FAZER LOGIN~MINA~Oh, Deus.Nunca na minha vida havia sentido uma sensação igual àquela.Desabei sobre a mesa, com a respiração ofegante, e senti Artem deslizar os dedos para fora de mim e depositar um beijo na parte interna de cada uma das minhas coxas.—Venha aqui —disse, acomodando minhas coxas trêmulas ao redor de sua cintura enquanto me envolvia com os braços para me levantar da mesa.Enlacei os braços ao redor de seu pescoço e ele me beijou profundamente.Gemi, sentindo o gosto do meu orgasmo em sua língua. Meus quadris se moveram instantaneamente contra ele, fazendo minha intimidade nua roçar a rigidez quente sob sua calça.Não consegui evitar um gemido mais alto, imaginando tudo aquilo dentro de mim ou em minha boca.—Gosta de sentir seu próprio gosto na minha língua? —perguntou, enterrando os dedos nos meus cabelos e inclinando minha cabeça para aprofundar o beijo.—Mmm... —suspirei enquanto nossas línguas se entrelaçavam—. Quero fazer o mesmo com você.Senti a reação que minha confissã
~ARTEM~Não precisei que repetisse duas vezes. Éramos adultos, esposos perante a lei e... porra, eu não ia continuar negando o inegável.Eu também a desejava e, se ela estava de acordo, quem era eu para negar isso a ela? Quem era eu para negar aos nossos corpos o que eles desejavam e precisavam?Dei um passo largo, encurtando a distância entre nós, segurei-a pela nuca e a puxei para mim, tomando a boca dela com a minha, beijando-a como se estivesse faminto por ela e deixando claro que a desejava mais do que ao meu próximo suspiro.Os lábios dela eram macios e urgentes, e eu me pressionei contra ela, sentindo o calor, a necessidade e a promessa de tudo o que estava por vir.No início, ela ficou imóvel, surpresa com o meu ímpeto repentino, mas, segundos depois, a boca dela se movia junto à minha e suas mãos se agarravam com força ao meu pescoço, enquanto eu aprofundava o beijo.Mina gemeu e suspirou na minha boca quando nossas línguas se entrelaçaram. Meus quadris se sobressaltaram ao p
~MINA~Artem e eu, sentados no banco traseiro de uma limusine, éramos a imagem perfeita de um casal recém-casado, mas a realidade estava muito longe disso.Mantive os olhos na janela, nas luzes que passavam rapidamente e se transformavam em sombras. Artem estava ao meu lado, é claro, mas eu bem poderia estar sozinha. Ele não me tocava. Não conversávamos. Mal respirávamos.O trajeto até o apartamento foi desconfortável e longo o suficiente para que eu pensasse na nossa próxima noite de núpcias e naquele beijo que havíamos trocado diante de todos, e para que me perguntasse que diabos havia acontecido para cruzarmos aquela linha que, em teoria, não deveríamos cruzar.Eu não ia me enganar. Não naquele momento. Não depois do que havia feito.Eu também o desejava e havia gostado do beijo, mas era justamente eu quem havia estabelecido aquelas regras do nosso acordo e agora estava ali, sentindo crescer nos meus lábios a necessidade e o desejo de voltar a sentir os lábios dele sobre os meus, s
~ARTEM~Mina correspondeu ao beijo.Foi isso que acabou mandando toda a minha sanidade para o caralho.Eu havia pensado em beijá-la rapidamente, apenas o suficiente para calar todos os imbecis que estavam gritando ao redor e cumprir o que esperavam de nós. Um roçar de lábios, talvez dois segundos, nos afastarmos e seguir em frente.Mas, assim que senti seus lábios sob os meus, alguma coisa mudou e já não consegui me conter. Quis provar aqueles lábios que havia dias me tentavam, e, quando seus dedos se fecharam sobre minha camisa e senti que ela correspondia, esqueci completamente as regras que havíamos imposto a nós mesmos.Meus lábios formigaram com a sensação. Faísca e ardor, um fósforo prestes a pegar fogo, mas sem chegar a se acender. Minha mão permaneceu firme em sua nuca enquanto a outra encontrou sua cintura quase por instinto.Mina se aproximou mais e eu aprofundei o beijo, dando vazão de uma vez a todo aquele desejo que vinha se acumulando havia tempo demais entre olhares, ap
~MINA~Caminhei em direção a Artem tentando me concentrar em não tropeçar, em respirar normalmente e em não pensar demais no fato de que, dentro de alguns minutos, aquele homem se tornaria meu marido.Maldição... Meu marido.Quase comecei a hiperventilar de nervosismo, e não ajudava em nada o fato de ele me olhar daquela maneira.Desde que apareci, ele não havia tirado os olhos de mim. Nem sequer parecia se importar que Maksim estivesse ao seu lado como padrinho, que Alessia estivesse do outro como madrinha ou que ao redor houvesse várias das pessoas mais importantes da Bratva junto com suas famílias.Sua atenção estava fixa em mim, e a intensidade daquele olhar conseguiu me deixar mais nervosa do que toda a cerimônia.Valentina caminhava alguns passos à frente, espalhando pétalas de rosas brancas com tanta concentração como se aquela fosse a missão mais importante de sua curta vida.Quando finalmente cheguei até Artem, Emiliano estava perto dele com as alianças e um sorriso tão grand
~ARTEM~—Nervoso? —perguntou Maksim, chamando minha atenção e fazendo com que eu desviasse o olhar da porta, para onde estava olhando desesperadamente, esperando ver Mina entrar de uma puta vez.—Claro que não —murmurei.Maksim riu baixinho e arqueou uma sobrancelha.—Tem certeza?—Sim.—Então pare de olhar tanto para a entrada.Lancei um olhar fulminante para ele.—Se estou olhando para lá, é só porque já está tarde e Mina não aparece —rosnei—. Odeio falta de pontualidade.Maksim voltou a rir.—Sei, claro —soltou com ironia—. Na verdade, você odeia pensar que ela pode ter desistido e nunca mais entrar por aquela porta.—Vai apodrecer, seu maldito imbecil —murmurei, esperando que nenhum dos presentes me ouvisse, especialmente Emiliano, que estava ao meu lado, vestido para a cerimônia e segurando as alianças com uma seriedade que parecia desproporcional para um menino de seis anos.Maksim voltou a rir. Obviamente, estava se divertindo muito às minhas custas.—Pode se comportar, por fav







