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A ESPOSA TROFEU REJEITADA DO REI LYCAN: OS HERDEIROS SECRETO
A ESPOSA TROFEU REJEITADA DO REI LYCAN: OS HERDEIROS SECRETO
Penulis: Bianca C. Lis

1 – FUI ENTREGUE COMO PRÊMIO AOS LOBOS

Penulis: Bianca C. Lis
last update Tanggal publikasi: 2026-08-19 02:01:25

POV: ELOWEEN

Eu era o prêmio da noite.

Como filha do Alfa do Norte, eu deveria ser respeitada, protegida, reverenciada. Mas não fui. Fui traída. Ferida. Jogada aos lobos como se eu não valesse nada, pelo mesmo homem que deveria me amar e proteger para sempre.

Minha cabeça latejava, cordas ásperas cortavam meus pulsos já em carne viva. Cada respiração ardia contra a garganta seca, cada movimento acendia a dor nas costelas fraturadas, lembrança da surra que me mantinha "obediente".

Tudo por uma aliança. Um espetáculo repulsivo.

E o culpado por meu inferno pessoal?

Meu próprio pai!

O Alfa tirano do Norte, que não hesitava em usar a filha como moeda de troca.

Tudo porque um dia acreditei no amor. Confiei na promessa de um homem cujo coração traidor se tornou minha ruína.

Fui amarrada como um animal, enjaulada como presa vulnerável, totalmente exposta aos predadores. O vestido de tecido fino colava em meu corpo, encharcado de suor, quase transparente, uma escolha intencional, para me deixar "nua" aos olhos de todos, apenas um objeto de exibição.

O cheiro do salão era nauseante, suor azedo, vinho doce, sangue, excitação doentia. Olhos famintos me devoravam por trás de máscaras.

— Boa noite, cavalheiros! — a voz do meu pai cortou o ar. — Esta é a noite do duelo... e o prêmio maior será minha filha! Uma Ômega pura. Uma virgem intocada!

Gritos eufóricos explodiram ao redor, virgens eram raras entre nossa espécie.

— Rara. Preciosa — continuou ele, saboreando o próprio poder. — E ela poderá ser de um de vocês, caso vençam o duelo por ela!

— Pai, você não pode fazer isso comigo! — supliquei, erguendo as mãos acorrentadas em sua direção.

Ele não respondeu. O tapa ardeu antes que eu pudesse reagir, o gosto metálico de sangue invadindo minha boca.

— Eu sou seu Alfa! — rosnou, cravando os dedos em meu queixo. — Serei benevolente. Você poderá escolher um guerreiro disposto a lutar por você.

Ninguém ousou erguer os olhos para mim. Todos me odiavam. Ninguém me salvaria.

— Covardes! — rosnei, puxando a espada de prata da bainha de um guarda assustado. — Eu mesma lutarei por minha honra e vida!

Meu pai cerrou os punhos, a veia pulsando visível na testa.

— A sentença de morte é sua. Que o duelo comece!

O Alfa mal terminou de falar quando os guerreiros avançaram como animais famintos, rasgando uns aos outros com garras e dentes.

Um deles veio direto para mim, olhos percorrendo meu corpo com fome escancarada.

— Ora, você é ainda mais gostosa pessoalmente — rosnou. — Vou adorar passar a noite inteira com você, coisinha linda.

Nojo subiu pela minha garganta. Ele atacou rápido demais. Recuei, tropeçando nas correntes, fui agarrada pela cintura, puxada contra o corpo suado. Suas mãos deslizavam pelas minhas curvas como se já me possuísse.

Eu não serei prêmio de consolo de ninguém!

Não pensei. Reagi. Dei uma joelhada com toda a força entre as pernas dele. Ele se curvou, grunhindo, foi o suficiente. Cravei a espada em seu abdômen, girando a lâmina.

— Prefiro morrer a ser possuída por um de vocês! — cuspir cada palavra.

Um golpe violento acertou minha cabeça. Caí, o impacto reverberando nos ossos. Uma mão grossa agarrou meu pescoço, me erguendo do chão. Chutei o ar, sem conseguir respirar, o polegar dele enterrado fundo em minha traqueia.

— Gosto das que lutam e esperneiam... Vou adorar te quebrar pessoalmente! — riu, excitado, com prazer doentio.

Lágrimas ardiam em meus olhos enquanto eu me debatia no ar.

— Ah, parece que temos um vencedor! — anunciou meu pai. — Eu declaro o duelo enc...

— Não! — gritei, sufocada.

Cravei as unhas em seu braço com fúria, rasgando a carne. Ele rugiu e me arremessou ao chão. Dor explodiu nas costelas.

“Levanta, Eloween. Não nascemos para ser brinquedo de monstros.”

Massageei o pescoço dolorido, cuspindo por entre os dentes:

— Se me tocar de novo, eu vou te matar!

— Sua maldita Ômega cadela, vai se arrepender disto! — Seus olhos queimavam de fúria assassina.

Ele ergueu o braço para me acertar. Fechei os olhos, pronta para o golpe.

Mas ele nunca veio.

O ar mudou de repente. Uma presença pesada, sufocante, invadiu o salão inteiro, como se o oxigênio tivesse sido sugado. O silêncio se instalou, absoluto.

Abri os olhos devagar.

E lá estava ele.

Um homem alto, absurdamente alto. Ombros largos, corpo coberto de cicatrizes antigas, manto negro escondendo tatuagens escuras. Sua presença era assustadora, sufocante, perigosa demais.

— Não se danifica um prêmio! — rosnou, baixo, poderoso.

— Quem você pensa que é? — o homem que me atacava tentou parecer corajoso, sufocado. — Como ousa atrapalhar minha caçada?

— Sua caçada? — O estranho inclinou a cabeça de lado. — Está presa não é sua!

Sem aviso, sua mão atravessou o peito do guerreiro com um som úmido e horrível. O corpo caiu, com um buraco no meio do peito, sem coração, sem vida, como lixo descartado no chão.

Silêncio absoluto.

Seus olhos varreram o salão, devagar, avaliando presas. Ninguém se mexeu.

— Mais alguém disposto a me desafiar?

Meu pai engoliu em seco, pálido como quem vê um fantasma.

— Esse emblema... — apontou, em choque. — Ka...co..co- mo? Não é possível!

Todos recuaram. Com um aceno de cabeça, homens encapuzados invadiram o salão, rendendo os presentes, os colocando de joelhos.

Eu permanecia imóvel, dominada por aquela presença. A aura Lycan esmagava minha loba, a obrigando a se encolher no fundo da minha essência.

Seu olhar caiu sobre mim, fixo. Prendi a respiração.

— Então os boatos eram verdadeiros — Disse ele, rouco, profundo. — Seu próprio pai e Alfa, colocou a filha no duelo como prêmio por uma aliança.

Estremeci com a intensidade daquele olhar Azul-acinzentado. Ele tocou meu queixo com a ponta de dois dedos, erguendo meu rosto em sua direção.

— Me diga, pequena Ômega... Esta noite, irei destruir sua alcateia e matar o seu pai.

O polegar áspero deslizou pelo meu queixo, não gentil, mas em aviso.

— Você pretende me odiar por isso?

Minha respiração falhou.

Aqueles olhos...

Quem era este homem?

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