Home / Romance / A Babá do CEO Arrogante / O acordo do último beijo

Share

O acordo do último beijo

Author: Taty Costa
last update publish date: 2024-02-25 13:20:39

Gabriela se trancou no quarto, ficava pensando no quanto era corajosa. Mandou uma mensagem para o irmão, avisando que já estava em casa.

Não demorou muito e ele chegou.

— Gabi, você ficou louca? Saiu com um desconhecido e me deixou lá.

— Gu, não foi bem assim, encontrei o Otávio lá, ele trabalha como associado na sua empresa, me desesperei e corri dali. O mesmo homem que ficou preso comigo no elevador outro dia me trouxe pra casa, não era um total desconhecido.

Gustavo suspirou, sabia o que a presença de Otávio significava.

— Cuidado Gabriela, foi essa sua boa fé que te colocou em maus lençóis.

Gabriela se sentia ofendida com o comentário, expulsou o irmão do quarto e foi dormir. Passou o fim de semana tranquila, cuidou da casa, da pequena horta que tem na entrada e estudou.

Uma nova semana se inicia e muita coisa tinha que ser resolvida.

— Bom dia senhor Diniz.

— Bom dia Gustavo.

Esse era o máximo de contato que eles tinham... Gustavo seguia sempre a mesma rotina, o chefe não precisava dizer o que queria.

— Gustavo, sua irmã se divertiu na festa?

— Sim, ela foi cedo pra casa, mas curtiu bastante, dançou, conheceu meus colegas...

— Ah, pegue pra mim o contrato da empresa do senhor Otávio Martins.

Gustavo o fez com contragosto e levou ao chefe.

— Senhor o contrato que me pediu... — Gustavo parou na porta. — Senhor Diniz, me desculpe, mas tenho que perguntar, por que pediu o contrato da empresa do senhor Martins?

— Pode ir Gustavo...

Ele não respondeu, Gustavo já imaginava que Otávio teria uma reunião com ele e teria que dar um jeito de não estar presente.

Gabriela enquanto isso estava tranquila, foi pra faculdade de manhã e buscou Fabíola na escola, passou a tarde com a menina, fez um assado para o almoço e janta.

— Gabi, meu pai vai chegar em alguns minutos, disse que já pode ir se quiser.

— Eu vou, porque estou em época de provas, preciso estudar.

Gabriela pegou o carro e ligou para o irmão no caminho.

— Gu, já saiu?

— Não, estou revisando algumas coisas.

— Tá, vou te buscar, até daqui a pouco.

Ela estava no meio do caminho, quando o pneu de trás furou. Ela não era muito forte, então trocá-lo sozinha era difícil. Viu um farol alto se aproximar, o medo percorreu seu corpo, prendeu a respiração no momento que o carro parou.

— Senhorita Petulante, não está muito longe de casa?

— Ai meu Deus! Que susto senhor Diniz. — Ela precisou se apoiar no carro para controlar a respiração.

— Gostei, não sou mais o senhor arrogante... O que houve com seu carro?

— O pneu furou, estou com dificuldade para trocar.

— Eu faço isso...

Ele arregaçou as mangas da camisa branca e tirou a gravata, trocou o pneu em minutos e ela ficou apenas olhando para ele.

— Pronto. Agora meu pagamento.

Gabriela riu da audácia dele. — Seu pagamento? O que quer?

— Te dou duas opções... Seu nome ou um beijo seu.

— Está bem...

— Como assim está bem?

— Te dou um beijo.

— Prefere me beijar a dizer seu nome.

— Digamos que essa curiosidade te faz mais atraente, se eu disser meu nome perde a graça.

— Você quem escolheu. — Fábio a encostou no carro e a beijou, foi lento e quente aquele beijo, Fábio deixou a mão deslizar para o seio dela, nesse momento Gabriela o parou e empurrou.

— Nem pense nisso! Me solte.

— Calma, estava apenas aproveitando...

— Vou embora! — Ela disse com a voz trêmula, seus olhos denunciavam o medo.

Fabio ficou confuso, gostava do atrevimento dela, pensava que os dois tinham a mesma intenção.

— Espere, não vai sair assim.

Gabriela ficou assustada, pensou nas palavras do irmão. — Por favor me deixe ir.

— Não vou fazer nada, sou quero me desculpar com você.

Gabriela parou na frente dele. Ele deu um beijo discreto nela.

— Mais calma? — Gabriela balançou a cabeça que sim. — Me desculpe, não quero que pense mal de mim, não quis passar dos limites. — Disse ele.

— Tudo bem... Eu preciso ir agora.

Gabriela foi até o trabalho do irmão e depois para casa. Estava pensativa e Gustavo percebeu, aproveitou que ela estava na cozinha para conversar.

— Aconteceu alguma coisa?

— Meu pneu furou e encontrei aquele seu colega de trabalho, ele trocou pra mim, mas...

— Mas o que?

— Pela primeira vez eu senti medo dele.

— Já te disse, você tem dado muita confiança para alguém que mal conhece. Eu sei que pensa que ele trabalha comigo, mas não sei quem é, ninguém sabe na verdade.

Gabriela nem contou o que aconteceu, mas sentiu pelo tom do irmão que deveria impor algum limite.

No dia seguinte, Gustavo saiu cedo, tinha levado os papéis que revisava pra casa, Gabriela estava pronta pra faculdade, olhou na mesa da sala e viu o documento, xingou mentalmente o irmão de todos os nomes possíveis. E ligou para ele.

— Gustavo, onde está?

— Chegando no trabalho, por quê?

— Fala que o documento que está aqui não é pra hoje...

— Merda Gabriela, esqueci! Odeio levar coisas pra casa por isso, sempre acabo esquecendo. Já sabe, precisa me trazer, por favor.

— Tá, passo aí. — Gabriela disse revirando os olhos.

Gabriela pegou o carro e correu para a editora Diniz, subiu e não encontrou ninguém, agradeceu por isso, assim que estava tirando o carro, outro veículo a bloqueou. Ela saiu furiosa do carro.

— Vou começar a achar que trabalha aqui.

— Bom dia para o senhor também, pode liberar a passagem, estou atrasada.

Ele saiu do carro e se aproximou dela, pretendia beija-la, mas ela o impediu.

— Ainda com medo de mim? Senhorita Petulante.

— Me dei conta que não te conheço, acho que te dei uma liberdade que não devia, e não pretendo continuar com isso.

Ele ficou magoado, gostava da altivez dela, mas a distância que ela colocou para ele era infundada.

— Senhorita, me diga seu nome! Me deixe chamá-la pra jantar, se o problema é não nos conhecermos tudo bem... Vamos no conhecer.

Gabriela riu, realmente a proposta não era má ideia, na verdade era a coisa mais normal do mundo.

— Não vou fazer isso, não pretendo vê-lo novamente.

— Falando assim parece até que nossos encontros são de propósito.

— Me deixe ir, estou realmente atrasada...

— Deixo com uma condição. Quero apenas saber seu nome.

— Sabe que vou a pé se não liberar meu carro.

— Façamos o seguinte, eu te deixo ir, mas na próxima vez que nos encontrarmos me dirá seu nome e ainda aceitará jantar comigo.

— Ok, aceito sua proposta.

— Quero mais uma coisa... Um beijo seu.

Gabriela sorriu, não conseguia se fazer de difícil por muito tempo com ele.

Continue to read this book for free
Scan code to download App

Latest chapter

  • A Babá do CEO Arrogante   Epílogo

    Epílogo de natalO Natal é uma época doce e festiva, por isso suas receitas são feitas para criar memórias.Quem não tem uma receita especial, que não pode faltar no seu Natal?O pavê da tia...A rabanada do vovô...A farofa que só a mamãe faz...Todas essas e muitas outras são as receitas que descrevem a felicidade na época natalina, mas a mais importante leva um pouco de sorrisos, uma pitada de generosidade e muito amor e união.Esse é o especial de Natal da Família Diniz..Dia 24 de Dezembro..— Sério? Duas mulheres bem sucedidas e ricas passando a tarde na cozinha, as minhas costas já está dolorida! — Estela falou enquanto montava o pavê em uma travessa de vidro.Gabriela mexia a panela, ela estava fazendo um molho de abacaxi para o tender, a receita poderia ser preparada fria, mas ela sempre aquecia e colocava alguns temperos a mais, dava o seu toque especial a cada receita.— A Fabi vem para o Natal? — Estela perguntou.— Não sei, ela não deu certeza, disse que talvez passe na

  • A Babá do CEO Arrogante   O verdadeiro amor sempre vence

    Katia deixou Ricardo entrar, era hora de falarem abertamente, apesar que se ele estava ali, indicava que sabia de algo. — O que quer? — Devia estar feliz com sua namorada ou seja lá o que vocês são. — Katia, eu... — Ela negou com a cabeça, e ele parou de falar. Será que havia perdão, será que toda a confusão havia solução? — Por que não me disse? Por que não contou que era você? — Ele se atreveu a perguntar enquanto a seguia para dentro.— Eu ia te contar, me preparei para dizer tudo no dia em que ficamos de nos encontrar em seu escritório, mas quando cheguei você já estava com ela, estava aos beijos com a Anne. Nós já havíamos dormido juntos, nos beijados, como Katia e como a senhora da sedução. Como não notou que não era eu? Como pôde acreditar nela?Ricardo pensou que esse tempo todo com Anne tinha suas dúvidas, tinha o pensamento de que algo não se encaixava naquela história e agora ali estava a conclusão. Realmente era outra pessoa a dona de seu coração.— Eu me apaixonei por

  • A Babá do CEO Arrogante   O capítulo final da Senhora da Sedução

    Kátia estava tranquila no chalé que alugou, não era muito longe da cidade, porém era distante o suficiente para obter um ambiente de paz e tranquilidade.Ela passou o dia escrevendo, criou enredos, capítulos novos, cenas quentes e ainda levou consigo o exemplar de seu primeiro livro. Reler aquela história era como se lembrar de tudo aquilo que um dia quis viver, mas agora essas lembranças não eram dolorosas, mas sim felizes, pois tinha colocado no papel tudo que um dia sonhou e quem sabe a vida lhe daria uma outra oportunidade de viver essas aventuras. Ela abriu no último capítulo de seu livro, suspirou pensando na felicidade do casal.CAPÍTULO FINAL Hoje eu levantei cedo, fui para o salão fui e me arrumei, fiz o cabelo a maquiagem tudo que era necessário para ser uma noiva completa.Não acredito que esse dia chegou, que de um encontro inesperado com um homem desconhecido surgiu o amor. Depois de pronta, sigo com o motorista até o local indicado. Ali selarei o meu amor com Adam.

  • A Babá do CEO Arrogante   O fim de Anne

    NAQUELE DIA MAIS CEDOKátia estava criando uma rotina, para viver da escrita precisaria de disciplina e muita dedicação. Pela manhã fez exercícios, cuidou da casa e resolveu alguns assuntos pessoais, a tarde ela almoçou e depois sentiu para escrever, só sairia da frente do computador a noite, quando tivesse finalizado pelo menos 2 ou 3 capítulos.Quase no fim da tarde a campainha tocou, Katia não esperava por ninguém, muito menos pelo seu ex-chefe.— Senhor Diniz? Que surpresa. Pode entrar. — Ela disse e deixou Fábio passar.— Vim pessoalmente para conversarmos, para entender sua saída da empresa.Katia por um segundo não sabia o que dizer. Pensou que apenas Gabriela se preocupasse tanto com ela.— Sabe, desde que o Sérgio se foi, me preocupo com você. A tenho como uma amiga. Katia sorriu, sentou-se no sofá e apontou o da frente para Fábio.— Eu não acreditei quando me disseram que saiu da empresa, desacreditei mais ainda quando soube que passou a escrever para outra editora.A fala

  • A Babá do CEO Arrogante   A revelação

    Katia sentia seu coração leve, estava feliz por abrir as asas e voar. Ela assinou um contrato com a editora nova, publicaria o segundo livro com ele. Ficou surpresa deles a responderem tão rápido, talvez sua fama, seu nome de autora já consagrada tenha aberto as portas.Sua história fluía e outras surgiam em sua mente. Ela anotava os enredos, para não esquecer. Agora era escritora em tempo integral, viveria de sua arte, sua arte bela, picante e cheia de amor. Sem pessoas que queria seu mal, e sem mentiras, pois decidiu não esconder de ninguém sua identidade, Kátia deixaria claro que era a senhora da sedução.Passou-se pouco mais de duas semanas desde a sua demissão. Ela recusou todas as chamadas de Anne, de Ricardo e até de Fábio. Tinha cortado relações com a editora diniz, e nada a faria voltar atrás.Ela falou com a amiga Gabriela, a esposa de Fábio entendeu seus motivos e aceitou guardar segredo, não colocaria Kátia em maus lençóis, pois ela havia decidido que contaria no momento c

  • A Babá do CEO Arrogante   A concorrência

    Katia deixou o prédio da editora com seu peito dolorido, mas feliz por sua decisão, não se sujeitaria aquilo, não passaria seus dias vendo Ricardo flertar com Anne a sua frente e ainda dar a ela elogios pelos trabalhos que são seus.Enquanto isso Ricardo falava com Fábio sobre sua recente descoberta.— Acredita que a senhora da sedução estava tão perto esse tempo todo? — Sinceramente, esperava por outra pessoa. Sei que ela foi uma das que mais se empolgou com o aplicativo, mas não pensei que fosse tanto. — Disse Fábio.— Eu também fiquei surpreso. Ainda mais depois de ontem, eu senti ela diferente, na transa, em tudo. Como se fosse outra mulher. — Ricardo ainda estava intrigado, não foi apenas o beijo, mas o corpo a sensação era outra, porém quem mais poderia saber de seu encontro naquele dia? Não restava dúvidas, a Anne era a mulher misteriosa que ele queria para si.— Peça para o jurídico cuidar do contrato, por mais que ela continue anônima para o público, temos que fazer um contr

More Chapters
Explore and read good novels for free
Free access to a vast number of good novels on GoodNovel app. Download the books you like and read anywhere & anytime.
Read books for free on the app
SCAN CODE TO READ ON APP
DMCA.com Protection Status