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SOB ATAQUE

Penulis: Dirtsa Aijem
last update Tanggal publikasi: 2026-07-25 05:18:19

~MAKSIM~

Aquela mulher não me agradava nem um pouco.

Não era uma questão de gosto refinado ou de um capricho superficial. Era rejeição imediata, instintiva, visceral. Desde o momento em que a vi surgir no fim daquele maldito corredor, soube que Bruno Cardinale havia cometido um erro... e que eu não pretendia permitir aquilo.

Ela não era o que eu esperava. Não era o que eu queria. E definitivamente não era o que eu estava disposto a aceitar.

Mesmo assim, aquela gordinha caminhou em minha direção como se não se importasse com o peso dos olhares, como se não ouvisse os murmúrios, como se não soubesse exatamente o que todos pensavam ao vê-la.

Foi isso que mais me incomodou.

Não sua aparência.

Não.

Sua maldita atitude insolente.

Ela não encolhia. Não se escondia. Não parecia... fraca. E isso me irritou mais do que o fato de ela ser uma maldita gordinha.

Quando parou diante de mim, sustentando meu olhar como se tivesse algum direito de fazer aquilo, senti uma pontada de irritação percorrer meu peito. Não havia dúvida em seus olhos. Não havia vergonha. Não havia submissão.

Aquilo não se encaixava. Aquilo não me servia.

— Eu não sou um animal, muito menos uma baleia — disse com firmeza e até com certa arrogância, algo incomum em alguém com a aparência dela. — Sou Alessia Cardinale, sua futura esposa.

Minha expressão não mudou, mas por dentro eu já havia tomado uma decisão.

— Isso nunca vai acontecer.

O celebrante pigarreou, constrangido, e pude sentir o olhar de Bruno sobre nós, analisando cada movimento como o maldito estrategista que era.

— Claro que vai acontecer, porque lamento informar que isso já está decidido — respondeu ela com insolência.

— Não por mim, e isso é a única coisa que importa — retruquei, deixando que o tom baixo e controlado da minha voz carregasse a mensagem que realmente importava.

Endireitei-me por completo, sem me preocupar com as consequências nem com o espetáculo que estava prestes a provocar, e olhei para Bruno, apontando para sua filha gordinha.

— Eu não me caso com isso.

O silêncio foi imediato.

A reação que eu esperava. Os olhares, o peso da humilhação caindo sobre ela como deveria. Era assim que este mundo funcionava. Era assim que deveria funcionar.

Mas não foi o que aconteceu.

Ela não baixou o olhar. Não recuou. Não se quebrou.

Eu a vi se tensionar, sim. Percebi isso no leve endurecimento da mandíbula, na maneira como seus dedos se fecharam discretamente. Mas ela não se despedaçou. Não como qualquer outra teria feito.

Então ela me encarou. Diretamente.

— Então você terá que arcar com as consequências de quebrar sua palavra de homem. Você deu sua palavra de homem de tomar uma mulher da organização como esposa, e meu pai deu a palavra dele de lhe entregar uma. Nós cumprimos a nossa parte. Agora cumpra a sua.

Algo dentro de mim parou.

Não foi surpresa. Foi... interesse.

Não o tipo de interesse que eu buscava, nem o que eu desejava. Foi outra coisa. Um alerta.

Inclinei-me em sua direção, invadindo seu espaço, esperando que ela recuasse, que finalmente reagisse como deveria.

— Escute bem — murmurei. — Não me importa quem você é. Não me importa quem é seu pai. Não me importa este acordo. Você não é o que eu quero.

Deixei meu olhar descer por seu corpo com repulsa e com toda a intenção de reforçar cada palavra. Sem cuidado. Sem respeito.

Esperava que aquilo fosse suficiente. Que a quebrasse e a fizesse desistir daquela teimosia.

Mas não fez.

Senti a resistência no ar antes de ouvir sua voz.

— Você não está aqui para escolher — respondeu com uma suavidade que não era fraqueza, mas controle. — Está aqui para cumprir.

Aquilo não me agradou nem um pouco.

Fechei a mão em torno de seu pulso, apertando o suficiente para deixar claro quem tinha o controle daquela situação.

— Tome muito cuidado, tolstyy (gordinha) — sussurrei com veneno. — Porque posso transformar sua vida em um inferno antes que você tenha tempo de se arrepender disso.

Então ela respondeu:

— Então faça isso — desafiou, sem desviar o olhar. — Porque eu não vou embora.

Silêncio.

Mas não o do salão.

O meu.

Ela era diferente... e perigosa.

Porque mulheres previsíveis podiam ser controladas. As que não eram, as que não podiam ser controladas... tornavam-se problemas.

Soltei seu pulso com brusquidão, mais irritado do que gostaria de admitir, e me endireitei enquanto o padre tentava retomar a cerimônia como se nada tivesse acabado de acontecer.

Não prestei atenção.

Minha mente já não estava no casamento. Estava nela.

Na forma como não cedia. Na forma como havia me respondido. Na forma como havia me desafiado... diante de todos. Aquilo eu não permitiria.

Um movimento na entrada do salão chamou minha atenção.

Sutil, mas suficiente para me colocar em estado de alerta.

Virei discretamente a cabeça e vi os homens entrando.

Eles não pertenciam ao meu círculo. Não eram Cardinale, muito menos Volkov. Não eram convidados.

Entraram como se soubessem exatamente para onde estavam indo.

Meu corpo reagiu antes da minha mente.

— No chão! — rugi.

O primeiro disparo cortou o ar como um chicote. Depois veio outro. E mais outro.

O caos explodiu.

Gritos. Vidros se estilhaçando. Corpos caindo. O elegante salão transformou-se em um campo de guerra em questão de segundos.

Agarrei Alessia sem pensar e a puxei para o chão comigo, cobrindo-a com meu corpo enquanto procurava minha arma.

Eu não permitiria que ela morresse.

Não por ela.

Pelo acordo.

— Não se mexa — rosnei, acreditando que ela fosse apenas uma pobre mulher indefesa, incapaz de se proteger.

Meus homens reagiram rapidamente, revidando os disparos. Os Cardinale fizeram o mesmo. Mas aquilo não era improvisado. Era um ataque direto. Coordenado. Profissional.

Atirei contra um dos invasores que avançava entre as mesas. Ele caiu. Outro ocupou seu lugar.

Enquanto fazia isso, percebi que os convidados pouco importavam para eles e que quem realmente queriam atacar era a noiva... e eu.

Então me lembrei da ameaça de Irina.

Da maldita voz dela.

«Primeiro mato essa vadia... e depois mato você, para fazer vocês pagarem por essa humilhação.»

Cerrei os dentes quando a suspeita se instalou em mim.

«Sua maldita.»

Se fosse ela quem estava por trás daquilo... pagaria caro.

Não faço a menor ideia do motivo, mas um impulso... não. Meu instinto me fez voltar para proteger a gordinha e impedir que a matassem por minha culpa, porque sim, indiretamente eu seria o responsável pela morte dela se aqueles filhos da puta conseguissem o que queriam.

Girei nos calcanhares e... ora, que surpresa, a gordinha já não estava caída no chão, tremendo de medo como eu imaginava que a encontraria.

Ela estava de pé, com uma expressão feroz e perigosa no rosto, tirando pistolas e uma faca debaixo da saia do vestido e matando todos os desgraçados que ousavam se aproximar dela.

Fiquei boquiaberto, paralisado onde estava, sem conseguir acreditar no que via.

Realmente, aquela mulher era uma caixa de surpresas.

Além de insolente e teimosa, era valente e enfrentava o perigo sem demonstrar o menor medo.

Por ficar absorto observando-a, baixei a guarda e uma bala atingiu minha pistola, arrancando-a da minha mão.

— Blyat! (Merda!) — praguejei quando minha arma deslizou para longe do meu alcance, fazendo-me perder o controle por uma fração de segundo.

Rapidamente, tentei sacar a outra pistola que carregava comigo, mas uma rajada de tiros passou zunindo perto do meu rosto e do meu corpo, obrigando-me a me jogar no chão para me proteger.

Erro.

Tentei fazer isso mais uma vez, mas, antes que conseguisse, uma sombra surgiu diante de mim.

Ergui os olhos e vi um homem parado à minha frente, arma em punho, apontando diretamente para a minha cabeça.

Nossos olhares se encontraram e eu soube que ele não erraria... e que eu não seria rápido o bastante.

Ele sorriu...

E apertou o gatilho.

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