Se connecterLuna, escuta Alana a chamando, e se constrange, ela havia se perdido em suas lembranças, lembranças de um passado que ainda a fazia sofrer. Pedindo desculpas ela volta a dar atenção a noiva.
— Me desculpe, o que você disse? — Luna pergunta se concentrando no que ela dizia. — Eu preciso ir visitar os meus pais na fazenda e gostaria muito que você viajasse comigo, Luna. Quero a sua opinião quanto a escolha do local para a cerimônia. — É claro! Eu realmente ia te pedir que eu fosse ver o local, preciso de todos os detalhes para que tudo saia perfeito... – Elas continuam falando sobre outros detalhes do casamento, e Luna acredita estar seguindo no caminho certo, por ver Alana sorrir extasiada. — Eu nem acredito que em poucos meses estarei casada com o meu Rafael, o homem a quem escolhi para ser meu marido desde que o conheci. Isso merece até um brinde, vamos beber meninas — Alana estava tão feliz que não se deu conta de que Luna e Micaela estavam ali a trabalho. — Eu agradeço, mas antes que peça champagne, aviso que eu não bebo bebida alcoólica — Luna logo se desculpa. — Eu não bebo em horário de trabalho, mas em outra ocasião, não iria rejeitar — Dessa vez é Micaela que se desculpa. — Sendo assim, a reunião está encerrada, preciso me encontrar com as minhas amigas para celebrarmos mais um passo que dei hoje — Alana se põe de pé, pondo no ombro a bolsa de grife, de coleção limitada que ostentava — Adeus meninas, é não se esqueçam, o tempo precisa estar lindo. — E vai estar, vamos acreditar nisso — Micaela responde, mas Luna prefere ignorar a certeza que a noiva tinha de que elas conseguiriam controlar o tempo — Agora só nos resta rezar — Micaela fala quando Alana as deixa. – Sim... é isso mesmo, e com muita fé, pois está arriscado ela nos processar caso caia uma única gota de chuva. — Vira essa boca pra lá! — Micaela b**e na madeira, tentando espantar a possibilidade de chuva no dia do casamento. Luna nada responde, elas já haviam organizado vários casamentos e Alana com certeza era a mais exigente, mas também parecia ser a mais feliz e entusiasmada. Com certeza ela e o noivo se amavam, só assim para tamanha felicidade. Isso para elas era ótimo, quanto mais apaixonados, mais dispostos a pagar fortunas por qualquer coisa, ela pensa entrando em contato com o fornecedor do bolo e docinhos. Os dias passam rápido e logo chega o dia de Luna viajar com Alana para conhecer a fazenda, Micaela até pensou em ir junto mas alguém precisava ficar a frente da empresa nos dias que Luna estaria ausente, já que para elas não havia final de semana, sempre estavam de plantão. Luna estava adorando a ideia de ir visitar uma fazenda, há anos ela não sabia o que era andar a cavalo e muito menos escutar o canto dos pássaros ao acordar, não podia negar que sentia falta de tudo isso, do barulho da chuva no telhado, de pescar no lago e até de levar carreira de boi. As lembranças do tempo em que foi feliz a fazia se arrepender por ter se deixado enganar pelo coração, o seu maior erro foi ter se apaixonado, se não fosse isso, ela não teria passado pelo que passou, não teria sido acusada de traição e nem teria que viver longe de seus pais, de quem sentia saudades. — Iremos de helicóptero, espero que não tenha medo, é o meio de transporte mais rápido até a fazenda, inclusive iremos reservar uma ala da casa apenas para acomodar os convidados, caso contrário teremos um congestionamento aéreo — Alana fala rindo, com o seu seu riso fino e exagerado. — Apesar de eu nunca ter andado de helicóptero, não tenho medo — Luna pensa nas dificuldades que precisou enfrentar quando se viu sozinha, com certeza andar de helicóptero, era brincadeira de criança diante os problemas enfrentados por ela quando foi embora da fazenda. Quando chegaram, Luna fica encantada, o lugar era lindo e a paisagem a fez lembrar de como era a sua vida antes. Ela sorri com nostalgia, havia nascido em um lugar como aquele, mas as circunstâncias a fizeram esquecer de como estar em um lugar assim era prazeroso. Fechando os olhos ela respira fundo, e sorri, mas uma voz a faz ter um choque de realidade. — O que essa mulher está fazendo aqui? — Luna abre os olhos e não consegue acreditar em quem está vendo a sua frente.Yolanda enfim havia sido encontrada, não mais a mesma Yolanda, arrogante e cheia de preconceito, toda a sua soberba tinha ido embora, assim como a sua sanidade mental. Yolanda foi encontrada largada pelas ruas, comendo resto de comida e usando roupas sujas e rasgadas. Ao ver Rafael, perguntou se ele era o pai dela? Rafael ao ver a mãe naquele estado preferiu dizer que sim, e que ele estava ali para levá-la para casa, mas não foi para casa que ele a levou, e sim para uma casa de repouso, onde podia ser cuidada, longe daquela a quem fez tanto mal. Ao se despedir da mãe pode ver um momento de lucidez, o que o fez se sentir em paz por sua decisão. — Rafael! — Ele já havia lhe virado as costas, mas ao escutar a mãe o chamar vai até ela novamente — Por favor não me deixe aqui sem te ver, como eu fiz com o seu avô um dia. — Eu não sou a senhora... — Essa foi a resposta de Rafael, antes de ir embora sem olhar para trás. Joice mantinha a sua vida de empresária, aprendeu a gostar do que
CINCO ANOS DEPOIS Em cinco anos muitas coisas aconteceram, Luna e Rafael era o mesmo casal apaixonado, talvez até mais para quem os olhasse. Joaquim Mendes, agora um pouco mais debilitado, continuava gostando de ficar na varanda, olhando o movimento da fazenda, seus olhos brilhavam pela felicidade de passar os últimos dias de sua vida ali. O pequeno Joaquim era a sua alegria, assim como o pequeno Rhavi que costumavam brincar na varanda. — Vovô, papai andar, cavalo? — Ele vai te ensinar, assim como ensinou ao seu irmão – Joaquim responde a pergunta do pequeno Rhavi, se o pai o ensinaria a andar a cavalo, já que ele via o irmão sempre andando na companhia do pai. — Papai! Papai! — Os irmãos correm ao ver o pai chegar em casa, para almoçar. – Opa! — Rafael pega os dois no colo ao mesmo tempo, mas Joaquim logo pede para descer, ele se achava grande demais para ficar no colo, já o pequeno Rhavi adorava quando o pai chegava para o pegar — Onde está a mãe de vocês? — A mamãe foi na
Ao chegarem em casa, encontram as roupinhas de Joaquim lavadas e passadas, e todas elas já guardadas em seus devidos lugares, afinal a vovó Antônia aproveitou os dias que ficou na fazenda para ajudar a filha. O quarto de Joaquim foi montado pelo pai, o casal havia ido a cidade comprar os móveis e Rafael mesmo os montou ao chegarem em casa. O quarto era todo em tons pastéis, com alguns detalhes em azul claro. Escolheram o quarto ao lado do deles, pois assim ficaria mais fácil nos cuidados dos primeiros dias de nascido, já que Luna havia dito que acostumaria o filho a dormir no seu próprio quarto. Antônia andava pela casa com total liberdade, Joaquim gostava de sua companhia e ficava horas conversando com ela, já que agora a sua ida na cozinha não era mais como cozinheira, mas sua simplicidade era a mesma de quando era. Antonia havia decidido ficar a pedido de Luna, que estava preocupada com vovô Joaquim, como o chamava, ele se negou a ir com Oliveira passar alguns dias no síti
Luna e Rafael fizeram uma curta viagem de lua de mel, isso por Luna insistir em viajar, pois, por Rafael eles nem sairiam da fazenda, já que teriam que se mudar para a cidade por um tempo, até a criança nascer. — Qualquer coisa que sentir me avisa — Pede Rafael preocupado. — Eu estou bem, minha gravidez está sendo tranquila e não há nenhum motivo de preocupação. — Nem mesmo a sua mãe concordou com essa viagem... — Vem cá! — Luna o abraça com carinho — Você na fazenda trabalha muito, e eu quero aproveitar esses dias para receber mais atenção. – Está me dizendo que eu não te dou atenção, é isso? — Rafael pergunta rindo, a beijando com carinho em seguida, em um beijo rápido — Será que esperar você acordar pela manhã, almoçar com você todos os dias e te encher de carinho sempre que chego em casa, é pouco? hein... é pouco? — Luna sabia que não havia motivos para reclamações, Rafael era muito mais que um marido presente, ele era aquele que em qualquer circunstâncias estava ao se
Cada passo que Luna dava ao encontro de Rafael, era um filme que passava em sua cabeça. O casamento dessa vez foi todo organizado por ela. Que, com a ajuda de Micaela, a quem havia perdoado, fez tudo como um dia sonhou. Luna fez questão de escolhe as flores que ornamentavam o ambiente, o lugar para a cerimônia, a beira do lago onde tantas vezes pescou com Rafael, as músicas que seriam tocadas, a comida, a bebida, enfim, dessa vez, Luna escolheu cada detalhe do seu casamento. No altar, ao lado de Rafael, estava Joice acompanhada de seu avô Joaquim, que mesmo com a idade que tinha fez questão de se manter de pé ao lado do neto, isso com a neta o fazendo rir, dizendo que não era forte o suficiente para sustentá-lo, caso ele quisesse se escorar nela, mas ela também disse a ele, ser rápida o suficiente para lhe oferecer uma cadeira, caso suas pernas falhassem, perdendo as forças. No lado de Luna, estava Beatriz com Antonio, ou Tonho como Beatriz insistia em chamá-lo, isso apenas para
Luna estava diante do espelho, admirando não apenas o vestido que vestia, mas o conjunto completo. Ela estava lindamente vestida com o seu vestido de noiva branco, como sonhou se casar um dia. A sua barriga de quase oito meses se destacava, mas ela nunca se sentiu tão linda. Emocionada, ela sente o peito apertar, não por ter um pressentimento ruim, mas pela forte emoção que estava sentindo. Pensar que adiaram por quase seis anos aquele momento, a fazia querer chorar, o que a consolava era saber que o sonho só havia sido adiado, e havia chegado o momento de viver esse sonho. Mordendo os lábios, ela olha para Antônia através do espelho. — Eu estou tão feliz, mãe — Luna sorrir, tentando conter as lágrimas de felicidade. — Você está linda, filha — Antônia responde demonstrando também estar emocionada. O vestido de Luna era solto ao corpo, com um decote redondo, renda na parte de cima e com mangas transparentes. — A senhora também está deslumbrante, papai vai ficar ainda mai







