LOGINPOV: KAEROS
Notei o movimento de seu corpo vacilar com a resposta.
Virei apenas o rosto, lançando um olhar por cima do ombro.
— Termine seu banho sem pressa. Os óleos que usei foram preparados pela Peeira. São regenerativos. — Minha voz saiu áspera, cada palavra arrancada à força do pouco autocontrole que me restava.
Ela permaneceu em silêncio por um instante, olhos arregalados, chocada e desconfiada.
POV: KAEROSNotei o movimento de seu corpo vacilar com a resposta.Virei apenas o rosto, lançando um olhar por cima do ombro.— Termine seu banho sem pressa. Os óleos que usei foram preparados pela Peeira. São regenerativos. — Minha voz saiu áspera, cada palavra arrancada à força do pouco autocontrole que me restava.Ela permaneceu em silêncio por um instante, olhos arregalados, chocada e desconfiada.— Não se iluda com o que houve aqui, Princesa, havia um motivo para ativar seu cio. As ervas precisam dele para serem absorvidas pelo seu organismo. É a única parte lupina que ainda lhe resta.A última frase pesou entre nós.Minha mandíbula se contraiu. Eu sabia o que aquelas palavras significavam para ela. Sabia que tocavam em uma ferida que eu mesmo havia ajudado a abrir.— Você se sentirá melhor depois
POV: KAEROSEsbravejei, tomado por um sentimento que me recusava a nomear. Como ela ousava dizer isso? Ela o odiava… e agora falava como se ainda pertencesse a um fantasma do passado?Não. Eu não disputaria com um morto. Aquele homem morreu no instante em que ela o traiu.— Não de bom grado! Eu não o escolhi! — Eloween gritou, franzindo o cenho quando a dor nas costelas a fez estremecer. — Eu jamais o escolheria como meu companheiro, Alfa Kaeros!Aquelas palavras deveriam ter me satisfeito. Em vez disso, o brilho das lágrimas que se acumulavam em seus olhos me atingiu com uma violência que eu não estava preparado para admitir.Eloween baixou a cabeça, desviando o olhar.— Jamais irei pertencer a outra pessoa… — sussurrou, como se precisasse convencer a si mesma daquela promessa.Sua mão se fechou em punho contra meu peito. Ent&ati
POV: KAEROSInclinei a cabeça de lado. Um sorriso lento e perigoso se formou no canto dos lábios.— Jamais? — Saboreei a palavra, a audácia dela.Tão tola. Tão minha.Ela ainda não tinha percebido? Que já estava entregue, que o corpo pulsava de desejo por mim mesmo enquanto a boca tentava negar. Percorri os olhos pelos traços delicados, as bochechas coradas, o azul e o verde das íris brilhando com intensidade crua, vulnerável.— Você acabou de se desmanchar nos meus dedos, Ômega… — Estalei com arrogância baixa, descendo a ponta do nariz pela face dela até o pescoço. Cheirei a pele úmida, saboreando e memorizando cada arrepio, cada arfada contida que ela tentava engolir. — Seu cheiro… está praticamente implorando para ser devorada aqui nesta banheira.Pressionei os lábios logo abaixo da orelha, a voz um rosnado contido.— E eu ainda nem usei a boca e o que mais deseja...Eloween abriu e fechou a boca, sem encontrar palavras. Os pelos dela estavam arrepiados. Notei a dor atravessar o co
POV: KAEROSSeu rosto estava ainda mais corado, a respiração pesada e acelerada, os seios com os bicos eriçados roçando direto no meu tórax, cada contato disparando ondas de choque pelo corpo inteiro.Maldito elo. Maldito desejo. Maldita ômega linda.— Odeio esse seu maldito mel… — O tom saiu baixo, grave, com o rosnado preso na garganta. Inclinei mais sobre ela, ajustando o corpo enorme entre suas pernas, roçando duro e pulsante perigosamente perto da entrada. Ela estremeceu inteira, os olhos se arregalando ao sentir o quanto estava duro, por ela. Por minha inimiga. — Esse seu olhar tão doce e intenso… cheio de desejoApertei o maxilar, empurrando só o suficiente para que a ponta pressionasse contra ela, sem entrar. Ainda não.— E odeio ainda mais quando me olha com tamanha reluta do que sente.Eloween mordeu os lábios vermelhos e inchados pelo beijo brutal que eu lhe dei antes. Um rosnado escapou da minha garganta. Maldição, aquela boca ainda acabaria comigo.Rocei as presas em seu
POV: KAEROSSeu rosto estava corado, a boca entreaberta, o brilho de desejo cintilando naquelas íris incomuns e vibrantes azul e verde misturados, intensos demais. A cada suspiro contido e gemido que escapava, meu corpo pulsava mais forte com a vontade de tomá-la de uma vez. Travei o maxilar quando Eloween se inclinou, pulsando de volta nos meus dedos, e seus lábios rasparam o meu pescoço como se estivesse farejando o desejo que eu já não conseguia esconder.Notei o brilho ousado atravessar aqueles olhos.— Não sou a única excitada aqui, Alfa… — provocou ela, deliberada, raspando os dentes na pele sensível. — Não se ache demais só porque sabe como tocar uma mulher. Me surpreenderia se não soubesse.O rosnado baixo vibrou no meu peito. Ela estava molhada, contraindo nos meus dedos, e ainda assim tentava me provocar como se não estivesse à beira de se desfazer. Apertei mais o maxilar. Quase ri da audácia, e quase a devorei ali mesmo só para calar aquela boca insolente.Audaciosa demais.
POV: ELOWEENSeus dedos pararam.— Isso não responde à minha pergunta.Quase ri, de sua falsa preocupação e pergunta.— Acha mesmo que Skar me deu alguma chance de fugir? — sussurrei.As lágrimas arderam no canto dos meus olhos, e as lembranças daquele inferno voltaram com força, apertando minha garganta. Eu queria engoli-las, fingir que nada daquilo ainda doía, mas algumas feridas nunca aprendiam a ficar quietas.— Ele me fazia sangrar tanto que, às vezes, eu mal conseguia abrir os olhos. — Minha voz falhou, e respirei fundo. — E essas marcas não são nada comparadas às cicatrizes profundas que meu próprio pai deixou em mim.— Porra! — Kaeros praguejou, furioso.Pegou uma esponja e despejou sobre ela um óleo com aroma de erva-doce. Quando começou a espalhar delicadamente pela minha pele, senti um leve formigamento seguido de um calor reconfortante. Para minha surpresa, a tensão nas minhas costelas diminuiu.— Ômega… você disse que já amou alguém. — Sua voz ficou mais grave. — Por que







