Mag-log inLuna estava apreensiva, precisava saber quando Rafael chegaria, sua intenção era ir embora antes dele chegar, não se sentia preparada para vê-lo, por isso ela decide questionar Alana, a noiva dele.
— O seu noivo vai vir? Ele já confirmou? — Luna pergunta sentindo a garganta seca. — Eu disse a ele que fazia questão da presença dele aqui, para escolhermos juntos o local para a cerimônia do nosso casamento — Luna é capaz de ver o sorriso maldoso de Yolanda. — Pensando bem, já que ela conseguiu organizar o casamento de um desembargador e não foi processada por falta de competência, por que não deixá-la organizar o casamento do meu filho com a mulher que ele ama — Yolanda enfim concorda com a contratação de Luna, mas com a nítida intenção de vê-la sofrer por ver Rafael se casando com outra. — Ótimo! — Alana aplaude feito uma criança mimada e Luna morde os lábios, percebendo a cilada em que estava caindo, mas dessa vez ela estava ciente da intenção. — Ficarei imensamente feliz em realizar essa grande festa. No início da noite Luna estava se arrumando para se juntar a família para o jantar. Buscava com esforço se acalmar, afinal teria que enfrentar Altair o pai de Rafael. Altair havia saído com o pai de Alana quando elas chegaram, mas com certeza já sabia de sua presença na fazenda, e assim como Yolanda, lhe lançaria olhares de desdém. — O que pensa que está fazendo? Por que aceitou organizar o casamento de Rafael, por um acaso está pensando em prejudicar esse casamento? — Luna se assusta ao ver Yolanda entrar em seu quarto sem bater na porta. — Boa Noite, senhora Yolanda — Luna a olha e pegando um batom, ela passa com calma — Acho que esse batom combina comigo, a senhora não acha? — Deixe de ser cínica, pensa mesmo que eu não sei que você está com más intenções — Luna, mesmo tremendo por dentro, tenta manter a calma. — A senhora está equivocada, eu quero mais é que o seu filhinho mimado se case e seja muito infeliz, mas com certeza a senhora e o senhor Altair estão felizes não é mesmo? Já que ele está se casando com uma herdeira de muitos bens, assim como Rafael, ela é rica e mimada. — Eu quero que desista de organizar esse casamento, invente uma desculpa, diga a verdade, que não é capaz de organizar uma festa com essa magnitude. — Esse é o meu trabalho, dependo de pessoas iludidas, como Alana, para o meu sustento, portanto eu vou dar o meu melhor e esse casamento ficará na história, como o mais perfeito. — Eu não confio em você... — Eu entendo, afinal deve pensar que todos são sem caráter como a senhora e o senhor Altair. — Não fale mal do meu marido, você não tem esse direito. — Eu falo o que eu quiser e de quem eu quiser, hoje eu não sou mais aquela jovem boba que ouvia os absurdos que me dizia e ficava em silêncio de cabeça baixa, acreditando que Rafael sempre estaria ao meu lado. — Mesmo pensando assim o traiu com o amigo dele... — Quer saber a verdade, não era minha intenção falar sobre o passado, mas já que veio até mim falar sobre ele... — Luna se aproxima de Yolanda e a olha nos olhos — Gabriel munca foi amigo de Rafael, e saiba que eu sei que ele foi pago para fazer aquela encenação, dizendo ser meu amante. — Parece que você esqueceu que a vimos enrolada em um lençol... — Yolanda ri de lado — Não me provoque Yolanda, não queira ver a pessoa que me tornei por culpa de vocês. — Desista de organizar esse casamento... — Se estiver disposta a me pagar o dobro, posso até pensar no assunto. — Te pago o que você quiser, mas saia dessa fazenda hoje mesmo. — Hummm... isso tudo é por medo do que eu possa fazer? Ou, digamos, está com medo do seu filho me ver e reacender a chama do amor... — Impossível! — Luna dá uma risada sarcástica, ao ver o desespero de Yolanda — Ele jamais irá te perdoar... — Não preciso do perdão dele, eu nunca o trai e a senhora sabe disso, mas não se preocupe, hoje, eu que não o perdoou por ter me expulsado de perto dos meus pais. — Luna, você já está descendo? — Alana b**e à porta do quarto. — Estou indo! — Luna responde em voz alta e depois se aproxima de Yolanda novamente — Repito, não me provoque, eu não sou mais a jovem que a senhora humilhava, portanto esse é o conselho que eu te dou, não me provoque.Yolanda enfim havia sido encontrada, não mais a mesma Yolanda, arrogante e cheia de preconceito, toda a sua soberba tinha ido embora, assim como a sua sanidade mental. Yolanda foi encontrada largada pelas ruas, comendo resto de comida e usando roupas sujas e rasgadas. Ao ver Rafael, perguntou se ele era o pai dela? Rafael ao ver a mãe naquele estado preferiu dizer que sim, e que ele estava ali para levá-la para casa, mas não foi para casa que ele a levou, e sim para uma casa de repouso, onde podia ser cuidada, longe daquela a quem fez tanto mal. Ao se despedir da mãe pode ver um momento de lucidez, o que o fez se sentir em paz por sua decisão. — Rafael! — Ele já havia lhe virado as costas, mas ao escutar a mãe o chamar vai até ela novamente — Por favor não me deixe aqui sem te ver, como eu fiz com o seu avô um dia. — Eu não sou a senhora... — Essa foi a resposta de Rafael, antes de ir embora sem olhar para trás. Joice mantinha a sua vida de empresária, aprendeu a gostar do que
CINCO ANOS DEPOIS Em cinco anos muitas coisas aconteceram, Luna e Rafael era o mesmo casal apaixonado, talvez até mais para quem os olhasse. Joaquim Mendes, agora um pouco mais debilitado, continuava gostando de ficar na varanda, olhando o movimento da fazenda, seus olhos brilhavam pela felicidade de passar os últimos dias de sua vida ali. O pequeno Joaquim era a sua alegria, assim como o pequeno Rhavi que costumavam brincar na varanda. — Vovô, papai andar, cavalo? — Ele vai te ensinar, assim como ensinou ao seu irmão – Joaquim responde a pergunta do pequeno Rhavi, se o pai o ensinaria a andar a cavalo, já que ele via o irmão sempre andando na companhia do pai. — Papai! Papai! — Os irmãos correm ao ver o pai chegar em casa, para almoçar. – Opa! — Rafael pega os dois no colo ao mesmo tempo, mas Joaquim logo pede para descer, ele se achava grande demais para ficar no colo, já o pequeno Rhavi adorava quando o pai chegava para o pegar — Onde está a mãe de vocês? — A mamãe foi na
Ao chegarem em casa, encontram as roupinhas de Joaquim lavadas e passadas, e todas elas já guardadas em seus devidos lugares, afinal a vovó Antônia aproveitou os dias que ficou na fazenda para ajudar a filha. O quarto de Joaquim foi montado pelo pai, o casal havia ido a cidade comprar os móveis e Rafael mesmo os montou ao chegarem em casa. O quarto era todo em tons pastéis, com alguns detalhes em azul claro. Escolheram o quarto ao lado do deles, pois assim ficaria mais fácil nos cuidados dos primeiros dias de nascido, já que Luna havia dito que acostumaria o filho a dormir no seu próprio quarto. Antônia andava pela casa com total liberdade, Joaquim gostava de sua companhia e ficava horas conversando com ela, já que agora a sua ida na cozinha não era mais como cozinheira, mas sua simplicidade era a mesma de quando era. Antonia havia decidido ficar a pedido de Luna, que estava preocupada com vovô Joaquim, como o chamava, ele se negou a ir com Oliveira passar alguns dias no síti
Luna e Rafael fizeram uma curta viagem de lua de mel, isso por Luna insistir em viajar, pois, por Rafael eles nem sairiam da fazenda, já que teriam que se mudar para a cidade por um tempo, até a criança nascer. — Qualquer coisa que sentir me avisa — Pede Rafael preocupado. — Eu estou bem, minha gravidez está sendo tranquila e não há nenhum motivo de preocupação. — Nem mesmo a sua mãe concordou com essa viagem... — Vem cá! — Luna o abraça com carinho — Você na fazenda trabalha muito, e eu quero aproveitar esses dias para receber mais atenção. – Está me dizendo que eu não te dou atenção, é isso? — Rafael pergunta rindo, a beijando com carinho em seguida, em um beijo rápido — Será que esperar você acordar pela manhã, almoçar com você todos os dias e te encher de carinho sempre que chego em casa, é pouco? hein... é pouco? — Luna sabia que não havia motivos para reclamações, Rafael era muito mais que um marido presente, ele era aquele que em qualquer circunstâncias estava ao se
Cada passo que Luna dava ao encontro de Rafael, era um filme que passava em sua cabeça. O casamento dessa vez foi todo organizado por ela. Que, com a ajuda de Micaela, a quem havia perdoado, fez tudo como um dia sonhou. Luna fez questão de escolhe as flores que ornamentavam o ambiente, o lugar para a cerimônia, a beira do lago onde tantas vezes pescou com Rafael, as músicas que seriam tocadas, a comida, a bebida, enfim, dessa vez, Luna escolheu cada detalhe do seu casamento. No altar, ao lado de Rafael, estava Joice acompanhada de seu avô Joaquim, que mesmo com a idade que tinha fez questão de se manter de pé ao lado do neto, isso com a neta o fazendo rir, dizendo que não era forte o suficiente para sustentá-lo, caso ele quisesse se escorar nela, mas ela também disse a ele, ser rápida o suficiente para lhe oferecer uma cadeira, caso suas pernas falhassem, perdendo as forças. No lado de Luna, estava Beatriz com Antonio, ou Tonho como Beatriz insistia em chamá-lo, isso apenas para
Luna estava diante do espelho, admirando não apenas o vestido que vestia, mas o conjunto completo. Ela estava lindamente vestida com o seu vestido de noiva branco, como sonhou se casar um dia. A sua barriga de quase oito meses se destacava, mas ela nunca se sentiu tão linda. Emocionada, ela sente o peito apertar, não por ter um pressentimento ruim, mas pela forte emoção que estava sentindo. Pensar que adiaram por quase seis anos aquele momento, a fazia querer chorar, o que a consolava era saber que o sonho só havia sido adiado, e havia chegado o momento de viver esse sonho. Mordendo os lábios, ela olha para Antônia através do espelho. — Eu estou tão feliz, mãe — Luna sorrir, tentando conter as lágrimas de felicidade. — Você está linda, filha — Antônia responde demonstrando também estar emocionada. O vestido de Luna era solto ao corpo, com um decote redondo, renda na parte de cima e com mangas transparentes. — A senhora também está deslumbrante, papai vai ficar ainda mai







