LOGIN— Não tem motivos para eu mesmo pedir para não ter nenhuma relação com você?
— Claro que não.
— Você transou com minha mulher.
— Ela não era sua mulher. Mas ia ser minha.
— Cala a sua boc-
— Vocês dois… — Dylan apareceu na porta já puxando Vicent para fora — Você desce e vai para seu escritório. E você Ronny, para com isso, vocês precisam tentar se dar bem na frente das pessoas. Vocês vivem por investidores na droga da empresa. Então parem de brigar por uma mulher.
— Minha mulher — Ronny ressaltou e Vicent o olhou dos pés à cabeça e saiu dali.
Antes de chegar ao andar debaixo recebeu uma mensagem de um número desconhecido, no entanto, a origem não era nada desconhecida.
Sorriu.
— Sua mulher o caralho.
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— Você tem que se acalmar, Ronny — Dylan bateu a porta colocando as mãos na cintura — Não tem 10 minutos que chegou nessa casa, nem olhou na cara do seu pai para começar a brigar por mulher.
— Acontece que ele começou a me provocar por causa da Clarisse. Claro que ela era minha mulher quando ele a seduziu a transou com ela. — Foi claro fazendo a mulher revisar os olhos.
— Ele não transou sozinho e sua mulher não é uma santa. E nós dois sabemos disso — Ronny se calou — E eu não sei por que você está surtando agora, ela não é sua esposa? Ela está carregando seu nome, e estão criando o filho de vocês juntos. O que mais você quer? E o seu pai? Seu pai está aqui comendo uma prostituta por noite achando que vai encontrar uma mulher.
— Ele me irrita. Parece que vai tomá-la a qualquer momento. Num piscar de olhos. — Bradou mais zangado ainda, Dylan estreitou os olhos e se aproximou, sentou na cama ao lado do garoto que passava as mãos no cabelo totalmente desconfortável com toda aquela situação.
— Ele não vai conseguir tomar a Clarisse de você se estiverem felizes com o casamento. Estão felizes, não é?
Ronny riu de canto e levantou da cama voltando para a janela… Eles não eram felizes, a droga da criança não era sua e sempre deixou bem claro o quanto detestava ela por perto. Era como se Jasper fosse Vicent, e estivesse o tempo inteiro tocando na sua mulher e isso acabava consigo.
— Vou descer, preciso terminar os preparativos para o almoço. Espero que vocês se deem bem por dez minutos e então, você pode inventar algo sobre sua esposa está te chamando, todo homem de negócios respeita um chamado de sua esposa e filho. — bateu a porta outra vez louca para se ver livre daquela família.
Só não tinha largado aquele drama todo por causa do salário maravilhoso que recebia e pagava todas as suas bolsas de marcas, vestidos e…
— Espera… espera… você — Terminou de descer as escadas correndo e interrompeu Vicent que cruzava a sala, pronto para sair — Para onde você pensa que está indo?
— Preciso comprar mais uísque e tem que ser agora, porque ficar perto daquele moleque que acha que pode se achar porque casou. — Ajeitou o casaco e passou por ela, porém, antes de chegar à porta, Dylan parou em sua frente abraçando a saída — Com licença?
— Eu compro suas bebidas do escritório e semana passada foi gasto exatamente trinta e quatro mil para seu estoque. — Ele baixou os ombros com um longo suspiro — Para onde vai?
— Nos encontramos em uma hora. Tchau Dylan.
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Quando saiu de casa sabia que muita coisa estaria diferente ao voltar. Despediu-se de seu filho com um nó na garganta, o que ele iria achar de morar ali e bem longe do pai? Ao menos do pai que ela arrumou para a criança?
Como nos velhos tempos, o restaurante que escolheu aquele horário era o mais possível da cidade e de todos que podiam reconhecer Vicent Tornneght. Não queria que alguém os visse a ponto de tirar fotos e mandar para todos os sites como fofoca, Ronny enlouqueceria sem contar que a exposição ao seu nome chamaria atenção de Jasper que já estava grandinho insuficiente para vagar pela internet.
Não demorou a ver seu ex-amante atravessar as portas do restaurante com seu costumeiro sorriso de deboche, usando sua roupa sexy e aquele cabelo longo rodeando o pescoço. Esse tempo todo que estava longe, Vicent ficou ainda mais bonito, mais maduro, com uma barba rala contornando seu rosto másculo.
Tão diferente de Ronny, mas igual a ele. Se o filho ficasse velho como o pai, estariam todos no lucro. Jasper iria ficar feliz com a comparação. Ele a viu de longe e logo caminhou em sua direção com um sorriso largo no rosto… Ah, com certeza foi por causa daquela masculinidade, aquela postura direta e o corpo grande que cobria o seu, do Ronny de Jasper de todo mundo que quisesse.
— Clarisse… — Seus lábios se moveram lentamente atraindo a mulher que esperou com paciência para que o homem se juntasse a ela na mesa. Sorriu desviando o olhar colocando o cabelo para trás. O que era? Uma adolescente apaixonada toda idiota? — Quanto tempo.
— Pois é, seis anos é muito tempo mesmo — Tornou a olhar para Vicent mostrando um sorriso gentil — você mudou, uma coisa ou outra.
— E você não mudou nada. Pelo menos não em aparência. Continua muito bonita e ainda faz meu coração acelerar — Contou como se fosse algo normal de se dizer a esposa de seu filho. Clarisse apenas revirou os olhos se aproximando mais da mesa — Sua mensagem me pegou de surpresa, faz muito tempo que não entra em contato comigo.
— Não entrei em contato porque não podia. Seu filho tem controlado muita coisa a meu respeito — Vicent desceu as sobrancelhas — Não sabia?
— Desde que você foi embora, eu entendi que não queria falar comigo ou algo do tipo. Dylan só entrava em contato com Ronny, até mesmo quando mandava mensagem pra você.
— Não sabia que tinha tantas mensagens assim pra mim, afinal seu filho tem controlado muita coisa ao meu respeito — Repetiu, fazendo o outro se encostar na cadeira, agora incrédulo. — Foi uma luta para conseguir vir aqui, depois do seu convite que ele mesmo tomou todos.
— Aquele moleque te maltrata? É isso que está querendo me contar, Clarisse? — A mulher desviou o olhar quando o garçom chegou, fez os pedidos rapidamente e voltou a Vicent — Porque se ele tiver feito algum mal a você, vou acabar com aquele paspalho.
— Ronny nunca aceitou a nossa traição, foi por isso que também jamais conseguiu chamar o Jasper de filho — Vicent entreabriu os lábios. — Nossa vida tem sido conturbada e muito complicada. Eu não faço nada além de cuidar do meu filho e lutar para escrever meus livros e sequer na editora eu posso ir.
— Você está presa? Presa por causa dele? Não vou permitir isso.
— Não quero que você permita ou não alguma coisa, vim pedir ajuda porque de alguma forma é o único que consegue controlar o seu filho. Não quero voltar a morar em Valcolink. — Vicent assentiu.
— É só você não ir.
— Parece fácil assim, não é? Não quero voltar a ficar presa naquele lugar sozinha e sem a minha família. Quero que ofereça qualquer coisa pra aquele idiota não sair mais daqui.
— Não podemos ficar na mesma cidade, não é? — Clarisse respirou mais fundo engolindo a seco. — Você sabe que pode me ligar e virei correndo ao seu encontro… para sentar e conversar, tomar um vinho, ou apenas nos amar na cama. E sou o seu homem, você é a minha mulher e isso nunca vai mudar, Clarisse. — Você sabe que pode me ligar e virei correndo ao seu encontro… para sentar e conversar, tomar um vinho, ou apenas nos amar na cama. E sou o seu homem, você é a minha mulher e isso nunca vai mudar, Clarisse.
A garota sentiu os olhos lagrimar. Aquela postura masculina a pegava de jeito não importava mais nada. Olhou para o prato esfriando diante de si, o que mais podia falar? Era verdade, tudo verdade. A atração que sentia por Vicent ainda existia e era forte demais. Mas antes de pensar em homens ou sexo, sua vida e a vida de se filho vinha em primeiro lugar.
Precisava se livrar de Ronny, fazê-lo entender que aquele casamento já não podia mais continuar. Deixava isso claro quando estavam sozinhos, mas parecia não entrar na sua cabeça. Sentia muito por tudo que havia feito, mas não tinha mais como viver refém de um pecado antigo.
— Não quero voltar para Valcolink — Repetiu ignorando todas as palavras de Vicent o fazendo rir — Sei que você consegue pensar em algo que faça seu filho permanecer nessa cidade por mais tempo.
— Eu posso fazer isso. Hoje mesmo… Mas me diga, pretende ficar na cidade e ainda casada com ele?
— Já estou ficando ao lado dos meus pais para me ajudarem com o Jasper e já será o bastante — declarou ao outro que franziu os olhos. — O que você quer que eu faça? Me separe do seu filho?
— Não apenas isso, como…
— Não vou ficar com você — bradou rapidamente e o outro riu — Não vim aqui para voltar contigo, eu quero a minha vida de volta, quero meus pais perto e criar meu filho em paz. Não ficar presa sendo refém dos meus erros. Eu não posso pagar tão caro por algo assim.
— Você e as três crianças viverão muito bem a partir de agora— Quatro… — Vivian fechou a pasta após assinar e sorriu — Eu estou grávida outra vez…— De novo? — Ronny quis rir, mas parou rapidamente — Como isso é possível?— Tem dois meses, descobri essa semana e não se preocupe, não estou tão feliz. Achei que não iria engravidar mais. — Contou de cabeça baixa e só a ergueu para encarar Vicent — Não planejei isso. Inclusive tomo anticoncepcional em dia.— O mais louco é saber que ele conseguiu te engravidar quatro vezes, e a mim, nenhuma — Clarisse sorriu — E eu não estou reclamando. Acho bom, que você tenha muitos filhos e encha sua casa de alegria. Parabéns. — Clarisse foi sincera lhe oferecendo um grande sorriso e suas mãos. — Eu adoraria ser a madrinha de algum, mas eu não gosto do pai dos seus filhos, então me desculpe.— Tudo bem. — Riu de volta dando uma piscadela.— Eu estou surpreso, mas feliz. Pelo menos desse neto eu posso assistir o parto, não é possível — Levantou dali rec
— Eu não sei se vamos ficar juntos ou não, isso é decisão da Clarisse. Nem mesmo a guarda do meu filho vou exigir porque ela já está tão machucada e com medo. — Voltou ao filho — Sobre a mídia, você vai falar que o casamento com Clarisse sempre foi de fachada, vai dizer que foi uma exigência minha, mas agora que está assumindo a empresa, pretende começar do zero com a mulher que você ama, e que tem seus filhos. — Ronny apenas piscou. — Clarisse também fará sua parte, deixará claro que sempre soube sobre Vivian e que incentivava o amor de vocês, mas tinham um contrato de casamento e que agora pode te deixar livre para viver seu verdadeiro amor.— Eu não amo a Vivian, mas meus filhos…— Eu vou me aposentar, mas deixarei a empresa nas suas mãos e na das pessoas que eu treinei desde que você foi embora. Convidarei Clarisse e meu filho para uma longa viagem e não retornaremos. E você sairá como a vítima, como era pra ter sido, se não tivesse me ameaçado e chantageado ao descobrir tudo.Ronn
— Eu aceitei quando levou Clarisse para longe. Mas aí você me volta com um histórico péssimo de agressão e cárcere privado, ameaça, uma amante e três filhos. Você quer me destruir? Saiba que destruindo nossa reputação acaba respingando pra você também porque é o nosso nome, é o nosso patrimônio. Se destruir isso, o que terá? — Ronny se afastou estreitando os olhos. — SERÁ QUE VOCÊ NÃO PENSA? NÃO PENSA? É ISSO? VOCÊ É BURRO POR ACASO?— Pai…— NÃO ME CHAMA DE PAI. — Avançou contra o outro que não se mexeu, mas Clarisse se colocou entre os dois — EU NÃO QUERO SER O SEU PAI AGORA. VOCÊ ESTÁ LOUCO, CEGO POR SUA VINGANÇA QUE NÃO CONSEGUE VER AS VIDAS QUE ESTÁ DESTRUINDO.— Não vamos chegar a lugar nenhum com gritos e agressão. Chega disso — pediu Clarisse, afastando o mais velho que deu as costas a tudo aquilo procurando algo para beber. Virou para o marido que continuava paralisado… era medo? Terror? Ou planejamento para mais desgraça? — Me conte sobre a Vivian.— Vivian… — Murmurou o nome
— Eu vou atender a porta e vocês fiquem aí.— Clarisse a gente tem que conversar — Vicent tentou…— Senta aí — Ela ordenou alto e o outro sentou na mesma hora.Ninguém mais iria dar ordens em si. Endireitou seu corpo e escutou novamente a campainha tocar, foi em direção abrindo a porta para esconder Vivian. Seu rosto estava tenso, o bebê em seu colo, uma criança de um lado, a mais velha do outro. Eram crianças lindas.— Entra. — Deu passagem para que a mesma entrasse, aos poucos, uma criança e outra entrou na sala e Vivian apareceu com seu bebê no colo e Clarisse logo atrás.— Vivian… — Maressa levantou olhando para as crianças — onde você esteve? Precisamos conversar.— A Vivian estava sumida porque precisava cuidar dos filhos que teve com o Ronny. — Os olhos cresceram em cima de Vivian enquanto Clarisse apenas ria. — Vicent a sua família cresceu ainda mais. Espero que essas sejam as últimas crianças que estejam se escondendo de você.Vicent levantou aos poucos, olhou para cada crianç
— Eu não entendi o que quis dizer. — Clarisse subiu um canto dos lábios num riso sem humor. E foi questão de segundos até Vivian engolir a seco e se endireitar. — Clarisse eu posso explicar.— Explicar o que? Que a melhor amiga do casal passou a ser amante do marido? — Clarisse olhou ao redor notando que algumas pessoas já olhavam interessadas na conversa. — Eu não tenho direito nenhum, nenhum de falar sobre lealdade dentro de um namoro, um casamento. Mas eu nunca traí você.— Clarisse… Você não podia ter descoberto isso.— Você era a minha melhor amiga, quando você me traiu pela primeira vez e eu fiquei calada. Eu te perdoei, e quando tudo na minha vida estava desmoronando você me deu conselhos para ir com Ronny… e me diga para quê?— Clarisse, podemos conversar na minha sala — se aproximou e a outra deu um passo para trás. — Ele não pode saber que você sabe disso.— Não. Eu não quero ir a lugar nenhum com você. Não preciso ficar dentro de uma sala para falar tudo que precisa ouvir.—
— Sim a gente já sabia, mas porque Clarisse nos contou antes mesmo de sair de casa para se aventurar naquela cidade com o seu filho. — O CEO o olhou, bravo dessa vez — Achei que estava fazendo o certo apoiando minha filha nisso, mas tenho que confessar que o seu filho é horrível. Clarisse não é inocente, mas seu filho a prendeu, a humilhou, ameaçou e agrediu. Ele terá que pagar por isso.— Quer colocar meu filho na cadeia? — Greg assentiu e Vicent puxou o ar para dentro de seu corpo.E agora? O que fazer?As atitudes de Ronny não foram das melhores, mas colocar seu filho na cadeia não era uma opção. Primeiro por ser seu filho, segundo porque ver ele preso traria problemas para seu nome, empresa. Tudo. Tudo mesmo.— Você não concorda em colocar ele atrás das grades, não é? Por ser seu filho.— Eu tenho maneiras diferentes de resolver os problemas da minha família não envolvendo a justiça — O outro apenas piscou se encostando na poltrona para escutar melhor. — Como você disse temos a mes







