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Capítulo Dois

Author: Dynha Henry
last update publish date: 2026-02-11 11:55:12

Luna partiu. Cinco anos se passaram, e o trabalho se tornou sua melhor forma de se curar. Depois de muitos altos e baixos, havia encontrado a direção certa para a sua vida e, com determinação e garra, conseguiu abrir o seu próprio negócio, isso depois de encontrar alguém que lhe comprou a ideia de juntas abrirem uma empresa de Acessoria de casamentos.

Parecia ser improvável que Luna escolhesse algo do tipo como profissão, mas a verdade é que ela havia aprendido a ver "casamento" apenas como um negócio e sentia prazer em ver noivas lindas e belas realizarem o seu sonho de contos de fadas, pois era assim que ela passou a enxergar o matrimônio, como um contos de fadas, onde apenas alguns tinham final felizes. O seu por exemplo, o final infeliz veio antes mesmo do sim, mas ela havia se curado da dor que a fez chorar noites sem fim.

Depois de anos, ela aprendeu a valorizar a solidão e passou a acreditar que o melhor mesmo era ser livre e solteira, afinal, o coração havia sido feito para bombear sangue e não para sofrer de amor.

Sua decisão de abrir a empresa de Assessoria de Casamentos, veio por meio do incentivo do professor do curso de Acessoria e Cerimonial de Casamento, que ao vê-la tão dedicada, lhe conseguiu os primeiros clientes. Assim Luna se dedicou aíinda mais, buscando conhecimento e querendo sempre fazer o melhor, para conquistar outros clientes e obter mais indicações.

— Luna, hoje temos a reunião com a noiva do ano, como ela gosta de dizer, aquela que irá se casar na fazenda e quer que a gente garanta um lindo dia ensolarado.

— Disse a ela que não somos os donos do tempo? – Luna responde concentrada no que estava fazendo.

— Ela acredita que somos, portanto o melhor é deixar ela continuar pensando assim, e torcer para que papai do céu nos abençoe. Vamos apenas fazer a nossa parte e torcer para fazer um dia ma.ra.vi.lho.so — Micaela responde rindo — Você já preparou o orçamento de tudo o que ela pediu?

— É claro, e com o melhor que temos a oferecer, afinal, ela mesma disse que dinheiro não é problema.

— Ricos, sempre tão soberbos, mas não vamos reclamar, afinal de contas são eles que nos rendem os melhores lucros — Luna não diz nada, mas concorda com a amiga.

— Soberbos ou não, esse casamento é a nossa oportunidade de nos colocarmos entre os melhores em termos de novidade. Acredite, eu vou dar o meu melhor e essa festa será um espetáculo.

...

Luna estaciona em frente a um luxuoso prédio, onde seria a reunião com Alana, a noiva que requisitava os seus serviços.

— Boa tarde — Luna cumprimenta assim que Alana lhe abre a porta, Micaela já havia chegado e já estava preparando o terreno para os valores que seriam apresentados.

— Boa tarde, Luna — Alana lhe sorri — Estava ansiosa, eu quero ver tudo o que trouxe para eu ver, como eu lhe disse, quero tudo do bom e do melhor, a melhor champagne, o melhor vinho, os melhores doces...

— A melhor equipe de serviço, o melhor tudo, já sabemos e aqui está relacionado tudo o que nos pediu — Luna também lhe sorri, mas o único motivo que a fazia sorrir era o valor que Alana estava disposta a pagar por seus serviços — Acredite, o seu casamento entrará para a história de tão perfeito.

— Ótimo! Ótimo! Ótimo! — Alana aplaude entusiasmada.

— O seu noivo, não irá vir? — Micaela pergunta por ainda não conhecerem o noivo, mas pelo anel que Alana ostentava com certeza fazia questão das mesmas coisas.

— O meu noivo é um homem muito ocupado, ele é fazendeiro, mas não iremos nos casar na fazenda dele, e sim na dos meus pais. Mas não se preocupem, ele confia em mim e irá concordar com tudo o que eu aprovar.

— Sendo assim, hoje já podemos escolher o modelo dos convites, as flores para a decoração e as músicas. Quanto a escolha do bolo e dos doces, iremos marcar uma outro dia, e se ele poder te acompanhar...

— Não, não não... o meu noivo jamais irá querer me acompanhar para escolhermos o bolo e os docinhos, nem combina com ele — Alana responde rindo como se tudo o que dissesse fosse engraçado e Luna se pergunta se ela era daquele jeito mesmo, ou se estava apenas nervosa — Rafael quase nunca sai da fazenda... — Luna ao ouvir o nome do noivo de Alana, sente um frio na barriga, mas acredita ser coincidência, afinal não havia apenas um Rafael fazendeiro no mundo, ela pensa — Luna!

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