LOGINLuna partiu. Cinco anos se passaram, e o trabalho se tornou sua melhor forma de se curar. Depois de muitos altos e baixos, havia encontrado a direção certa para a sua vida e, com determinação e garra, conseguiu abrir o seu próprio negócio, isso depois de encontrar alguém que lhe comprou a ideia de juntas abrirem uma empresa de Acessoria de casamentos.
Parecia ser improvável que Luna escolhesse algo do tipo como profissão, mas a verdade é que ela havia aprendido a ver "casamento" apenas como um negócio e sentia prazer em ver noivas lindas e belas realizarem o seu sonho de contos de fadas, pois era assim que ela passou a enxergar o matrimônio, como um contos de fadas, onde apenas alguns tinham final felizes. O seu por exemplo, o final infeliz veio antes mesmo do sim, mas ela havia se curado da dor que a fez chorar noites sem fim. Depois de anos, ela aprendeu a valorizar a solidão e passou a acreditar que o melhor mesmo era ser livre e solteira, afinal, o coração havia sido feito para bombear sangue e não para sofrer de amor. Sua decisão de abrir a empresa de Assessoria de Casamentos, veio por meio do incentivo do professor do curso de Acessoria e Cerimonial de Casamento, que ao vê-la tão dedicada, lhe conseguiu os primeiros clientes. Assim Luna se dedicou aíinda mais, buscando conhecimento e querendo sempre fazer o melhor, para conquistar outros clientes e obter mais indicações. — Luna, hoje temos a reunião com a noiva do ano, como ela gosta de dizer, aquela que irá se casar na fazenda e quer que a gente garanta um lindo dia ensolarado. — Disse a ela que não somos os donos do tempo? – Luna responde concentrada no que estava fazendo. — Ela acredita que somos, portanto o melhor é deixar ela continuar pensando assim, e torcer para que papai do céu nos abençoe. Vamos apenas fazer a nossa parte e torcer para fazer um dia ma.ra.vi.lho.so — Micaela responde rindo — Você já preparou o orçamento de tudo o que ela pediu? — É claro, e com o melhor que temos a oferecer, afinal, ela mesma disse que dinheiro não é problema. — Ricos, sempre tão soberbos, mas não vamos reclamar, afinal de contas são eles que nos rendem os melhores lucros — Luna não diz nada, mas concorda com a amiga. — Soberbos ou não, esse casamento é a nossa oportunidade de nos colocarmos entre os melhores em termos de novidade. Acredite, eu vou dar o meu melhor e essa festa será um espetáculo. ... Luna estaciona em frente a um luxuoso prédio, onde seria a reunião com Alana, a noiva que requisitava os seus serviços. — Boa tarde — Luna cumprimenta assim que Alana lhe abre a porta, Micaela já havia chegado e já estava preparando o terreno para os valores que seriam apresentados. — Boa tarde, Luna — Alana lhe sorri — Estava ansiosa, eu quero ver tudo o que trouxe para eu ver, como eu lhe disse, quero tudo do bom e do melhor, a melhor champagne, o melhor vinho, os melhores doces... — A melhor equipe de serviço, o melhor tudo, já sabemos e aqui está relacionado tudo o que nos pediu — Luna também lhe sorri, mas o único motivo que a fazia sorrir era o valor que Alana estava disposta a pagar por seus serviços — Acredite, o seu casamento entrará para a história de tão perfeito. — Ótimo! Ótimo! Ótimo! — Alana aplaude entusiasmada. — O seu noivo, não irá vir? — Micaela pergunta por ainda não conhecerem o noivo, mas pelo anel que Alana ostentava com certeza fazia questão das mesmas coisas. — O meu noivo é um homem muito ocupado, ele é fazendeiro, mas não iremos nos casar na fazenda dele, e sim na dos meus pais. Mas não se preocupem, ele confia em mim e irá concordar com tudo o que eu aprovar. — Sendo assim, hoje já podemos escolher o modelo dos convites, as flores para a decoração e as músicas. Quanto a escolha do bolo e dos doces, iremos marcar uma outro dia, e se ele poder te acompanhar... — Não, não não... o meu noivo jamais irá querer me acompanhar para escolhermos o bolo e os docinhos, nem combina com ele — Alana responde rindo como se tudo o que dissesse fosse engraçado e Luna se pergunta se ela era daquele jeito mesmo, ou se estava apenas nervosa — Rafael quase nunca sai da fazenda... — Luna ao ouvir o nome do noivo de Alana, sente um frio na barriga, mas acredita ser coincidência, afinal não havia apenas um Rafael fazendeiro no mundo, ela pensa — Luna!Yolanda enfim havia sido encontrada, não mais a mesma Yolanda, arrogante e cheia de preconceito, toda a sua soberba tinha ido embora, assim como a sua sanidade mental. Yolanda foi encontrada largada pelas ruas, comendo resto de comida e usando roupas sujas e rasgadas. Ao ver Rafael, perguntou se ele era o pai dela? Rafael ao ver a mãe naquele estado preferiu dizer que sim, e que ele estava ali para levá-la para casa, mas não foi para casa que ele a levou, e sim para uma casa de repouso, onde podia ser cuidada, longe daquela a quem fez tanto mal. Ao se despedir da mãe pode ver um momento de lucidez, o que o fez se sentir em paz por sua decisão. — Rafael! — Ele já havia lhe virado as costas, mas ao escutar a mãe o chamar vai até ela novamente — Por favor não me deixe aqui sem te ver, como eu fiz com o seu avô um dia. — Eu não sou a senhora... — Essa foi a resposta de Rafael, antes de ir embora sem olhar para trás. Joice mantinha a sua vida de empresária, aprendeu a gostar do que
CINCO ANOS DEPOIS Em cinco anos muitas coisas aconteceram, Luna e Rafael era o mesmo casal apaixonado, talvez até mais para quem os olhasse. Joaquim Mendes, agora um pouco mais debilitado, continuava gostando de ficar na varanda, olhando o movimento da fazenda, seus olhos brilhavam pela felicidade de passar os últimos dias de sua vida ali. O pequeno Joaquim era a sua alegria, assim como o pequeno Rhavi que costumavam brincar na varanda. — Vovô, papai andar, cavalo? — Ele vai te ensinar, assim como ensinou ao seu irmão – Joaquim responde a pergunta do pequeno Rhavi, se o pai o ensinaria a andar a cavalo, já que ele via o irmão sempre andando na companhia do pai. — Papai! Papai! — Os irmãos correm ao ver o pai chegar em casa, para almoçar. – Opa! — Rafael pega os dois no colo ao mesmo tempo, mas Joaquim logo pede para descer, ele se achava grande demais para ficar no colo, já o pequeno Rhavi adorava quando o pai chegava para o pegar — Onde está a mãe de vocês? — A mamãe foi na
Ao chegarem em casa, encontram as roupinhas de Joaquim lavadas e passadas, e todas elas já guardadas em seus devidos lugares, afinal a vovó Antônia aproveitou os dias que ficou na fazenda para ajudar a filha. O quarto de Joaquim foi montado pelo pai, o casal havia ido a cidade comprar os móveis e Rafael mesmo os montou ao chegarem em casa. O quarto era todo em tons pastéis, com alguns detalhes em azul claro. Escolheram o quarto ao lado do deles, pois assim ficaria mais fácil nos cuidados dos primeiros dias de nascido, já que Luna havia dito que acostumaria o filho a dormir no seu próprio quarto. Antônia andava pela casa com total liberdade, Joaquim gostava de sua companhia e ficava horas conversando com ela, já que agora a sua ida na cozinha não era mais como cozinheira, mas sua simplicidade era a mesma de quando era. Antonia havia decidido ficar a pedido de Luna, que estava preocupada com vovô Joaquim, como o chamava, ele se negou a ir com Oliveira passar alguns dias no síti
Luna e Rafael fizeram uma curta viagem de lua de mel, isso por Luna insistir em viajar, pois, por Rafael eles nem sairiam da fazenda, já que teriam que se mudar para a cidade por um tempo, até a criança nascer. — Qualquer coisa que sentir me avisa — Pede Rafael preocupado. — Eu estou bem, minha gravidez está sendo tranquila e não há nenhum motivo de preocupação. — Nem mesmo a sua mãe concordou com essa viagem... — Vem cá! — Luna o abraça com carinho — Você na fazenda trabalha muito, e eu quero aproveitar esses dias para receber mais atenção. – Está me dizendo que eu não te dou atenção, é isso? — Rafael pergunta rindo, a beijando com carinho em seguida, em um beijo rápido — Será que esperar você acordar pela manhã, almoçar com você todos os dias e te encher de carinho sempre que chego em casa, é pouco? hein... é pouco? — Luna sabia que não havia motivos para reclamações, Rafael era muito mais que um marido presente, ele era aquele que em qualquer circunstâncias estava ao se
Cada passo que Luna dava ao encontro de Rafael, era um filme que passava em sua cabeça. O casamento dessa vez foi todo organizado por ela. Que, com a ajuda de Micaela, a quem havia perdoado, fez tudo como um dia sonhou. Luna fez questão de escolhe as flores que ornamentavam o ambiente, o lugar para a cerimônia, a beira do lago onde tantas vezes pescou com Rafael, as músicas que seriam tocadas, a comida, a bebida, enfim, dessa vez, Luna escolheu cada detalhe do seu casamento. No altar, ao lado de Rafael, estava Joice acompanhada de seu avô Joaquim, que mesmo com a idade que tinha fez questão de se manter de pé ao lado do neto, isso com a neta o fazendo rir, dizendo que não era forte o suficiente para sustentá-lo, caso ele quisesse se escorar nela, mas ela também disse a ele, ser rápida o suficiente para lhe oferecer uma cadeira, caso suas pernas falhassem, perdendo as forças. No lado de Luna, estava Beatriz com Antonio, ou Tonho como Beatriz insistia em chamá-lo, isso apenas para
Luna estava diante do espelho, admirando não apenas o vestido que vestia, mas o conjunto completo. Ela estava lindamente vestida com o seu vestido de noiva branco, como sonhou se casar um dia. A sua barriga de quase oito meses se destacava, mas ela nunca se sentiu tão linda. Emocionada, ela sente o peito apertar, não por ter um pressentimento ruim, mas pela forte emoção que estava sentindo. Pensar que adiaram por quase seis anos aquele momento, a fazia querer chorar, o que a consolava era saber que o sonho só havia sido adiado, e havia chegado o momento de viver esse sonho. Mordendo os lábios, ela olha para Antônia através do espelho. — Eu estou tão feliz, mãe — Luna sorrir, tentando conter as lágrimas de felicidade. — Você está linda, filha — Antônia responde demonstrando também estar emocionada. O vestido de Luna era solto ao corpo, com um decote redondo, renda na parte de cima e com mangas transparentes. — A senhora também está deslumbrante, papai vai ficar ainda mai







