ANMELDEN~MINA~Peguei um limão, coloquei na boca, me acomodei no meu banquinho e esperei o movimento do loiro, fingindo calma, embora a verdade fosse que aquele beijo tivesse me deixado atordoada e com vontade de que aquele russo me agarrasse com seus braços fortes, me levantasse do chão, me colocasse na bancada e me possuísse como um animal no cio. Mas eu queria brincar, mesmo que fosse só um pouquinho, e estava curiosa para saber o que ele faria comigo.Depois de rosnar para mim como um cachorro raivoso por tê-lo afastado, Artem serviu-se de outro shot, pegou o saleiro e me olhou como se ele fosse um predador e eu sua presa. Minha pele ficou arrepiada e meus mamilos endureceram, ardendo de desespero para que seus dedos, sua boca, sua língua ou seus dentes lhes proporcionassem algum atrito.“Por que diabos me ocorreu essa porra de brincadeira?”, pensei, quando ele se aproximou e, com um dos joelhos, abriu minhas pernas bruscamente e se acomodou entre elas. Ele levou uma mão ao meu peito e
~ARTEM~Eu também me levantei e, com lentidão deliberada, comecei a tirar cada peça de roupa diante do olhar atento da minha mexicana, que não perdeu nenhum detalhe do pequeno espetáculo erótico que lhe ofereci enquanto me despia.Eu também mantive meus olhos fixos nela, absorvendo cada uma das deliciosas e tentadoras curvas de seu corpo voluptuoso.Segundos depois, estávamos ambos totalmente nus um diante do outro, e minha mente ficou em branco enquanto a contemplava, e minha língua ansiava por lamber o mais rápido possível sua pele macia.Imaginei os lugares por onde eu iria levá-la e o contraste que a mistura do sal, do sabor ácido do limão, do pesado e amargo da tequila e do doce de sua pele provocaria em minhas papilas gustativas.Blyat.Meu pau ficou ainda mais duro e ansioso, e eu não consegui mais me conter. Agarrei-o com uma mão e o apertei com força, deixando escapar um gemido gutural.Engoli em seco. Meu corpo começou a parecer que estava em chamas com a necessidade de poss
~ARTEM~ Na volta para o apartamento, paramos em uma loja de bebidas. Minha ideia era comprar uma boa garrafa de champanhe para continuar a comemoração em particular, mas Mina decidiu mudar meus planos assim que sugeriu que seria melhor levarmos uma garrafa de tequila. Não discuti muito. Eu havia aprendido que, quando ela propunha alguma coisa com aquele sorriso, normalmente significava que já tinha uma ideia na cabeça e que discutir só adiaria o inevitável. Assim, acabamos chegando ao apartamento com uma garrafa de tequila. Mina deixou a bolsa sobre uma cadeira e foi diretamente para a cozinha procurar alguns limões e sal, enquanto eu fechava a porta. Quando cheguei à ilha, ela já estava procurando copinhos nos armários. —Vejo que sabe exatamente o que está fazendo. —É claro —respondeu sem olhar para mim—. Sou mexicana. —Isso não significa que ensinaram você a beber tequila desde que nasceu. Ela se virou para mim com uma expressão ofendida. —Claro que sim. Em vez de leite, nó
~MINA~Artem estacionou em frente ao imóvel e, quando descemos do carro, me levou até a porta e a indicou com um gesto da mão.—Abra.Procurei a chave na bolsa, tirei-a e, durante alguns segundos, fiquei apenas olhando para ela. Era uma chave qualquer, pequena, de metal, mas de repente me pareceu pesar muito mais do que deveria. Era difícil conceber a ideia de que aquele lugar poderia se transformar em algo meu.Introduzi a chave na fechadura e abri.O imóvel estava vazio. Não havia móveis, nem decoração, nem mesas, nem letreiros. Apenas um espaço amplo, limpo, com grandes janelas na frente e uma área nos fundos que claramente poderia ser adaptada para uma cozinha.Entrei devagar, olhando ao redor, e quanto mais avançava, mais rápido minha cabeça começava a trabalhar.—Aqui poderia ficar a cozinha —disse, apontando para os fundos—. Mas teria que ser grande. Se vou fazer comida mexicana de verdade, preciso de espaço.Artem caminhava um passo atrás de mim.—Então será grande.—E aqui po
Vários dias depois...~MINA~—Ainda não entendo por que você não quis me dizer aonde estávamos indo.Artem levantou os olhos do cardápio com toda a calma do mundo.—Porque, se eu contasse, deixaria de ser uma surpresa.Franzi a testa.—Isso confirma que você está tramando alguma coisa.—Estou sempre tramando alguma coisa.—Sim, mas normalmente envolve armas, russos mal-humorados ou pessoas que acabam apanhando. Isso é diferente.O canto de sua boca se ergueu ligeiramente.—Apenas aproveite.Havíamos deixado Emiliano na casa de Alessia e Maksim para outra noite do pijama com Valentina e os gêmeos, e eu havia presumido que Artem simplesmente queria aproveitar que estávamos sozinhos para sair para jantar. Nada estranho. Um encontro, imaginei. Algo que ainda me parecia estranho chamar assim, quando apenas um mês antes havíamos nos casado convencidos de que nosso casamento seria apenas um acordo.O problema era que Artem estava agindo de maneira suspeita a noite inteira, como se soubesse d
~MINA~—Ei, olha só. Já sou tão perigosa quanto vocês —disse, abaixando a arma com um sorriso orgulhoso depois de conferir a última série de disparos.Todos haviam acertado o alvo e, embora eu ainda não pudesse me gabar de ter uma precisão perfeita em qualquer situação, já não era aquela mulher que segurava uma pistola com força demais e fechava um olho, torcendo para não errar completamente.Artem se aproximou por trás, olhou para o papel cheio de furos e depois para mim, com aquela expressão que sempre parecia estar dividida entre me elogiar ou me provocar.—Não exagere, mexicana.—Todos acertaram o alvo, güero.—Eu percebi.—Então admita.Artem cruzou os braços.—Você é perigosa.Sorri, satisfeita.—Obrigada.—Principalmente para a minha paciência.Lancei-lhe um olhar nada amigável e ele soltou uma risada. Os últimos dias haviam sido assim entre nós. Tudo parecia mais simples desde que deixamos de fingir que nosso casamento era apenas um acordo e começamos a nos comportar como o qu







