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Capítulo 5

Penulis: Juno Jade
— Já descobrimos do que o Chefe gosta. — Disse a garota em voz baixa.

— Mas e o que ele odeia? Se alguém escolher o prato errado, vai morrer.

Eu levantei a mão.

— Encontrei um álbum de fotos na biblioteca. — Falei.

— Está cheio de fotos das festas de aniversário de um garotinho, ano após ano, até ele chegar aos vinte e poucos anos. E em todas as fotos, o bolo está intacto. Então acho que a comida que o chefe odeia… é bolo de frutas.

Depois de identificarmos a opção fatal, surgiu uma pergunta ainda mais cruel.

Se todos precisavam apresentar um prato, quem ficaria com aquele que garantia a morte?

No fim, decidimos tirar a sorte.

Um rapaz de cabelo raspado tirou o palito mais curto. Seus olhos vacilaram de nervosismo e por algum motivo, ele olhou direto para mim.

Quando o banquete começou, Cheryl foi a primeira a avançar. Ela apresentou o ensopado cremoso com uma elegância ensaiada.

A voz clara e animada do sistema ecoou:

[Parabéns. Você apresentou o prato favorito do chefe.]

[Você conquistou o favor do chefe. Recebe uma oportunidade de fazer um novo desejo.]

[Por favor, declare sua causa de morte escolhida.]

A respiração de Cheryl se acelerou, os olhos brilhando de excitação.

— Eu escolho morrer fora dos limites da masmorra. — Disse rapidamente.

— Nenhum fhefe, maldição, desastre ou acidente dentro desta masmorra pode me ferir. Mesmo que eu quebre as regras deste mundo, permanecerei ilesa!

Todos congelaram. Em seguida, a raiva se espalhou pelos rostos ao redor.

Ela havia prometido liderar todos para fora dali com vida. Foi por isso que confiaram nela. Foi por isso que lhe deram o desejo.

Mas tudo não passara de uma grande falcatrua. Ela os usara para salvar a si mesma.

O chefe inclinou levemente a cabeça.

— Como desejar.

Sob os olhares furiosos, Cheryl apenas soltou um sorriso de deboche.

— Me poupe. É cada um por si, não é? Isso é um jogo de horror. Se vocês são burros o bastante para confiar nos outros e entregar suas pistas, o problema é de vocês e não meu.

O banquete ainda não havia terminado, mas ninguém ousou falar. Um a um, os outros avançaram para apresentar seus pratos.

Escargot assado.

Salada caesar.

Costeletas de cordeiro grelhadas.

Todas escolhas neutras, sem recompensa, sem punição.

Quando chegou a minha vez, alguém de repente me empurrou com força, me derrubando no chão.

O rapaz de cabelo raspado correu à frente e colocou o bacalhau selado sobre a mesa antes que eu pudesse reagir. Ele olhou para mim com desdém.

— A Cheryl estava certa! Cada um por si. Por que diabos eu deveria aceitar a sorte e morrer quieto? Se você é inútil demais para cuidar do seu prato, o problema é seu.

Ninguém interferiu. Apenas me observaram, como se eu já estivesse morta.

[Ah, aqui vamos nós: a famosa treta de jogador contra jogador. Acontece em toda rodada.]

[Não dá nem pra dizer que eles estão errados. Sobrevivência do mais forte. Lixo não merece viver neste jogo.]

[Eu avisei que essa novata fraca não duraria. Cadê agora quem apostou nela? Falem alguma coisa!]

[Curiosidade: o último que ofereceu bolo ao chefe virou um. Algum palpite do que vai acontecer com ela?]

A voz do sistema cortou o burburinho:

[Jogadora Linda Woods, é sua vez de apresentar um prato ao chefe.]

Levantei-me, encarando Luther, que estivera sentado ali o tempo todo, calmo como sempre.

Por algum motivo, aquele olhar dele acendeu uma irritação pura no meu peito.

Que seja.

Se eu vou morrer de qualquer jeito, que seja aproveitando.

Se estou condenada, então que seja uma morte satisfatória.

Hora de descobrir o quão "doce" esse chefe realmente é.

Arranquei uma cereja do bolo e a levei à boca, depois afundei os dedos na cobertura, cobrindo toda a mão com o creme branco e pegajoso.

Passo a passo, caminhei até ele.

— Então. — Murmurei, os lábios se curvando em um sorriso provocante.

— Você prefere o creme primeiro, a cereja…

— …ou eu?
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