FAZER LOGIN༺ Carlos Eduardo ༻
Eu pensava que minha noite seria tediosa ao decidir vir à boate com alguns executivos para comemorar mais um negócio fechado com estrangeiros. Porém, constatei a mulher mais linda e gostosa que já havia visto na minha vida. Na hora, desejei tê-la só para mim.Ela era de uma beleza única, com um rosto angelical mais doce que já havia visto. Tentei uma aproximação quando ela começou a servir as bebidas. Entretanto, a garota me tratou de forma fria e séria. Inconformado com sua rejeição, fui atrás dela novamente, porém acabei recebendo mais grosseria. Só faltava ser um cavalo, pois o coice ela já tinha me dado.Pedimos mais uma rodada de drinks, porém, percebi que não era a mesma garçonete. Isso me deixou contrariado, então perguntei à moça que colocava as bebidas na mesa:— Olá! Desculpe-me perguntar, mas onde está a primeira garçonete que estava nos servindo aqui?— Acredito que ela foi limpar as mesas no andar de baixo. Dificilmente, Louren gosta de estar nessa área. Ela não se sente bem… — a mulher confessou aquilo com tranquilidade e continuou servindo os drinks.Percebi que um dos executivos começou a passar a mão no braço da moça, que gentilmente se afastou e retirou-se da mesa.Talvez a garota tenha se sentido amedrontada pela minha investida assim tão direta. Deve ser difícil trabalhar com o tipo de roupa que elas vestem nesse local. Agora, imagina estar sendo assediada por esse tipo de homens. Passei a mão na barba tomando mais uma dose do meu drink. Eu precisava ter essa mulher para mim. Meu pau clamava por ela. Nunca me vi tão atraído por alguém assim.Decidi ir até a sala de Geralda, talvez ela pudesse me ajudar a conseguir o que eu quero. Assim que cheguei em seu escritório, o segurança perguntou quem eu era. Afirmei que queria falar com a própria dona, então ele passou um recado pelo rádio e ela liberou minha entrada.Se havia algo que Geralda não fazia era dispensar seus clientes mais fiéis e ricos do local. Assim que entrei, ela já me recebeu com um enorme sorriso.— Carlos Eduardo, nossa, quanto tempo! Sei que você frequenta a boate, mas faz algum tempo que não vem até a minha sala. Me diga, alguma das meninas mexeu com você, não foi? Já o conheço bem e sei das suas intenções.— Nossa, mas está tão óbvio assim, Geralda? Não posso negar que eu não esteja interessado. Aquela mulher, além de ser um pouco selvagem, mexeu comigo e não vou descansar enquanto não tê-la para mim na minha cama. — Geralda me lançou um sorriso malicioso, sondando a minha expressão com curiosidade e perguntou:— Bom, isso vai depender muito se ela quer! Você pode me dizer as características dela?— Esse é o problema, até tentei dar uma investida nela! Mas a garota simplesmente recusou minha oferta. Acredito que essa mulher só esteja trabalhando aqui por necessidade. Bom, ela é uma mulher de curvas perfeitas, seus olhos são verdes claros, e seus cabelos negros como a noite, sorriso encantador também. — ela me dá um sorriso malicioso e responde balançando a cabeça negativamente.— Já sei exatamente de quem se trata! Não perca seu tempo, Louren, apesar de ser uma mulher lindíssima, não dá trela para cliente algum, ela apenas faz o seu trabalho e depois do expediente vai embora para casa. Sabe que eu não obrigo as meninas a isso, né? Se você a deseja, vai ter que conquistá-la por conta própria.— Realmente, essa situação não é das melhores! Tem certeza que você não pode me ajudar com nada? — Geralda arqueou as sobrancelhas de maneira interrogativa e respondeu.— Isso depende de quanto vou ganhar para jogar a garota em seus braços.Conhecia perfeitamente Geralda, pois ela nunca fazia nada de graça para ninguém! Retirei o meu talão de cheque e escrevi um valor bem gordo, então entreguei a ela, que analisou o cheque com os olhos brilhando, e digo seriamente:— Metade agora e a outra quando a garota for minha! Mas um detalhe: não quero que nenhum cara se aproxime dela, eu irei conquistá-la.— Não se preocupe, com um valor desses, vou cuidar muito bem da sua nova coelhinha. Mas julgo que não demorará para ela vir até você, pelo que ela me contou: tem uma mãe doente e um irmão bastante problemático. Algo me diz que logo ela precisará de ajuda, e será onde você entra. — Geralda me confessa aquilo sorrindo, observando o cheque que dei a ela. Olhei no meu relógio e respondi, me levantando.— Está certo, Geralda! Agora preciso ir. Está bem tarde, amanhã vou acordar cedo para uma reunião de negócios.— Até breve, meu querido! Bom, guardarei esse cheque, pois servirá para pagar as contas do próximo mês…Retirei-me da sua sala e segui para o estacionamento atrás do meu carro. Assim que estava saindo, vi novamente Louren, que parecia concentrada no seu celular. Aproximei-me sorrateiramente, mas ela se afastou um pouco desconfiada.Quando abaixei o vidro do carro, ela olhou para mim e revirou os olhos, rejeitando até mesmo a carona que decidi lhe oferecer. Estava desejando tanto essa mulher que meu pau pulsava dentro da calça de tesão.Não tive oportunidade de conversar mais, pois seu amigo havia chegado. Contudo, essa não seria a última vez que veria essa garota. As oportunidades não faltariam. Eu seria seu novo Sugar Daddy e ela a minha boneca de luxo.Apenas disse ao meu motorista para seguir viagem e irmos embora, com aquela garota na cabeça. Como eu queria terminar a minha noite de outra maneira bem gostosa com ela, mas não se pode ganhar todas.No dia seguinte, depois da minha reunião de negócios com os acionistas, quando o expediente chegou ao fim, me arrumei para sair de novo. Estava decidido a voltar àquela boate novamente e ter aquela mulher para mim. Assim que cheguei no local, encontrei Louren na ala de baixo limpando uma das mesas tranquilamente.Aproximei-me a cumprimentando, mas ela me ignorou. Então, me sentei em um dos bancos do bar, observando-a de cima a baixo. Que bunda essa mulher tem. Imaginei-me lhe dando uns t***s em um momento de intimidade. Céus, como estou pensando nisso aqui neste local? Ainda por cima, na frente dos outros.Depois que ela terminou o serviço nas mesas, seguiu com a bandeja para o balcão. Quando seu celular tocou, ela saiu para fora para atender. Resolvi ir atrás dela. Não posso desperdiçar nenhuma chance. Assim que cheguei mais perto, percebi que a própria está bem nervosa, conversando com a pessoa do outro lado da linha.— O que foi que aconteceu dessa vez? Não me diga que eles voltaram a te procurar?Ela passa a mão em seus cabelos negros completamente nervosa! Julgo que deve ser grave o que aconteceu. Louren se expressou assustada quando a pessoa revela algo.— Eles fizeram o quê? Isso é tudo culpa sua, Luan... fica se metendo com essa gente que não presta! Eu não posso te ajudar. Onde arrumarei todo esse dinheiro? Espero que a nossa mãe esteja bem, pois se ela passar mal por sua culpa, e algo acontecer, vou te culpar para o resto da vida por isso. Falo com você quando eu chegar em casa, eu preciso desligar, tenho que trabalhar…Louren desliga o seu celular. Notei que, pela situação que ela passa, a coisa deve ser bem grave! Ela solta um suspiro fundo e diz olhando para o céu desesperada.— Meu Deus!? Onde arrumarei todo esse dinheiro? Meu irmão realmente é um filho da puta! Que minha mãe me perdoe por chamá-lo assim, por que ele tinha que se meter com essas pessoas?Sei que ela está passando por um momento delicado com muitas coisas acontecendo em sua vida, mas eu não perderia essa oportunidade por nada. Era agora ou nunca. Aproximei-me mais e disse:— Talvez eu seja a solução para os seus problemas, Louren. Posso arrumar o dinheiro que você precisa!Ela acaba tomando um susto ao perceber que estou ali e se vira me observando séria. Passa a língua nos lábios e responde.— Eu não preciso da sua ajuda! Darei um jeito de resolver isso. Pare de ficar atrás de mim, já disse que não estou afim de você.— Não me leve a mal, mas eu ouvi que se trata de muito dinheiro! Outra pessoa não pode te ajudar, nem mesmo o banco. — ela me encara séria e então responde, estreitando os olhos desconfiada.— É a troco do que você iria me ajudar? Porque sei que isso você não fará de graça!— Seja minha sugar baby! Cuidarei muito bem de você. Assine um contrato sexual comigo de dois anos, seja minha acompanhante de luxo, pois eu sempre gosto de estar acompanhado de uma bela mulher. Depois disso, você estará livre para viver sua vida de novo. Darei um tempo para você pensar sobre minha proposta.Eu não deixei que ela me respondesse e me virei para sair de sua presença. Ela me observava de boca aberta, chocada com a audácia da minha proposta. Sempre fui direto no que quero, agora é apenas uma questão de tempo até que ela decida aceitar e se tornar minha nova sugar baby.༺ Louren Smith ༻Cinco anos se passaram desde aquele primeiro aniversário do Jean Carlos. Agora, sentada em frente ao notebook, reviso os números e cálculos da empresa enquanto uma sensação de realização e serenidade me envolve.A vida ao lado de Carlos Eduardo tem sido uma montanha-russa de emoções, mas, no final das contas, estamos sempre juntos, superando qualquer obstáculo que apareça em nosso caminho.Olho para a cena diante de mim: Carlos Eduardo, com um avental mais sujo do que qualquer outro que eu tenha visto, tentando dar uma papinha de fruta para nossa pequena Marjorie. A cena é tão hilária quanto adorável.— Vem cá, querida, só mais uma colherada! — ele insiste, com um sorriso determinado, segurando a colher cheia de papinha.Marjorie, com seus dois anos de idade e uma expressão que mistura curiosidade e teimosia, balança a cabeça e faz caretas. Carlos Eduardo, com toda a paciência do mundo, tenta novamente.— Olha só, é uma colherinha gostosa. Vai, amor, não seja teimosa!
༺ Louren Smith༻Meses haviam se passado desde aquele dia angustiante no tribunal. Agora, estamos celebrando o primeiro aniversário do nosso filho, e a felicidade era palpável. A casa estava decorada com balões e bandeirinhas, e todos ao nosso redor compartilhavam da mesma alegria que eu sentia.Carlos Eduardo estava ao meu lado, com um sorriso genuíno no rosto, observando nosso filho com um brilho de orgulho nos olhos. Estava tentando, com muito carinho, ensinar o pequeno a apagar as velinhas do bolo. Era um momento especial, e eu queria que ele fosse perfeito.— Vamos lá, amor, você consegue — eu dizia, incentivando o bebê, enquanto ajudava a soprar as velinhas.Aos poucos, o pequeno começou a entender o que deveria fazer. Todos ao nosso redor estavam animados, batendo palmas e incentivando, o que parecia animar ainda mais o nosso filho.— Olha só, ele está tentando! — exclamou dona Caroline, com um sorriso entusiasmado.Carlos Eduardo se aproximou, aplaudindo junto e rindo com a sit
༺ Bianca Madson༻Estava sentada na sala de espera, sentindo a frustração e a raiva borbulharem dentro de mim. O veredito havia sido uma sentença de 60 anos sem possibilidade de liberdade condicional. Praticamente toda a minha vida jogada fora. Lágrimas escorriam pelo meu rosto enquanto eu tentava processar a realidade de que eu estaria presa pelo resto dos meus dias.Meu advogado, Ulisses Ferreira, se aproximou com uma expressão abatida.— Sinto muito, Bianca. Eu realmente não esperava que acabasse dessa forma.Furiosa, me virei para ele respondendo.— Meu pai gastou tanto dinheiro em você e você não conseguiu me livrar da cadeia! Que tipo de advogado é você?Ele respirou fundo, tentando manter a calma.— Fiz o melhor que pude, Bianca. Mas o problema é que havia muitas provas contra você. No entanto, eu recorrerei da decisão.Balancei a cabeça, descrente.— Não tem como recorrer da decisão. A sentença já foi dada sem direito a recesso. Como você resolverá isso?Ele respondeu com firme
༺ Carlos Eduardo༻O dia do julgamento havia chegado. Enquanto terminava de me arrumar, percebi que Louren estava meio tensa ao meu lado. Me aproximei, colocando uma mão reconfortante no ombro dela.— Vai ficar tudo bem, amor. Finalmente, aquela víbora pagará pelo que fez.Louren concordou, mas a tensão em seu rosto não diminuiu.— Eu sei, mas se eu pudesse, não queria ver a cara dessa mulher de novo. — Ela suspirou, e seu olhar estava perdido.— Entendo, mas será a última vez. Agora ela será condenada. Não tem como se safar, Louren. Ela está respondendo por vários processos. — apertei suavemente seu ombro, tentando transmitir confiança.— Quem sabe, assim, passando anos na prisão, ela aprende a ser uma pessoa melhor e larga aquele ego egocêntrico que possui — respondeu Louren, tentando se convencer disso.— É verdade — concordei. — Agora, é melhor irmos.Saímos de casa, a tensão ainda palpável no ar. Dirigi em silêncio até o tribunal, cada quilômetro parecia mais longo que o anterior.
༺ Louren Smith ༻ Observava a mãe de Carlos Eduardo admirando nosso bebê. Já sabia que há algum tempo ela estava querendo conhecer a criança, mas Carlos Eduardo estava evitando isso. A emoção no rosto dela era evidente, e ela parecia encantada com o pequeno Jean Carlos. — Ele parece muito com Carlos Eduardo quando era bebê — disse ela, com um sorriso meio sem graça. — Até mesmo nos cabelos loiros. Apenas concordei com a cabeça, sem dizer nada. Ainda era uma situação estranha estar ali com a mãe dele, especialmente depois de tudo que ela havia feito. Não era fácil esquecer as humilhações e os conflitos do passado. Ela continuou olhando para o meu filho, acariciando suavemente sua pequena mão. — Sei que cometi muitos erros — disse ela, com a voz um pouco trêmula. — Mas espero que possamos começar de novo. Eu realmente quero fazer parte da vida de vocês. Respirei fundo, tentando encontrar as palavras certas. Não queria ser rude, mas também não podia simplesmente esquecer tudo que aco
༺ Carlos Eduardo ༻ Dois meses se passaram desde que tudo mudou em nossas vidas. O tempo parecia voar e, ao mesmo tempo, arrastar-se lentamente. Estava em meu escritório, discutindo os últimos números com Afonso, meu sócio. — Carlos, esses resultados da Madson Cosméticos foram impressionantes — Afonso comentou, visivelmente satisfeito. — Não esperávamos um retorno tão bom depois do que o André fez. As vendas dispararam, e as ações subiram como nunca. Assenti, refletindo sobre o que ele havia dito. A Madson estava realmente se destacando, e o prejuízo que André deixou parecia estar se dissipando gradualmente. — É bom ver que pelo menos temos um novo negócio indo muito bem — respondi. — Pelo menos alguma coisa está funcionando como deveria. Afonso se inclinou na cadeira, olhando para mim com uma expressão de curiosidade e preocupação. — Mas, Carlos, a polícia ainda não conseguiu localizar o André. Você sabe de alguma coisa nova? Balancei a cabeça negativamente. A frustração era evi







