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Capítulo Cinco

Author: Dynha Henry
last update Petsa ng paglalathala: 2026-02-15 11:18:26

Luna estava apreensiva, precisava saber quando Rafael chegaria, sua intenção era ir embora antes dele chegar, não se sentia preparada para vê-lo, por isso ela decide questionar Alana, a noiva dele.

— O seu noivo vai vir? Ele já confirmou? — Luna pergunta sentindo a garganta seca.

— Eu disse a ele que fazia questão da presença dele aqui, para escolhermos juntos o local para a cerimônia do nosso casamento — Luna é capaz de ver o sorriso maldoso de Yolanda.

— Pensando bem, já que ela conseguiu organizar o casamento de um desembargador e não foi processada por falta de competência, por que não deixá-la organizar o casamento do meu filho com a mulher que ele ama — Yolanda enfim concorda com a contratação de Luna, mas com a nítida intenção de vê-la sofrer por ver Rafael se casando com outra.

— Ótimo! — Alana aplaude feito uma criança mimada e Luna morde os lábios, percebendo a cilada em que estava caindo, mas dessa vez ela estava ciente da intenção.

— Ficarei imensamente feliz em realizar essa grande festa.

No início da noite Luna estava se arrumando para se juntar a família para o jantar. Buscava com esforço se acalmar, afinal teria que enfrentar Altair o pai de Rafael. Altair havia saído com o pai de Alana quando elas chegaram, mas com certeza já sabia de sua presença na fazenda, e assim como Yolanda, lhe lançaria olhares de desdém.

— O que pensa que está fazendo? Por que aceitou organizar o casamento de Rafael, por um acaso está pensando em prejudicar esse casamento? — Luna se assusta ao ver Yolanda entrar em seu quarto sem bater na porta.

— Boa Noite, senhora Yolanda — Luna a olha e pegando um batom, ela passa com calma — Acho que esse batom combina comigo, a senhora não acha?

— Deixe de ser cínica, pensa mesmo que eu não sei que você está com más intenções — Luna, mesmo tremendo por dentro, tenta manter a calma.

— A senhora está equivocada, eu quero mais é que o seu filhinho mimado se case e seja muito infeliz, mas com certeza a senhora e o senhor Altair estão felizes não é mesmo? Já que ele está se casando com uma herdeira de muitos bens, assim como Rafael, ela é rica e mimada.

— Eu quero que desista de organizar esse casamento, invente uma desculpa, diga a verdade, que não é capaz de organizar uma festa com essa magnitude.

— Esse é o meu trabalho, dependo de pessoas iludidas, como Alana, para o meu sustento, portanto eu vou dar o meu melhor e esse casamento ficará na história, como o mais perfeito.

— Eu não confio em você...

— Eu entendo, afinal deve pensar que todos são sem caráter como a senhora e o senhor Altair.

— Não fale mal do meu marido, você não tem esse direito.

— Eu falo o que eu quiser e de quem eu quiser, hoje eu não sou mais aquela jovem boba que ouvia os absurdos que me dizia e ficava em silêncio de cabeça baixa, acreditando que Rafael sempre estaria ao meu lado.

— Mesmo pensando assim o traiu com o amigo dele...

— Quer saber a verdade, não era minha intenção falar sobre o passado, mas já que veio até mim falar sobre ele... — Luna se aproxima de Yolanda e a olha nos olhos — Gabriel munca foi amigo de Rafael, e saiba que eu sei que ele foi pago para fazer aquela encenação, dizendo ser meu amante.

— Parece que você esqueceu que a vimos enrolada em um lençol... — Yolanda ri de lado

— Não me provoque Yolanda, não queira ver a pessoa que me tornei por culpa de vocês.

— Desista de organizar esse casamento...

— Se estiver disposta a me pagar o dobro, posso até pensar no assunto.

— Te pago o que você quiser, mas saia dessa fazenda hoje mesmo.

— Hummm... isso tudo é por medo do que eu possa fazer? Ou, digamos, está com medo do seu filho me ver e reacender a chama do amor...

— Impossível! — Luna dá uma risada sarcástica, ao ver o desespero de Yolanda — Ele jamais irá te perdoar...

— Não preciso do perdão dele, eu nunca o trai e a senhora sabe disso, mas não se preocupe, hoje, eu que não o perdoou por ter me expulsado de perto dos meus pais.

— Luna, você já está descendo? — Alana b**e à porta do quarto.

— Estou indo! — Luna responde em voz alta e depois se aproxima de Yolanda novamente — Repito, não me provoque, eu não sou mais a jovem que a senhora humilhava, portanto esse é o conselho que eu te dou, não me provoque.

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