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3 - Perfeitos em cada detalhe

ผู้เขียน: Tamires Coelho
last update วันที่เผยแพร่: 2024-10-24 06:47:15

Vivienne desliza a mão pela curva das costas, próxima à base da coluna, sentindo a dor intensa onde o impacto a atingiu. O homem que ela acreditava ter algum espaço em seu coração, a observa de cima, o olhar frio e calculista, como se ela fosse um incômodo temporário, algo a ser descartado.

— Por que está agindo assim, Noah? — Vivienne pergunta, a voz carregada de uma mistura de frustração e vulnerabilidade, cortando o silêncio sufocante que paira entre eles.

Ele não responde de imediato. Uma risada curta, cheia de sarcasmo, escapa de seus lábios. Ele se inclina levemente sobre a mesa, mantendo os olhos fixos nela, o olhar pesado com um desprezo que ela nunca havia visto antes. Com um gesto desdenhoso, ele pressiona o botão do telefone e leva o aparelho à orelha sem desviar o olhar, sua presença imponente dominando o ambiente.

— Na minha sala, agora! — Ele ordena com uma voz fria, autoritária, encerrando a chamada antes que qualquer resposta pudesse ser ouvida. Era como se qualquer reação fosse irrelevante para ele. — Levante-se. — Exige, as palavras saindo afiadas. Suas mãos deslizam pelos bolsos da calça do terno, e a postura reta e controlada transborda autoridade. O sorriso enigmático que se desenha em seus lábios não é amigável, é cruel, carregado de um prazer quase sádico, como se ele estivesse saboreando o controle absoluto que exerce sobre ela naquele momento.

Vivienne sente o peito apertar, cada segundo que permanece ali no chão é um golpe na sua dignidade. Ela se levanta lentamente, o corpo tenso, e cada movimento dela é observado de perto pelos olhos atentos dele, como se estivesse avaliando cada reação. O silêncio se torna pesado, quase insuportável, enquanto ele a observa com uma calma perturbadora, como se estivesse à espera de algo, como um predador aguardando o próximo movimento da presa.

— Noah, você quer me ex… — Vivienne começa a falar, mas interrompe a própria frase quando a porta se abre de repente. A surpresa toma conta de seu rosto, e antes que consiga dizer qualquer outra palavra, sua visão começa a ficar turva. A sala parece girar ao seu redor, até que a escuridão a envolve completamente, e ela sente o impacto de seu corpo no chão.

— Vivi! — Noah grita, assustado, enquanto corre até ela. Num movimento rápido, ele a pega nos braços, seu olhar de pânico contrastando com a frieza de minutos antes. Com cuidado, ele a deita no elegante e confortável sofá da sala, sua respiração acelerada enquanto tenta avaliar o que está acontecendo. — O que você fez com ela? — Pergunta, virando-se abruptamente para o homem, a voz carregada de tensão. Mas ele continua parado, com uma expressão impassível, as mãos nos bolsos, diante da mesa. — Te fiz uma pergunta, Dominic! — Insiste, mas a urgência no olhar o faz voltar rapidamente a atenção para Vivienne, que murmura algo baixo. — Meu amor, você está bem? — Pergunta, segurando delicadamente o rosto dela, enquanto seus olhos se abrem devagar.

— Noah. — Vivienne sussurra, vendo o sorriso preocupado dele. — Acho que tive um pesadelo. — Ela passa a mão pela testa, confusa. — Pensei ter visto dois de você. — Comenta, ainda tentando entender o que aconteceu. Mas antes que qualquer alívio pudesse surgir, uma risada baixa e sarcástica corta o silêncio, ecoando pela sala. O som faz o coração de Vivienne disparar, e ela se senta bruscamente, os olhos arregalados.

Ao erguer a cabeça, vê o homem que agora se encosta casualmente na mesa, um sorriso frio nos lábios. Ele é idêntico ao Noah que está ao lado dela, a mesma postura, os mesmos traços, perfeitos em cada detalhe. O choque que atravessa Vivienne é avassalador, deixando-a sem palavras enquanto tenta processar o que está vendo.

— Francamente, Noah, você não faz nada certo. — Dominic repreende, finalmente se movendo. Ele caminha lentamente até eles, a postura tranquila, mas carregada de desprezo. — Uma funcionária, sério? Não é à toa que tive que voltar para resolver a tua bagunça. — Provoca, o olhar desdenhoso percorrendo Vivienne e o irmão, como se ambos fossem uma piada.

— Gêmeos? — Vivienne murmura, mais para si mesma do que para eles. A perplexidade em seu rosto é evidente. Um constrangimento a invade ao se dar conta do erro que cometeu, o sangue subindo ao rosto ao perceber que havia beijado o homem errado. — Senhor, me desculpe. — Balbucia, levantando-se rapidamente, tentando recuperar a postura formal, mesmo que sua mente ainda estivesse um caos.

— Noah, você sabe o que tem que fazer. — Dominic declara friamente, já dando as costas para os dois e caminhando de volta para sua mesa. — Agora saiam da minha sala. Não tenho tempo a perder com idiotices. — Conclui, o tom finalizador como uma ordem, virando-se para a porta aberta, pois o som de batidas leves nela interrompe o momento, chamando a atenção dos três. — Isso acabou de ficar interessante. — Afirma, um brilho predatório nos olhos enquanto fixa o olhar em Noah, que rapidamente endireita sua postura, visivelmente desconcertado.

— Essa visão é uma das minhas favoritas. — A mulher comenta com um sorriso afiado, caminhando pela sala com uma elegância que não passa despercebida por Vivienne. Cada movimento dela exala confiança e poder. — Os gêmeos Muller reunidos. — Acrescenta, parando diretamente em frente a Noah. Sem hesitar, ela envolve os braços ao redor do pescoço dele e toma seus lábios em um beijo intenso e envolvente, como se aquilo fosse o mais natural do mundo.

Vivienne, que até então tentava manter a compostura, sente o coração acelerar e o sangue ferver. A cena à sua frente é como um tapa no rosto, mas ela respira fundo, lutando contra o impulso de arrancar aquela mulher dos braços dele.

— Senhorita, desculpe interromper. — Vivienne dispara, a voz firme, mas contendo a irritação enquanto b**e levemente a ponta do dedo no ombro da mulher. — Mas acho que você está beijando o gêmeo errado. — Acrescenta, a calma forçada disfarçando a tempestade que se agita por dentro.

A mulher para o beijo, virando-se lentamente com um olhar de surpresa que logo se transforma em desdém. Ela analisa Vivienne de cima a baixo, seus olhos cintilando com desprezo enquanto esboça um sorriso irônico.

— Noah, quem é essa? — A mulher pergunta, a voz gotejando sarcasmo e desinteresse, como se Vivienne fosse um detalhe irrelevante.

— Então, Noah, quem é ela? — Dominic insiste, a diversão clara em sua voz. Ele se apoia casualmente na mesa, os olhos brilhando com malícia. — Conte para sua adorável noiva quem é essa mulher. — Instrui com um sorriso torto, observando atentamente a expressão surpresa que rapidamente toma conta do rosto de Vivienne.

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