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Autor: LuadMel
last update Fecha de publicación: 2025-04-15 07:13:39

Até tentou o ajudar, mas nunca entendeu nada daquilo. Poucas vezes o pequeno teve um amigo que pudesse levar em casa, então a vida de seu querido era solitária. Mas não seria mais, não estando com seus pais.

— Quando Greg chegou com esse videogame na minha casa dizendo que aprenderia a jogar para acompanhar o neto, quase caí para trás — Maressa parou ao lado de Clarisse na porta que sorria para a cena — E olhe para esses dois agora…

— Jasper estava mesmo precisando de uma figura masculina na vida dele, uma figura masculina que possa mostrar esse lado para ele. — Contou ao voltar a suas tarefas colocando a mesa com todo cuidado do mundo.

— Você saiu hoje, por acaso Ronny te chamou? — Clarisse negou parando do outro lado da mesa.

— Me encontrei com uma das pessoas que vai me ajudar a me livrar do Ronny. Vou me divorciar. — Contou seus planos a mulher assentiu — Eu não posso mais viver com ele, não longe de vocês.

— Se tem certeza que não poderá mais reatar o amor de vocês de como era antes de tudo acontecer, então…

— Antes de tudo acontecer… você diz antes de eu o trair? — A mulher assentiu — Eu não sou uma santa e assumo meus erros, mas de uma coisa você pode ter certeza, não fui atrás de perdão, ele me propôs um casamento longe de toda essa bagunça e eu aceitei. E esse foi outro erro.

— E o pai? — Novamente aquela frase surgiu entre as duas. Baixou os olhos não sabendo como agir.

Desde o almoço, ver aquele homem novamente tão perto de si despertou muitas lembranças. Sua voz ao pé do ouvido, as mãos grandes que cobriam seu corpo com tanto amor e carinho… sem contar no brilho estonteante de paixão que não mudou nada. E principalmente, as promessas dele novamente que logo lhe faria sua.

Não, não podia fazer isso.

Talvez houvesse sim saudades de se deitar com ele, de dormir em seus braços, de acordar com seus beijos ou seu desejo rígido dentro de sua calcinha a levando ao delírio, lhe prometendo mais prazer tão cedo do dia.

Mesmo que houvesse cumprido seu papel como uma boa esposa com Ronny, ele nunca chegou aos pés de Vicent, e não valia a pena ensinar, explicar, nada, porque o que teve com Vicent era único.

Maldito homem.

— Clarisse… acorde, atenda a porta, vou chamar aqueles dois para jantar.

A garota acordou dos pensamentos atendendo aos pedidos e sua mãe só notando que a campainha tocava quando estava diante dela. Ajeitou o cabelo antes de abrir a dar de cara com Ronny e um buquê de flores.

Sorriria?

Fingia surpresa?

Alegria?

Que o amava?

— Ronny? Por que não avisou que vinha jantar conosco?

— Por que teria que avisar ao vir ver minha esposa? Convidou alguém que eu não poderia encontrar? — Por que teria que avisar ao vir ver minha esposa? Convidou alguém que eu não poderia encontrar? — Clarisse revirou os olhos recebendo as flores quase jogadas em seu peito — Não me convida para entrar?

— Claro que sim. — Deu passagem para o homem adentrar sua casa.

O buquê de flores era muito bonito, suas rosas preferidas. Fechou a porta assim que seu filho gritou o outro como das outras vezes que Ronny chegava em casa, entretanto pela terceira, quarta vez em sua vida se animou ao ver a criança e ainda o carregou no colo o girando no ar e até beijou seu rosto.

Os avós se animaram com as risadas do menino e Ronny sabia muito bem como fingir ser um bom pai, um bom marido, uma boa pessoa diante de alguns.

Logo Jasper voltou para o chão e foi convidado pela avó para irem jantar deixando na sala apenas o casal. Ronny andou por ali relembrando os momentos que estiveram presentes na casa, quando ainda era apenas o namorado apaixonado. Clarisse entrou um pouco mais na sala, os olhos grandes em cima do homem que sabia exatamente o porquê.

— Eu estava com saudade de vocês — Anunciou, como se essa fosse a pergunta que Clarisse fazia em sua cabeça — Eu também acho um absurdo você querer ficar aqui enquanto o quarto de hotel que aluguei é grande o suficiente para todos, tem luxo e conforto para todos nós.

— Já disse que quero ficar com meus pais.

— Eu preciso da minha esposa por perto, ainda mais nesse lugar — A mulher sorriu de canto devolvendo as flores ao homem.

— Ofereça a minha mãe, já que não trouxe nada para ela. E eu não vou para um quarto de hotel para você me trancar lá. Estou com minha família aqui.

— Eu sou sua família — Clarisse apenas respirou fundo — Estive com meu pai hoje.

— E o que eu tenho haver com isso? — Ronny a encarou mais sério, e por um momento, Clarisse imaginou que Vicent tenha dito algo, o que lhe assustou.

— Ele acha que não temos uma vida de casados felizes e por conta disso, quero mostrar que somos sim muito felizes. Eu sou feliz e a criança também é, e você também.

— Não quero pousar de família feliz em lugar nenhum.

— Tudo bem, mas o meu filho vai comigo. — Clarisse deu outro passo a frente. — Vamos dormir juntos hoje e amanhã tomaremos café num Clube de Polo de um amigo do meu pai. Se não quiser ir, fique à vontade, mas o meu filho vai comigo.

Sorriu mais e seguiu para a cozinha dando as flores para a sogra que mesmo sabendo de tudo, agradeceu pelo presente lhe dando um abraço rápido tal como o marido num aperto de mão.

Clarisse fechou os olhos para controlar seu ódio e a vontade de simplesmente sumir daquele mundo, mas não faria algo assim, pois se sumisse o destino de seu filho seria ao lado de Ronny e ele não era um bom “pai”.

Colocou um sorriso no rosto e seguiu para junto dos outros.

Os pequenos passos para dentro do quarto de hotel a deixava insegura. Olhou ao redor tomando cuidado para não demonstrar insatisfação ao ter que deixar seus pais e o conforto da casa para seguir Ronny para o hotel apenas porque ele contou para o garoto e o encheu de esperanças de uma manhã maravilhosa com cavalos, e todos os tipos de doces que ele conseguia comer.

Havia algumas caixas e sacolas por todo lugar, Ronny entrou no quarto também com a criança em seu colo, ambos muito animados e seguiram para a cozinha. O quarto era bem espaçoso com mais dois quartos separados com cozinha e sala. Luxo e conforto total eram apenas isso que Ronny podia oferecer.

— Vou colocá-lo na cama, quer vir junto? — Ronny bradou carregando o menino pela casa. Clarisse sorriu com as risadas do filho, ele parecia tão feliz, tão animado, e queria que sua vida fosse o tempo todo assim.

— Eu vou me trocar e dormir. — Deu um beijo na criança.

— Essas sacolas são de roupas pra você, roupas lindas e caras, Dylan quem comprou. Use algo esplêndido amanhã. Eu quero que você seja a esposa mais linda daquele lugar — avisou para a esposa que desceu os olhos lentamente para as sacolas.

Deu a volta na sala se sentando em uma das poltronas, pegou uma sacola retirando um chapéu enorme, devolveu buscando outra e dessa vez veio um vestido longo com decote nas costas. Era chique até para si. Ronny não comprava aquelas roupas em Valcolink pelo simples fato de expor demais seu corpo e agora estava o mandando usar? Não.

Olhou todas as sacolas se agradando de todas as peças, não iria ser hipócrita ao ponto de dizer que não gostava de nada ali, mas esse não era o comportamento do marido, tampouco seu estilo. Ele estava certo de que queria que ambos mostrassem felicidade total dentro de um casamento onde não existia mais amor, ao menos não da sua parte.

— Gostou de algo? — Clarisse ergueu os olhos para o homem que se aproximava a passos lentos, abrindo os primeiros botões de sua camisa. — Eu pedi para Dylan escolher os melhores.

— E para que tudo isso? Sabe que não gosto de roupas tão… decotadas, mas usaria qualquer uma delas sem reclamar jamais — o homem sorriu alegremente, seguiu até ela segurando suas mãos e a levantou — O que você está querendo fazer, Ronny?

— Eu quero que tenhamos uma noite especial. Você é minha esposa e eu te amo — Deixou as mãos indo para o rosto e Clarisse continuou a lhe encarar sem se mexer — A gente tem um casamento feliz… eu amo você. Não tem nada que possa nos impedir.

— Tem uma coisa que nos impede. Sempre nos impediu. — Se afastou aos poucos dando as costas logo depois. Seguiu para o quarto do casal encontrando tudo muito bem organizado.

— Do que está falando? Tem alguém nos impedindo? Quem é?

— Você… — Respondeu serenamente ao virasse para ele outra vez — O modo como trata meu filho, por todos esses anos o jeito como o despreza e só trás alegria ao Jasper quando quer algo em troca. Isso desanima uma mãe, uma esposa, um casamento.

— Ele não é meu filho… como quer que eu o trate? — Foi mais duro ao parar diante dela.

— Então eu tenho que procurar o pai dele para ele ser tratado com dignidade, carinho e amor? Porque se é isso que tenho que fazer, vou fazer.

— Você não vai fazer isso — Agarrou os ombros de Clarisse a empurrando na cama com força quase a machucando. Clarisse cresceu os olhos para ele, entreabriu os lábios tirando todo o cabelo que se espalhou pro seu rosto — VOCÊ NÃO VAI SE APROXIMAR DAQUELE HOMEM NUNCA.

— VOCÊ VAI ME BATER AGORA?

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Último capítulo

  • A Esposa do meu Filho   - 25 -

    — Você e as três crianças viverão muito bem a partir de agora— Quatro… — Vivian fechou a pasta após assinar e sorriu — Eu estou grávida outra vez…— De novo? — Ronny quis rir, mas parou rapidamente — Como isso é possível?— Tem dois meses, descobri essa semana e não se preocupe, não estou tão feliz. Achei que não iria engravidar mais. — Contou de cabeça baixa e só a ergueu para encarar Vicent — Não planejei isso. Inclusive tomo anticoncepcional em dia.— O mais louco é saber que ele conseguiu te engravidar quatro vezes, e a mim, nenhuma — Clarisse sorriu — E eu não estou reclamando. Acho bom, que você tenha muitos filhos e encha sua casa de alegria. Parabéns. — Clarisse foi sincera lhe oferecendo um grande sorriso e suas mãos. — Eu adoraria ser a madrinha de algum, mas eu não gosto do pai dos seus filhos, então me desculpe.— Tudo bem. — Riu de volta dando uma piscadela.— Eu estou surpreso, mas feliz. Pelo menos desse neto eu posso assistir o parto, não é possível — Levantou dali rec

  • A Esposa do meu Filho   - 24 -

    — Eu não sei se vamos ficar juntos ou não, isso é decisão da Clarisse. Nem mesmo a guarda do meu filho vou exigir porque ela já está tão machucada e com medo. — Voltou ao filho — Sobre a mídia, você vai falar que o casamento com Clarisse sempre foi de fachada, vai dizer que foi uma exigência minha, mas agora que está assumindo a empresa, pretende começar do zero com a mulher que você ama, e que tem seus filhos. — Ronny apenas piscou. — Clarisse também fará sua parte, deixará claro que sempre soube sobre Vivian e que incentivava o amor de vocês, mas tinham um contrato de casamento e que agora pode te deixar livre para viver seu verdadeiro amor.— Eu não amo a Vivian, mas meus filhos…— Eu vou me aposentar, mas deixarei a empresa nas suas mãos e na das pessoas que eu treinei desde que você foi embora. Convidarei Clarisse e meu filho para uma longa viagem e não retornaremos. E você sairá como a vítima, como era pra ter sido, se não tivesse me ameaçado e chantageado ao descobrir tudo.Ronn

  • A Esposa do meu Filho   - 23 -

    — Eu aceitei quando levou Clarisse para longe. Mas aí você me volta com um histórico péssimo de agressão e cárcere privado, ameaça, uma amante e três filhos. Você quer me destruir? Saiba que destruindo nossa reputação acaba respingando pra você também porque é o nosso nome, é o nosso patrimônio. Se destruir isso, o que terá? — Ronny se afastou estreitando os olhos. — SERÁ QUE VOCÊ NÃO PENSA? NÃO PENSA? É ISSO? VOCÊ É BURRO POR ACASO?— Pai…— NÃO ME CHAMA DE PAI. — Avançou contra o outro que não se mexeu, mas Clarisse se colocou entre os dois — EU NÃO QUERO SER O SEU PAI AGORA. VOCÊ ESTÁ LOUCO, CEGO POR SUA VINGANÇA QUE NÃO CONSEGUE VER AS VIDAS QUE ESTÁ DESTRUINDO.— Não vamos chegar a lugar nenhum com gritos e agressão. Chega disso — pediu Clarisse, afastando o mais velho que deu as costas a tudo aquilo procurando algo para beber. Virou para o marido que continuava paralisado… era medo? Terror? Ou planejamento para mais desgraça? — Me conte sobre a Vivian.— Vivian… — Murmurou o nome

  • A Esposa do meu Filho   - 22 -

    — Eu vou atender a porta e vocês fiquem aí.— Clarisse a gente tem que conversar — Vicent tentou…— Senta aí — Ela ordenou alto e o outro sentou na mesma hora.Ninguém mais iria dar ordens em si. Endireitou seu corpo e escutou novamente a campainha tocar, foi em direção abrindo a porta para esconder Vivian. Seu rosto estava tenso, o bebê em seu colo, uma criança de um lado, a mais velha do outro. Eram crianças lindas.— Entra. — Deu passagem para que a mesma entrasse, aos poucos, uma criança e outra entrou na sala e Vivian apareceu com seu bebê no colo e Clarisse logo atrás.— Vivian… — Maressa levantou olhando para as crianças — onde você esteve? Precisamos conversar.— A Vivian estava sumida porque precisava cuidar dos filhos que teve com o Ronny. — Os olhos cresceram em cima de Vivian enquanto Clarisse apenas ria. — Vicent a sua família cresceu ainda mais. Espero que essas sejam as últimas crianças que estejam se escondendo de você.Vicent levantou aos poucos, olhou para cada crianç

  • A Esposa do meu Filho   - 21 -

    — Eu não entendi o que quis dizer. — Clarisse subiu um canto dos lábios num riso sem humor. E foi questão de segundos até Vivian engolir a seco e se endireitar. — Clarisse eu posso explicar.— Explicar o que? Que a melhor amiga do casal passou a ser amante do marido? — Clarisse olhou ao redor notando que algumas pessoas já olhavam interessadas na conversa. — Eu não tenho direito nenhum, nenhum de falar sobre lealdade dentro de um namoro, um casamento. Mas eu nunca traí você.— Clarisse… Você não podia ter descoberto isso.— Você era a minha melhor amiga, quando você me traiu pela primeira vez e eu fiquei calada. Eu te perdoei, e quando tudo na minha vida estava desmoronando você me deu conselhos para ir com Ronny… e me diga para quê?— Clarisse, podemos conversar na minha sala — se aproximou e a outra deu um passo para trás. — Ele não pode saber que você sabe disso.— Não. Eu não quero ir a lugar nenhum com você. Não preciso ficar dentro de uma sala para falar tudo que precisa ouvir.—

  • A Esposa do meu Filho   - 20 -

    — Sim a gente já sabia, mas porque Clarisse nos contou antes mesmo de sair de casa para se aventurar naquela cidade com o seu filho. — O CEO o olhou, bravo dessa vez — Achei que estava fazendo o certo apoiando minha filha nisso, mas tenho que confessar que o seu filho é horrível. Clarisse não é inocente, mas seu filho a prendeu, a humilhou, ameaçou e agrediu. Ele terá que pagar por isso.— Quer colocar meu filho na cadeia? — Greg assentiu e Vicent puxou o ar para dentro de seu corpo.E agora? O que fazer?As atitudes de Ronny não foram das melhores, mas colocar seu filho na cadeia não era uma opção. Primeiro por ser seu filho, segundo porque ver ele preso traria problemas para seu nome, empresa. Tudo. Tudo mesmo.— Você não concorda em colocar ele atrás das grades, não é? Por ser seu filho.— Eu tenho maneiras diferentes de resolver os problemas da minha família não envolvendo a justiça — O outro apenas piscou se encostando na poltrona para escutar melhor. — Como você disse temos a mes

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