não me prendia.

Mas também não parecia considerar a possibilidade de que eu quisesse.

Apertei a bolsa contra o corpo com a mão livre, se
Continue to read this book for free
Scan code to download App
Locked Chapter

Latest chapter

  • A BABÁ E O CEO POSSESSIVO   CAPÍTULO 86 — A CHAVE NÃO BASTOU

    A porta não abriu.De todas as formas que aquele apartamento podia me humilhar na frente de Sebastian Gray, ele escolheu começar pela fechadura.Girei a chave de novo.Nada.A madeira rangeu, a maçaneta travou, e meu rosto esquentou antes mesmo que ele dissesse qualquer coisa.Atrás de mim, Sebastian ficou em silêncio.Pior.— Elena.Virei o rosto por cima do ombro.— Não fala nada.Ele me olhou, sério.— Eu só ia perguntar se você precisa de ajuda.Meu orgulho queimou.— Não preciso. Eu consigo.Sebastian assentiu.— Então tudo bem.Simples assim.Sem ironia.Sem deboche.Sem tentar tomar a chave da minha mão.E, por algum motivo, isso me irritou mais.Voltei para a porta e tentei de novo. A chave virou até a metade, a fechadura fez um estalo seco, mas a porta continuou presa.Empurrei com o ombro.Nada.Empurrei outra vez.Nada.— Essa porta é velha — murmurei, como se alguém tivesse pedido uma justificativa.Sebastian não respondeu.Ele apenas me deixou brigar com a porta como se a

  • A BABÁ E O CEO POSSESSIVO   CAPÍTULO 85 — O CUSTO DA CHAVE

    Eu apertei a chave dentro da mão até o metal marcar minha pele.Não respondi.Não na hora.Se abrisse a boca rápido demais, minha voz ia falhar, e eu me recusei a dar isso a Sebastian. Não depois de ter assinado. Não depois de ter entrado naquele carro por vontade própria. Não segurando aquela chave como se ela fosse prova de uma coragem que eu ainda não sabia se tinha.Respirei fundo e forcei meu corpo a obedecer.— Eu peguei essa chave porque precisava de um lugar meu — respondi.A frase saiu firme.Quase.Sebastian percebeu o quase.Claro que percebeu.Ele sempre enxergava justamente a parte que eu tentava esconder.— Um lugar seu — ele repetiu.Não havia deboche na voz dele.Havia algo pior.Precisão.— Sim.Sebastian se inclinou um pouco, não o bastante para me tocar, só o suficiente para tornar impossível fingir que ele não ocupava todo o espaço.— Sei.Meu peito travou.— Não sabe.— Sei, Elena.A voz dele veio baixa, firme, quase cruel de tão certeira.— Você não estava procur

  • A BABÁ E O CEO POSSESSIVO   CAPÍTULO 84 — ENTÃO ESTÁ FEITO

    O táxi mal parou e eu já estava abrindo a porta. Clara me esperava na entrada do prédio, andando de um lado para o outro com o celular na mão. Quando me viu, parou. O rosto dela mudou na hora, como se tivesse entendido tudo antes mesmo de eu dizer qualquer coisa. — Elena… — Não pergunta — pedi, saindo do carro. Ela fechou a boca, mas os olhos dela perguntaram mesmo assim. Perguntaram por que eu estava pálida, por que minha roupa parecia vestida às pressas, por que eu parecia alguém fugindo de um incêndio, e não indo assinar um contrato. Olhei para a porta de vidro do prédio. — Eles ainda vão atender a gente? Clara respirou fundo. — Vão. Eu falei com o Rafael. Ele segurou o horário, mas disse que precisa ser agora. Agora. A palavra bateu em mim como uma ordem. Era isso. A última chance de transformar uma decisão frágil em alguma coisa concreta. Antes que Lily abrisse a porta do quarto. Antes que eu perdesse a coragem. — Então vamos — eu disse. Passei por ela e entrei no pré

  • A BABÁ E O CEO POSSESSIVO   CAPÍTULO 83 — NOVE E VINTE E TRÊS

    Acordei com a luz entrando pela janela.Por alguns segundos, não soube onde estava.O lençol escuro.O cheiro dele.O silêncio pesado do quarto.Então lembrei.Sebastian.A noite.A escolha que eu tinha feito com a boca, com as mãos, com cada parte de mim que deveria ter sido mais forte.Levantei rápido demais e precisei segurar a beirada da cama.Meu corpo reclamou no mesmo instante.Não era dor exatamente.Era um cansaço fundo, espalhado, uma lembrança silenciosa da noite que eu tinha passado nos braços de Sebastian até perder a noção das horas.Fechei os olhos por um segundo.Eu nem sabia quando tinha dormido.A última coisa de que me lembrava era o calor dele, a respiração pesada contra minha pele, a voz baixa dizendo meu nome como se ainda tentasse me manter ali.Depois, nada.Só exaustão.Só sono.Só aquela s

  • A BABÁ E O CEO POSSESSIVO   CAPÍTULO 82 — ANTES DA MANHÃ

    Sebastian não respondeu com palavras.Ele veio até mim.Dessa vez, sem calma.Sem aquela distância elegante que ele usava para parecer intocável.A mão dele segurou meu rosto, e antes que eu conseguisse respirar direito, sua boca tomou a minha.Não foi delicado.Foi necessário.Foi como se tudo o que ele tinha segurado desde o almoço tivesse quebrado de uma vez.Soltei um som baixo contra sua boca, e aquilo pareceu acabar com o resto do controle dele.Sebastian me puxou pela cintura, colando meu corpo ao dele, e eu senti a força contida em cada músculo, em cada respiração pesada, em cada segundo em que ele ainda tentava não ultrapassar o limite que eu não tinha dado.Minhas mãos agarraram sua camisa.Apertei o tecido com força.Ele gemeu meu nome contra minha boca.Baixo.Rouco.Quase perigoso.— Elena.Aquilo me incendiou.Não havia mais pensamento.Não havia manhã seguinte.Não havia chave, apartamento, pai dele, mundo dele.Havia apenas Sebastian me beijando como se eu fosse a únic

  • A BABÁ E O CEO POSSESSIVO   CAPÍTULO 81 — SÓ ESTÁ NOITE

    O silêncio de Sebastian depois do pedido de Lily ficou atravessado em mim.— Pede para ela ficar.Eu tinha ouvido a frase do corredor.Tinha sentido cada palavra passar pela fresta da porta e alcançar um lugar dentro de mim que eu tentava proteger desde o almoço.Mas Sebastian não pediu.Não naquele momento.Não usando Lily.E talvez isso tenha doído ainda mais.Fiquei imóvel, com a testa apoiada na parede, ouvindo os sons baixos dentro do quarto. A voz dele vinha controlada, quase cuidadosa, como se qualquer palavra errada pudesse partir a filha em pedaços menores.— Vem cá — ele disse, baixo.Não ouvi a resposta de Lily, mas ouvi o colchão afundar outra vez. Imaginei o corpo pequeno dela se aproximando do pai, talvez ainda segurando o coelho, talvez tentando não chorar porque chorar parecia admitir que doía.Fechei os olhos.Eu tinha feito aquilo.Mesmo sem querer.

More Chapters
Explore and read good novels for free
Free access to a vast number of good novels on GoodNovel app. Download the books you like and read anywhere & anytime.
Read books for free on the app
SCAN CODE TO READ ON APP
DMCA.com Protection Status