INICIAR SESIÓNFallon: Era para ser o melhor momento da minha vida, mas meu marido secreto destruiu tudo. Descobri que fui acusada de traição por uma armação e, mesmo grávida, Killian me rejeitou, jurou me destruir e se casou com outra mulher. Então, quando os zumbis invadiram Vesper, ele escolheu salvar a esposa e me deixou para morrer. Eu fugi, perdi um dos meus bebês e reconstruí minha vida em Eden, longe do homem que um dia amei. Agora tenho um filho para proteger, um casamento por conveniência e uma fortaleza inteira que um dia será minha. Não preciso mais de Killian Voss. Killian: Fui um desgraçado por acreditar em uma mentira e condenar a única mulher que amei. Durante três anos, vivi com a culpa de ter perdido Fallon e o filho que ela carregava, enquanto continuava casado com outra mulher que nunca consegui tocar. Mas, quando Vesper ficou sem medicamentos e meu povo começou a morrer, precisei procurar ajuda em Eden. Foi quando descobri que minha esposa estava viva, casada com um homem sessenta anos mais velho e com um menino de dois anos nos braços. E, droga, ele era idêntico a mim. Agora preciso implorar ajuda à mulher que jurei destruir e fazer com que ela confie em mim novamente. Quando descobrir que fui enganado, vou lutar para recuperar o amor de Fallon, mesmo que isso signifique perder tudo o que tenho. Porque posso ser o homem mais poderoso de Vesper, mas não sou nada diante da possibilidade de perdê-la outra vez. E talvez, quando eu finalmente estiver disposto a fazer qualquer coisa por ela, já seja tarde demais.
Ver másFallon Hayes
Há sete anos atrás, pesquisas sobre o agente Ômega, uma substância de regeneração de células, deram errado, espalhando uma infecção nas pessoas. Até que os infectados começaram a se levantar. Desde então, o mundo havia caído em um apocalipse zumbi. Agora, restavam poucos lugares seguros, como a fortaleza Vesper, da família Voss.
Durante três anos, meu marido Killian Voss me amou em segredo. O conselho da fortaleza Vesper queria que Killian se casasse com uma mulher à altura. E foi então que ela surgiu com o longo cabelo escuro escorrendo pelas costas e os olhos azuis. Era completamente oposta a mim, ruiva, de olhos verdes. Enquanto ela era forte, me consideravam fraca e ingênua.
Isadora Blackwood me olhou naquela manhã enquanto eu esfregava o chão do quarto em que dividia com meu marido secreto todas as noites, como se eu fosse uma escrava. Ela não fazia ideia de quem eu era, e contar colocaria a vida de milhares de pessoas em risco.
Killian precisava daquela aliança.
Isadora, a princesa da fortaleza vizinha, responsável por suprimentos médicos, derrubou o balde de água no chão, manchando minha camisola branca com o líquido sujo de sangue de zumbi.
Com os olhos inundados de lágrimas, continuei ajoelhada, as mãos submissas apertando a barra do tecido branco manchado de um marrom asqueroso, enquanto ela batia as botas pesadas contra o assoalho, me cercando como predadora. Isadora sempre andava com sua arma favorita, uma foice que havia feito com que eu polisse mais de uma vez.
Eu era só uma escrava aos olhos de todos, afinal. O que eu deveria fazer? Recusar me levaria à morte.
Naquela manhã, no entanto, tinha algo diferente, porque ela já não me encarava como uma imunda inferior, olhava-me como se eu fosse um obstáculo a ser eliminado. Mas eu estava enganada, porque, ao contrário do ataque, Isadora se abaixou diante dos meus olhos.
— Nossa, desculpe. Eu juro que fiz sem querer!
— Está tudo bem. — Limpei o rosto molhado com as costas das mãos, ainda sentindo que alguma coisa não estava certa.
A princesa Blackwood se virou, correndo em direção à pequena mesa no canto do quarto, onde Killian costuma guardar bebidas. Então preparou algo em um copo. O tipo de coisa que eu só me permitia tocar quando estávamos sozinhos aqui. Então, andou na minha direção outra vez. — Por favor, não chore. Beba um pouco disso. Você vai se sentir melhor.
Com as sobrancelhas franzidas, demorei a tocar no copo, e, quando fiz, minhas mãos tremiam. Algo dentro da minha cabeça martelava: "Tem algo errado, tem algo muito errado."
Eu ignorei.
Não deveria ter feito isso.
Mas a expectativa nos olhos dela para que eu tomasse tudo, eu só não quis decepcionar... Killian costumava me achar fraca demais para esse mundo agora, por ser ingênua, por ser fraca; por isso não me assumia. Ele tinha razão. Eu não servia para mais nada além de limpar o chão e esquentá-lo durante as noites geladas.
Olhando nos olhos azuis acesos, eu bebi o líquido. A água estava um pouco amarga, o que eu coloquei a culpa no meu próprio preparo, fazendo uma nota mental para melhorar o filtro depois.
Era a minha função ali: preparar tudo... Enquanto Killian cuidava de todo mundo, eu cuidava dele.
Comecei a ficar tonta, mas não coloquei a culpa na água, ou na Isadora, afinal, eu já me sentia assim há alguns dias. Quando pensei que fosse vomitar, coloquei a mão na boca, cambaleando para trás.
Eu só precisava sentar um pouco... Fui em direção à cama e me joguei de barriga para cima, fechando os olhos apenas um pouco. Só um pouquinho...
Se a herdeira estava sendo tão gentil, talvez não se importasse.
Mas, então, eu senti alguém me apertando. Minha roupa foi rasgada com brutalidade, machucando a pele branca. Ficaria marcada onde o tecido arranhou a pele, e eu sabia com uma certeza absoluta que não era meu marido. Não... Killian era gentil.
Ele me amava muito.
Forcei meus olhos a se abrirem e percebi que havia um homem em cima de mim. Em pânico, eu tentei empurrá-lo, mas não conseguia gritar. Senti o impacto contra o meu rosto, e então a boca asquerosa cobrindo a minha.
Meu coração doía tanto, e, baixinho, eu chamei por ele.
— Killian... me ajuda. — tentei gritar, mas só saiu um ofego sofrido.
Aquele homem estava sem roupas, me atacando, e ninguém viria. Ergui a mão, implorando ajuda da princesa, mesmo sem conseguir ter certeza de que ela ainda estava ali no quarto.
— Killian, aqui está ela! — A voz rouca, forte, gritou como uma acusação.
Meu corpo inteiro se cobriu de adrenalina. Em pânico, eu tentei empurrar o homem, e funcionou. Dessa vez, ele saiu. Mas não foi a minha força. Killian o tinha arrancado de cima de mim, jogando o homem assustado e de olhos arregalados no chão. — Saia de cima da minha mulher, crápula imundo!
Pensei que estava a salvo.
Pensei que ele me abraçaria.
Mas meu marido me jogou no chão também, como se eu fosse um objeto sujo em cima de sua cama.
Cobri a parte de cima com os braços ao redor do corpo trêmulo, tremendo e chorando enquanto reunia forças para me levantar. A cabeça girou, assim como todo o quarto. Me rastejei no chão, me apoiando em braços e pernas bambas.
Ele não percebia que eu estava chorando?
Que não queria nada daquilo?
— Fallon...
A voz dele soava como um aviso.
— Killian, eu...
Ele andou na minha direção, agarrando os meus braços. — Saia do meu quarto, sua imunda.
Alguma coisa se quebrou dentro de mim, enquanto o homem que eu amava chacoalhava meu corpo ainda grogue. As lágrimas despencavam nas mãos dele.
— Eu não fiz nada.
— Chama isso de nada? — Ele aproximou o rosto do meu, falando mais baixo dessa vez. — Chama dormir com outro homem bem debaixo do meu nariz, na minha cama, de nada? Como ousa?
— Eu não fiz nada... — sussurrei, sem forças.
Ele me encarou com um nojo que nunca pensei que ele teria por mim. — Não ouse negar o que eu vi com meus próprios olhos! — Rosnou contra meu rosto. — Depois da proteção que eu te dei, do meu amor. Você não é mais a minha esposa, Hayes.
— Não...
— Isso não tem perdão, Hayes. Você vai pagar! — Killian me largou no chão, dando alguns passos para longe, recusando-se a me encarar outra vez. — Guardas, prendam essa mulher...
Fallon HayesHavia um silêncio absurdo dentro do carro depois que deixamos o caos do fogo e de um Killian vingativo como nunca vi antes. A verdade era que não sabia as razões da Dra. Haven, embora pudesse imaginar a preocupação com seu marido, estava estável, mas bem.E, quanto a mim, não esperava que, ao olhar através do fogo, encontrasse os olhos do meu ex-marido em mim, muito menos que ele cairia de joelhos e me encararia como se eu fosse um fantasma diante dos seus olhos.O tiro era para mim, assim como toda a exigência de entrega. Então, talvez eu devesse presumir que ele queria que eu tivesse sido atingida quando disparou algo que atingiu um inocente, não seu alvo. Mas a ideia me magoava a ponto de eu precisar dispensá-la antes mesmo de que se enraizasse no meu cérebro.Somente horas depois da Dr. Haven parou o carro e nos abrigamos em uma casa, em um lugar devastado que eu não conhecia.— Está anoitecendo, então é melhor ficarmos por aqui. — Apenas aceitei. — Fallon, você sabe
Killian Voss— Era ela... — Levantei com dificuldade, agarrando o primeiro infeliz que encontrei por perto. E, segurando no meu braço direito pelo casaco tático, olhei em seus olhos. — Diga que a viu também. Fala! — implorei, alucinado para perceber que parecia louco.A garganta ardia, e, embora não soubesse distinguir se vinha da fumaça espessa ou do desespero, ignorei a dor. E ignorei porque eu precisava que alguém confirmasse. Mas tudo o que recebi foram olhares de pena. Algo que, normalmente, eu odiaria, mas que naquele momento decidi deliberadamente ignorar apenas em troca da informação que precisava.Mas que inferno, merda! Por que se recusavam a me dizer o que precisava? Ao que parecia, cada um dos vinte homens que me acompanharam naquela noite havia perdido a língua. E ainda no silêncio cortado apenas pelo barulho das chamas perigosamente perto a devorar tudo logo à frente, encarei um e outro.— Fale você! — exigi, depois Jace, meu braço direito.— Senhor, sinto muito. Eu só
Fallon Hayes— Nos deixe em paz! — Dr. Haven gritou, entrando no carro e abaixando para se proteger.O resto de vidro que nos protegia foi estilhaçado quando ele disparou mais uma vez. A voz do meu Killian nunca tinha sido daquela maneira, tão bravo com a vida. Ele parecia até mesmo triste...Era tão ruim assim perder a maldita vingança? Será que ele não entendia que eu era inocente nessa história? A única vítima de tudo. Fui eu a traída e injustiçada, e sou eu sangrando no banco de trás de um carro, deitada sobre um homem para estancar o sangue que jorra em seu abdômen.Quanto ele vai se cansar de me fazer sofrer?— Não... não vou.Um homem gritou por trás da proteção do carro ao lado: — Vá embora, cara. A gente não quer guerra.— Eu vou, assim que entregarem ela para mim. — Killian exigiu. — Vamos lá, não seja covarde. Prometo não fazer você sofrer muito...Não consegui segurar o choro. A dor na garganta era forte demais, o corpo tremia e eu sentia que, se Killian não me matasse, en
AtualmenteFallon HayesSó percebi que havia sido o cheiro de sangue ainda impregnado nas minhas roupas quando, mesmo tentando me esconder, o morto me achou atrás do sofá. Olhar para cima e dar de cara com o par de olhos brancos é aterrorizante, mas não tanto quanto perceber que há mais de um deles entrando pela porta escancarada.Em desespero, corri e entrei na primeira porta que achei. Me vendo trancada em um cômodo minúsculo do que parecia ser um banheiro não terminado. Fechei os olhos e, por reflexo, tentei puxar o cordão onde minha aliança ficava. A mesma que Killian havia me dado quando se declarou, e que foi minha companheira por anos todas as vezes em que o alarme da fortaleza soou. Agora já não havia mais anel arremessado nele na hora da raiva. Também não existia mais marido ou proteção. Somente eu e a certeza de que ninguém viria por mim.Ninguém. Mas eu tinha uma pessoa para proteger. Por isso minha mão parou na barriga por um momento, ainda tremendo mais do que tudo. Foi






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