LOGINElizabethMorteAcordei naquela manhã com os primeiros raios de sol atravessando delicadamente as frestas das cortinas, espalhando uma luminosidade suave pelo quarto. Por alguns instantes, permaneci imóvel, ainda envolvida pela sonolência, tentando me situar entre os últimos vestígios de um sonho e a tranquilidade daquele despertar.Senti o braço de Alex repousado sobre minha cintura, firme e protetor, mantendo-me junto ao seu corpo mesmo enquanto dormia. Seu peito se movia lentamente contra minhas costas, acompanhando o ritmo tranquilo de sua respiração. A proximidade dele me trouxe um conforto imediato, quase instintivo. Era como se, mesmo inconsciente, Alex ainda encontrasse uma maneira de me manter perto, de me envolver em sua presença e fazer com que eu me sentisse protegida.Virei-me cuidadosamente para observá-lo.Ele dormia profundamente, com a expressão serena e a respiração tranquila. Fiquei alguns instantes contemplando seu rosto, percorrendo mentalmente cada traço que conh
AlexanderDias depois…Os dias que se seguiram àquela noite foram muito mais difíceis do que eu poderia imaginar.Elizabeth não conseguia recuperar a tranquilidade. Acordava assustada durante a madrugada, às vezes gritando, outras vezes se debatendo contra os lençóis, como se alguém estivesse segurando seus braços com a mesma brutalidade daquela noite.Em algumas ocasiões, eu precisava despertá-la delicadamente, chamando seu nome várias vezes até que seus olhos finalmente se abrissem e ela compreendesse que estava em casa, protegida, comigo.Mas o medo não desaparecia tão facilmente.Naquela semana, ela não quis voltar ao trabalho. Também desistiu da viagem que havíamos planejado fazer assim que as fábricas fossem inauguradas. Não demonstrava interesse em sair, encontrar pessoas ou retomar qualquer uma das atividades que antes faziam parte de sua rotina.Passava a maior parte do tempo dentro do apartamento. Em alguns dias, permanecia no quarto por horas, quase sem conversar. Em outros
AlexanderEm casaHector e Laura seguiram para o hotel onde estavam hospedados, enquanto Liz e eu retornamos ao apartamento.Antes de nos separarmos, aproximei-me de Hector.— Hector — chamei.Ele se virou para mim.— Quero que saiba que não vou esquecer o que você fez por Elizabeth. Nem por um instante.Hector lançou um breve olhar para Liz, que permanecia ao meu lado, segurando minha mão com força. Depois, voltou a atenção para mim.— Não precisa me agradecer, Alexander. Eu jamais permitiria que alguma coisa acontecesse com ela se estivesse ao meu alcance impedir.Estendi a mão para cumprimentá-lo, mas ele ignorou o gesto e me puxou para um abraço firme. Retribuí, compreendendo que, naquele momento, havia entre nós algo muito maior do que um simples agradecimento. Havia o reconhecimento de um gesto que jamais seria esquecido.— Cuide dela — pediu, com a voz baixa, próximo ao meu ouvido.Afastei-me apenas o suficiente para encará-lo.— É tudo o que pretendo fazer. Ela é a pessoa mais
AlexanderEntendendo aquela história de horrorA noite de inauguração estava chegando ao fim.Depois de horas de intensa movimentação, entrevistas, negociações e comemorações, o grande galpão começava a ficar vazio. Restavam poucos convidados, alguns investidores que ainda insistiam em prolongar as conversas.Tudo havia acontecido exatamente como eu planejara.As fábricas estavam oficialmente inauguradas, os primeiros contratos já haviam sido encaminhados, e o apoio dos investidores superara até mesmo as minhas expectativas mais otimistas. Tudo havia acontecido conforme o planejado, talvez até melhor do que eu ousara imaginar.Era uma conquista grandiosa. O resultado de meses de trabalho, dedicação e decisões que exigiram muito mais do que determinação. Aquela noite deveria permanecer para sempre na minha memória como um dos momentos mais importantes da minha vida. Afinal, eu estava diante da concretização de um sonho que, até pouco tempo atrás, existia apenas nos meus planos.Mas eu
ElizabethO Horror continuouEu continuava agarrada a Hector, incapaz de me afastar. O medo ainda me dominava, e, embora tentasse assentir, confiar em sua promessa de que aquele homem jamais voltaria a tocar em mim, minha garganta estava tão apertada que não consegui pronunciar uma única palavra.Eu queria acreditar nele. Queria ter a certeza de que tudo havia terminado, de que aquele pesadelo finalmente chegara ao fim.Mas o pavor persistia. Meu corpo continuava tenso, os músculos doloridos e as pernas tão enfraquecidas que eu mal conseguia me sustentar. A cada tentativa de respirar fundo, as lembranças daqueles momentos retornavam, provocando novos tremores.Apertei o terno de Hector entre os dedos e permaneci junto dele, buscando uma segurança que minha mente ainda não conseguia aceitar por completo.Foi então que ouvi a voz do agressor.Meu corpo reagiu imediatamente. Enrijeci nos braços de Hector, e o pouco de tranquilidade que começava a recuperar desapareceu. Não precisei me vir
ElizabethAssédio - O HorrorMeu medo crescia a cada segundo, misturando-se à repulsa que aquele homem me provocava. Eu só queria me afastar, sair daquele corredor e voltar para perto das pessoas, onde não precisaria suportar sua presença tão próxima. Contudo, forcei-me a controlar a respiração e reuni a pouca firmeza que ainda conseguia encontrar dentro de mim.— Estou acompanhada. Com licença — murmurei, tentando manter a voz firme enquanto dava um passo para o lado, na esperança de me esquivar dele sem provocar uma reação ainda pior.Virei-me para sair.Não consegui dar sequer dois passos. Os dedos dele se fecharam ao redor do meu antebraço com tanta força que senti uma pontada de dor.— Calma, princesa. — ele sussurrou, me forçando a girar brutalmente. Tentei puxar o braço, primeiro com cuidado, na esperança de que ele entendesse o recado e me soltasse.Ele apertou ainda mais.— Me solte — ordenei, agora sem esconder a irritação.O homem soltou uma risada baixa e me obrigou a gira







