Renascida antes do Apocalipse: O último trunfo do meu Inimigo

Renascida antes do Apocalipse: O último trunfo do meu Inimigo

last updateTerakhir Diperbarui : 2026-11-04
Oleh:  BNLabaigBaru saja diperbarui
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Helena Gryepe passou a vida esperando ser amada por Marlon Fiore. Cega pelas promessas dele, aceitou se casar com Conrado Windsor, o homem que sua família considerava um inimigo, sem imaginar que estava sendo usada para roubar informações confidenciais. Depois de entregar tudo o que Marlon queria, Helena foi descartada, humilhada e transformada em prisioneira daqueles que chamava de família. Quando uma catástrofe climática mergulhou o mundo em uma tempestade devastadora, ela foi abandonada para morrer na neve. Em seus últimos instantes, Conrado foi o único que tentou salvá-la. Mas, ao abrir os olhos, Helena descobriu que havia voltado um ano no tempo, exatamente no dia de seu casamento. Desta vez, ela não cometeria os mesmos erros. Marlon pagaria por cada lágrima, sua família conheceria o verdadeiro significado de traição e Conrado Windsor deixaria de ser apenas o inimigo que ela deveria enganar. Com o apocalipse se aproximando, Helena tem uma segunda chance para mudar seu destino. O que ela não esperava era descobrir que, por trás do homem que todos temiam, poderia estar o único capaz de conquistar seu coração. Desta vez, ela não seria a vítima. Seria o último trunfo do seu inimigo.

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Bab 1

Capítulo 1

Helena Gryepe

"Marlon, esse não é o caminho do casamento! O motorista errou. Para onde estamos indo?"

Hoje é o dia do meu casamento com Marlon, por quem eu sou apaixonada desde criança. Apesar de ser sempre a minha irmã quem atrai o olhar dele, finalmente chegou o dia em que ele me pediu em casamento. Não queria que acontecesse nenhum imprevisto.

Meu noivo virou o rosto para mim. O sorriso que surgiu em seus lábios era mais frio do que qualquer um que eu já vira.

"Não me enganei, Helena. O casamento foi transferido para a mansão Windsor."

"Por que é que nós vamos casar no lugar do nosso rival de negócios? Me diga a verdade, o que está acontecendo?"

"Porque quem vai se casar não somos nós, mas vocês."

O mundo pareceu desacelerar.

"O quê? Nós? Do que está falando? Não brinque comigo, Marlon!"

"Helena, hoje você não vai se casar comigo, mas com o Conrado Windsor."

Soltei uma risada nervosa, esperando que ele desfizesse a brincadeira. Marlon não sorriu.

"Isso não tem graça."

"Eu não estou brincando."

Olhei para o vestido branco sobre minhas pernas, para o buquê que segurava e para o anel no meu dedo. Eu havia esperado sete anos por aquele momento. Sete anos amando um homem que sempre encontrava uma razão para adiar nosso futuro. Ainda assim, acreditava que, no fim, ele me escolheria.

"Você me pediu em casamento", sussurrei. "Disse que finalmente poderíamos ficar juntos. Minha família está esperando. Seus convidados também. Passei a manhã inteira me preparando para me casar com você!"

"Eu sei."

"Então pare de brincar e mande o motorista voltar agora mesmo!"

Ele não se moveu. Senti os olhos arderem, mas me recusei a chorar. Precisava entender o que estava acontecendo. A alternativa era aceitar que o homem que eu amava estava destruindo meu sonho sem sequer me explicar por quê.

"Marlon, por favor."

A expressão dele mudou. A frieza cedeu lugar a algo que reconheci como sofrimento. Ele cobriu minha mão com a sua.

"Você acha que eu quero fazer isso? Acha que é fácil entregar a mulher que amo a outro homem?"

Meu coração vacilou ao ouvir aquelas palavras. Era tudo o que eu sempre quis que ele dissesse sem hesitar.

"Marlon..."

"Você sabe o que sinto por você. Se existisse outra saída, eu escolheria. Nunca deixaria que as coisas tomassem esse rumo. Mas há coisas acontecendo que vão muito além das nossas famílias. Se não fizermos isso, as consequências serão irreversíveis."

"Consequências para quem?"

"Para todos nós."

Ele beijou meus dedos. O gesto familiar quase me fez esquecer que eu estava vestida de noiva, a caminho da casa de outro homem.

"Preciso que confie em mim", pediu.

"Então me explique. Podemos fugir, ir embora hoje mesmo. Não precisamos da autorização das nossas famílias. Eu faço qualquer coisa por você. Vamos mudar a rota. Peça ao motorista nos deixar no aeroporto."

"Não posso. Como vai ficar minha consciência depois. Nós dois podemos arrumar isso, Helena. Eu e você."

Ele passou a mão pelo rosto, como se tentasse controlar a própria angústia.

"Desculpe. Eu queria ter outra resposta, mas o que estamos fazendo é maior do que nós dois. Há vidas em jogo, Helena. Um futuro inteiro depende de algumas decisões que precisam ser tomadas agora."

"Que decisões?"

"Não posso te contar. Ainda não."

Afastei o rosto, ferida pela resposta. Ele queria que eu me casasse com um desconhecido e confiasse nele sem saber o motivo.

"Por que eu?", perguntei. "Por que precisa ser comigo? Mariana está em casa, ela é solteira. Por que não ela?"

Marlon desviou os olhos por um instante.

"Porque você é a única pessoa em quem posso confiar para fazer isso. Sua irmã é volátil demais."

Aquelas palavras despertaram em mim uma esperança dolorosa. Se ele confiava em mim, talvez eu ainda fosse especial. Talvez aquilo não fosse o fim, mas apenas uma provação que precisaríamos superar.

"E depois?", perguntei.

"Depois, ficaremos juntos. Para sempre."

"Você promete?"

"Prometo."

"Mesmo depois desse casamento?"

Ele segurou meu rosto entre as mãos.

"Eu vou buscar você, Helena. Case-se com Conrado, conquiste a confiança dele e me ajude a conseguir algumas informações da empresa. Documentos confidenciais, relatórios, qualquer coisa que possa nos ajudar a impedir o que está por vir. Quando tudo terminar, ninguém poderá nos separar."

"Você quer que eu roube informações do Windsor?"

"Quero que salve nossa família."

Ele falou com tanta firmeza que fiquei sem resposta. Eu conhecia a rivalidade entre os Gryepe e os Windsor, sabia que meu pai enfrentava dificuldades, mas nunca ouvira Marlon falar de algo capaz de afetar o mundo inteiro.

"Não sei se consigo."

"Consegue. Você é mais forte do que imagina." Ele beijou minha testa. "Eu estarei esperando por você. Quanto mais rápido conseguir, mais rápido você volta para mim."

As lágrimas finalmente escorreram. Eu faria tudo por ele, mas estava com medo. Não queria abrir mão de tudo que já fiz por ele. Se eu recusasse, talvez... talvez ele deixasse de me amar.

Por isso, fiz o que sempre fiz quando Marlon me oferecia um pouco de afeto em troca de tudo o que eu tinha.

Acreditei nele.

"Está bem", sussurrei. "Eu vou fazer isso."

Ele me abraçou, e me agarrei a ele como se ainda fosse possível transformar aquele dia no casamento que eu havia sonhado.

"Obrigado", murmurou contra meus cabelos. "Você não sabe o que isso significa para mim."

O carro diminuiu a velocidade. Pela janela, reconheci os portões de ferro da mansão Windsor. Não havia flores, convidados ou qualquer sinal de uma cerimônia. Apenas uma casa imponente e funcionários aguardando junto à entrada.

Meu estômago se contraiu.

"Marlon, estou com medo."

Ele soltou minha mão.

"Não demonstre isso a Conrado. Ele é desconfiado. Se perceber que há algo errado, ele pode cancelar tudo."

O carro parou. Marlon saiu primeiro. Esperei que desse a volta para abrir a porta, como fazia nos nossos encontros, mas ele apenas a abriu e estendeu a mão, impaciente.

"Vamos, Helena."

Segurei o buquê e desci. A ponta do vestido prendeu no estribo, e tropecei. O buquê caiu sobre as pedras. Marlon não tentou me amparar.

"Lembre-se do que conversamos", disse. "Não faça nada que desperte suspeitas."

"Você vai ficar para ver como ele vai me receber?"

"Não posso."

"Marlon..."

Ele se aproximou e falou baixo:

"Confie em mim. Eu amo você."

Então se afastou, entrou no carro e foi embora.

Fiquei parada, com o buquê aos meus pés e o vestido branco agitado pelo vento. Quis correr atrás de Marlon, implorar que me levasse embora, mas minhas pernas não obedeceram. Continuei olhando para a estrada vazia, esperando que ele mudasse de ideia, que o carro freasse e ele voltasse para mim.

Não voltou.

"Senhorita Gryepe?"

A voz masculina me fez erguer a cabeça.

Um homem alto, vestido com um terno escuro perfeitamente ajustado, aguardava nos degraus da mansão. Seus cabelos estavam impecáveis, e o rosto de traços marcantes exibia uma tranquilidade quase provocadora. Ele olhou para o carro que desaparecia ao longe e depois voltou os olhos para mim.

Conrado Windsor.

Meu novo futuro marido.

"Imagino que a viagem não tenha sido exatamente como esperava."

A ironia discreta em sua voz me fez apertar os lábios. Eu não sabia se ele estava zombando de mim ou apenas constatando o óbvio. Talvez as duas coisas.

Ele desceu os degraus e estendeu a mão.

"Vamos entrar, Helena. Está frio aqui fora, e eu prefiro conhecer minha esposa antes que ela congele na entrada da minha casa."

O comentário me pegou desprevenida. Havia algo sedutor na maneira como pronunciou a palavra esposa, uma segurança tranquila no olhar que sustentou o meu. Como se aquela situação absurda não o incomodasse nem um pouco.

Recusei sua mão.

Eu não precisava da gentileza dele. Não queria gentileza nenhuma. Queria Marlon.

Ergui o vestido e caminhei em direção à entrada, determinada a não demonstrar fraqueza diante daquele homem. Mas uma rajada de vento atingiu a escadaria, fazendo o tecido se enrolar em minhas pernas. Meu pé prendeu na barra, e perdi o equilíbrio.

Não tive tempo de gritar.

Braços fortes envolveram minha cintura antes que eu atingisse o chão.

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Ulasan-ulasan

Priscila Ozilio
Priscila Ozilio
Awww eu já amo o Conrado e a Helena 🫶🏻🫶🏻 Adorando a história amiga, como sempre você arrasa.
2026-11-03 18:13:31
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